O líder do PSDB no Senado Federal, senador Arthur Virgílio (AM), disse na sexta-feira que vai recorrer à Comissão de Constituição e Justiça da Casa contra a decisão do senador Tião Viana (PT-AC) de realizar sessão deliberativa, com votações, na manhã da sexta-feira com apenas 15 senadores presentes no plenário. Irritado com a postura do governo Lula, que precisa da sessão para contar prazo de tramitação da proposta que prorroga a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), Arthur Virgilio reconheceu que seu gesto é mais político do que técnico. Para contar o prazo da CPMF, que precisa passar por cinco sessões deliberativas de discussão no plenário, Viana iniciou a ordem do dia do Senado com apenas 15 parlamentares. O petista garante, porém, que o regimento interno do Senado autoriza a abertura de sessões com apenas quatro senadores presentes no plenário. As votações, segundo Viana, é que só podem ser realizadas com o quórum mínimo de 41 parlamentares. Virgílio disse que o regimento é claro ao determinar que pelo menos a metade dos senadores deve estar no plenário para a abertura da ordem do dia, momento em que o presidente faz a leitura da pauta de votações. Arthur
Virgílio reiterou que a bancada do PSDB no Senado, composta por 13 parlamentares, vai votar unida contra a prorrogação da CPMF. Ele ficou irritado com as declarações do presidente Lula na quinta-feira, que não incluiu os tucanos entre os senadores de oposição que vão derrubar a CPMF no plenário. "Todos vão votar com o líder. Não me sinto obrigado a ficar de joelhos para agradecer o presidente. Não sou súdito dele", afirmou.
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