Assine Vitor Vieira Jornalismo
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Relato de um típico caso de assédio moral no Banco do Brasil (35)
Raciocínio de Ausani: “Pensava Scremin, ‘me livro do Ausani de vez, pois ele está muito desgastado, e também ele poderia ser um futuro candidato a presidente’, coisa que já havia sido cogitada nos bastidores, e gerou medo em Scremin”. Paulo Pimenta, de sua parte, conforme Ausani, aproveitou para dar o troco da primeira eleição de Fernando Henrique, em 1994, e se livrar de uma sombra, pois Ausani havia ganho uma vaga de pré-candidato a deputado federal pelo PSDB. É claro que a candidatura não chegou a decolar. Nisso o PT e os petistas são especialistas. Um exemplo é o deputado federal Ibsen Pinheiro. Logo após o impeachment de Collor de Mello, ele passou a ser visto como o grande presidenciável do PMDB. Pois um grupo de petistas, moradores em um mesmo apartamento em Brasília, tratou de forjar um documento para alijá-lo da corrida presidencial e até mesmo da política. O grupo era formado pelas seguintes pessoas: então deputados federais petistas José Dirceu e Aloizio Mercandante, ambos membros da CPI do Orçamento; e o muito probo amigo de José Dirceu, Waldomiro Diniz (aquele que foi visto em rede nacional de televisão pedindo propina a bicheiro), então assessor do PT na CPI do Orçamento. Foi Waldomiro Diniz quem correu à sucursal da revista Veja para entregar um recibo forjado de envio de dinheiro de Ibsen Pinheiro para o Exterior (uma casa de câmbio em Rivera, Uruguai, na fronteira do Rio Grande do Sul). O repasse para a casa de câmbio era de 1.000 dólares, mas o recibo que os petistas enviaram à Veja foi dado como sendo de um milhão de dólares. O chefe da sucursal da revista Veja em Brasília era do PT. Ainda é. Recentemente, o jornalista petista Luis Costa Pinto (apelido Lula) dava assessoria para o ex-presidente da Câmara dos Deputados, o deputado federal petista mensaleiro João Paulo Cunha. Na sede da Veja, em São Paulo, comandava o fechamento da revista, com a capa com o título “Até tu, Ibsen”, estava o jornalista Paulo Moreira Leite. Este foi militante da organização Libelu (grupelho trotskista fundador do PT) e é muito amigo, até hoje, do argentino Felipe Belisário Wermus (vulgo Luis Favre), marido da ex-prefeita petista de São Paulo, Marta Suplicy (Wermus “vive” de uma assessoria que presta à agência de publicidade do marqueteiro galista Duda Mendaça, aquele que recebeu dinheiro do mensalão petista em conta de off shore no Exterior). Tudo em casa. É assim que eles derrotam potenciais inimigos, antes que se transformem em inimigos. Paulo Pimenta atualmente é aquele grande exemplo de ética parlamentar, atirando-se desbragadamente nos bancos do carro do marqueteiro mineiro Marcos Valério. Desmascarado pelo falecido deputado federal Julio Redecker, grudou-se ao celular implorando a Redecker que não representasse contra ele no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados. O diálogo foi ouvido por um grupo de pessoas, no celular do deputado federal Redecker, em viva voz, no saguão do Aeroporto de Brasília. Esse é o estofo moral do deputado federal petista de Santa Maria. Ele adorava se sentar escarrapachado na sala do presidente da Cooperativa dos Funcionários do Banco do Brasil, em Santa Maria, com os pés para cima. Mas, quem pode depor com grandeza de detalhes sobre ele é seu antigo patrão, o ex-deputado federal Marcos Rolim, que pode atestar o quanto ele “é leal”. O Banco do Brasil, que tem uma história mais do que centenária, e é formado por dezenas de milhares de funcionários corretos, que dão horas de trabalho dedicado todos os dias para o desenvolvimento do País, não pode ficar quieto.
Nenhum comentário:
Postar um comentário