Assine Vitor Vieira Jornalismo

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Empresário Ferrigolo e assessor denunciante já foram ouvidos pela Comissão de Sindicância da Procergs

Na última sexta-feira, a Comissão de Sindicância da Procergs, agora sob suspeita, ouviu os principais personagens: o empresário Ronei Ferrigolo, presidente da companhia afastado para ser investigado, e o assessor denunciante. Entre tantos documentos apresentados, surgiu uma nova denúncia levada até a comissão. E é gravíssima. Trata-se do processo de migração da plataforma Unisys. Este processo foi conduzido pelo empresário Ronei Ferrigolo. Ele juntou parecer técnico para justificar a aquisição, sem licitação, de uma ferramenta de migração, com data anterior à da proposta feita pela empresa multinacional Sun Microsystems. Este processo foi barrado pelos seus pares na diretoria, no governo passado. O processo, que foi conduzido pelo Ronei Ferrigolo, é um amontado de irregularidades. Por exemplo, páginas fora renumeradas ao seu bel gosto, para tentar atingir seu objetivo. Tratava-se de um negócio, sem licitação, de mais de seis milhões de reais. Agora, enquanto presidente da companhia, no processo de “reengenharia” da empresa, que ele chamou de “planejamento estratégico”, o empresário Ronei Ferrigolo colocou como prioridade a migração desta plataforma. Ou seja, tinha intenção de retomar o processo viciado. Este processo, apresentado pelo assessor na comissão de sindicância, precisa ser milimetricamente investigado pelos componentes da Cage e da Procuradoria Geral do Estado, enquanto a Secretaria da Fazenda e do Conselho de Administração da Procergs não se manifestarem sobre a indevida presença do advogado Pedro Rutchschilling na comissão de sindicância.

Nenhum comentário: