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terça-feira, 20 de novembro de 2007

Primeiro acusado da fraude do Detran ganha aposentadoria

O Diário Oficial do Estado do Rio Grande do Sul publicou, na edição da última sexta-feira, a Portaria nº 458, de 7 de novembro de 2007, no Boletim nº 169/2007. O ato é assinado pela Procuradora-Geral do Estado, Eliana Soledade Graeff Martins, e remete para a aposentadoria o seu colega Flávio Roberto Luiz Vaz Netto, ex-presidente do Detran, que entrou algemado no “Tio Patinhas”, edifício sede da Polícia Federal no Rio Grande do Sul, no dia de deflagração da Operação Rodin, que apura fraude de mais de 40 milhões de reais na autarquia. É muito curiosa a velocidade da procuradora-geral Eliana Soledade Graeff Martins em expedir a aposentadoria de seu colega acusado de fraude na Operação Rodin, e que deverá ser indiciado em processo federal. Afinal, por que a procuradoria geral não esperou o resultado das sindicâncias e inquéritos que estão em andamento? A procuradora-geral não teve com Vaz Netto o mesmo comportamento que a Procuradoria adotou com seu colega Padilla, o qual, mesmo doente, com laudo médico expedido pelos profissionais do Tribunal de Justiça, foi chutado do serviço público sem contemplação. O que é isso, procuradora-geral, dois pesos e duas medidas? Ela publicou a aposentadoria de seu colega Flavio Vaz Netto menos de dez dias depois de ele ter ingressado com o pedido. Flávio Vaz Neto vai ganhar do contribuinte gaúcho, todo mês, a quantia de R$ 7,8 mil.

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