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quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Relato de um típico caso de assédio moral no Banco do Brasil (29)

O caso Minuzzi foi o ápice dos descalabros que já vinham acontecendo. Após esta desastrosa e criminosa negociação, feita em Jaguari, o assunto se tornou de conhecimento público quando um funcionário indignado do Banco do Brasil comunicou o fato para a Zero Hora. O fato era a inacreditável negociação realizada na Prainha, às margens das águas do rio Jaguari, na cidade do mesmo nome. Quando a matéria saiu publicada, o procurador da República Girelli, começou a pedir explicações ao Núcleo Jurídico do Banco do Brasil, em Santa Maria. Seu chefe, advogado Paulo de Tarso Lorenzoni do Amaral, e seu lugar-tenente Paulo Brandão assumiram então abertamente a deliberação de perseguir o advogado Julio Cesar Ausarni. Em primeiro lugar, Paulo de Tarso Lorenzoni do Amaral insistia em ameaçar subliminarmente Ausani em cada oportunidade. Chegou a dizer que quem havia entregue o caso Minuzzi para a imprensa tinha sido alguém do Banco do Brasil. Nisso ele acertou em cheio, embora não tenha sido quem ele imaginou. Ainda conforme Ausani, ele disse que, mais cedo ou mais tarde essa pessoa iria se haver com ele. Nesse período, diz Ausani, ele vivia rememorando uma história dos seus tempos da Santa Cruz do Sul, quando, sem autorização do Banco do Brasil, deu substabelecimento para um funcionário que não era do serviço jurídico e depois esse funcionário saiu do banco e entrou com reclamatória pleiteando salário de advogado da empresa. Não cansava de dizer: “Eu disse para ele que ele até poderia ganhar a causa, mas não aproveitaria a indenização, a família poderia aproveitar, mas ele não aproveitaria”. Assim chegava o Núcleo Jurídico do Banco do Brasil em Santa Maria. Não causa estranheza, portanto, que Paulo de Tarso Lorenzoni do Amaral tivesse ido até Jaguari, para dar uma de policial federal, procurador federal, juiz federal, fiscal federal, e resolver um caso de desfalque em recursos públicos à moda, aplicando a sua “Justiça a la Miguelão”. É impressionante. É inacreditável.... mas é verdadeiro.

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