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quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Senador Tião Viana cria clima de grande desconfiança no Senado Federal

O clima de cordialidade entre o presidente interino do Senado Federal, senador Tião Viana (PT-AC), e senadores da oposição foi quebrado na tarde desta quarta-feira, após o petista colocar em votação a Medida Provisória 391, que concede incentivos fiscais para diversos setores da economia, sem atender ao pedido do PSDB para a verificação de quórum. Senadores do DEM e PSDB acusaram o petista Tião Viana de manobrar em favor do governo ao colocar a matéria em votação rapidamente para evitar a verificação de quorum, que derrubaria a sessão pelo número insuficiente de senadores no plenário. Como estão em obstrução para evitar que a pauta do Senado seja destrancada com a votação de quatro medidas provisórias, DEM e PSDB têm usado a verificação de quórum para impedir as votações. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) disse que levantou os braços para pedir a verificação no momento em que Tião Viana já havia declarado que a Medida Provisória tinha sido aprovada de forma simbólica. "Quando eu estava na tribuna, em nome do PSDB disse que o partido estava obstrução e pediria a verificação. Eu levantei o braço direito exatamente para pedir verificação. É que o senador Romero Jucá (PMDB-RR) foi muito mais rápido. Subiu à Mesa e pediu que Vossa Excelência fosse rápido", criticou Álvaro Dias. O senador Marconi Perillo (PSDB-GO) disse que a atitude de Tião Viana criou um clima de "desconfiança" que não existia na Casa. Esses senadores, pela idade de cada um, não deveriam bancar os inocentizinhos e ingênuos diante da Nação. Deveriam saber que, com petistas, não há acordo possível, que eles rompem qualquer contrato, qualquer regra. Apesar da aprovação da MP 391, a oposição conseguiu manter a obstrução. O plenário do Senado ainda precisa colocar em votação outras duas medidas provisórias que trancam a pauta da Casa. Enquanto os distraídos inúteis do PSDB e DEM não conseguiam fazer valer o seu estado de obstrução, os senadores também aprovaram a MP 390/07, que altera artigos do estatuto do desarmamento. O governo Lula corre contra o tempo para desobstruir a pauta porque a proposta de prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) só passa a tramitar no plenário com a pauta liberada. Como a vigência da contribuição termina no dia 31 de dezembro, a oposição quer postergar a votação para que a matéria não seja votada este ano.

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