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terça-feira, 13 de novembro de 2007
Yeda Crusius aceita adiar votação de pacote com aumento de impostos
Uma reunião rápida, na ala residencial do Piratini, assegurou mais uma semana para que as bancadas da base do governo gaúcho discutam o pacote de ajuste fiscal, cuja base está assentada em um forte aumento de impostos. Convencida de que terá de ceder, a governadora Yeda Crusius (PSDB) optou por abrir uma última rodada de reuniões, em um último esforço para tentar garantir a aprovação na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul do pacote de medidas e aumentos de impostos que protocolou. Para essa reunião a governadora Yeda Crusius procurou contar com as presenças dos senadores Pedro Simon (PMDB) e Sérgio Zambiasi (PTB), que também irão votar pela prorrogação da CPMF em Brasília. Quem mais falou na reunião foi o presidente estadual do PP, deputado estadual Jerônimo Goergen. Ele levou pessoalmente a decisão do partido de votar o pacote em bloco, sem poder assegurar ainda se a posição será favorável ou contrária ao pacote de Yeda Crusius. Se resolver não apoiar o pacote, então o partido se retirará do governo. O PMDB também resolveu seguir o exemplo do PP. Com uma diferença: fez uma reunião durante o dia que seria, na teoria, para o partido fechar questão; ocorre que, se tivesse sido forçada a barra por um fechamento de questão, a decisão seria justamente pelo voto contrário ao pacote; diante dessa situação, a direção estadual do PMDB no Rio Grande do Sul preferiu encerrar a reunião sem uma decisão, protelando-a para outro momento. Em uma semana, o governo de Yeda Crusius terá de rever o projeto em vários pontos. A retirada do aumento de ICMS do diesel e do GNV já foi admitido pela governadora. Isso é insignificante, já que o GNV (gás natural veicular) praticamente sairá da matriz brasileira, fortemente desestimulado pelo governo Lula.
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