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terça-feira, 20 de novembro de 2007

Relato de um típico caso de assédio moral no Banco do Brasil (19)

Videversus retoma o relato do espantoso caso de assédio moral produzido no Banco do Brasil contra o advogado Julio Cesar Ausani, cuja violência culminou com a sua demissão da instituição, apesar do exemplar currículo do profissional. Mesquinharia é o mínimo que se vê nesta história. Mas, já também crimes para serem ocultados, mais uma razão para Ausani ter sido demitido. Continuando com o relato de ontem: o advogado Paulo de Tarso Lorenzoni do Amaral passou a mudar tudo em termos de administração do Nujur (Núcleo Jurídico do Banco do Brasil em Santa Maria), após a sua posse, como se o mesmo tivesse sido fundado com a sua chegada. No entanto, o seu campo de interesse limitava-se às questões burocráticas; ele não demonstrava apreço pelas questões técnicas do direito e no atendimento aos seus clientes, no caso, os gerentes do Banco do Brasil na região e suas agências, além dos demais órgão do Banco do Brasil em Santa Maria. Paulo de Tarso Lorenzoni do Amaral e seu lugar-tenente, o advogado Paulo R. D. Brandão, estavam sempre juntos, inclusive em passeios e caminhadas pela cidade. Os dois pareciam tomar as decisões em conjunto, embora no começo o chefe substituto fosse o advogado Julio Cesar Ausani. Lorenzoni do Amaral começou por cercear a liberdade de Ausani para viajar a serviço, ou mesmo para cumprir suas funções rotineiras. Para ir até o Foro local, em Santa Maria, tinha de pedir autorização por escrito. As avaliações feitas pelo Sr. Paulo de Tarso Lorenzoni do Amaral, e submetidas à Ajure (Assessoria Jurídica, regional, em Porto Alegre, e confirmadas pelo chefe regional, Carlos Alberito Oliveira, eram muito inferiores às avaliações que o advogado Julio Cesar Ausani obtinha quando seu chefe direto era o advogado Vinício M. Cezne. Para se ter uma idéia as avaliações iam de 0 a 6; Ausani chegou a obter no último período avaliado em vários itens a média 5; com Paulo de Tarso Lorenzoni do Amaral, suas avaliações foram na média 3. Pode parecer desnecessário para compreender o processo de assédio, mas é interessante notar que os fatos foram se precipitando e que as coisas foram acontecendo em um ritmo pré-ordenado, vale dizer, pensado por alguém, e acabaram se encadeando com a explosão do caso Minuzzi.

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