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terça-feira, 20 de novembro de 2007
Relato de um típico caso de assédio moral no Banco do Brasil (22)
Mais tarde, já no processo judicial de reintegração do advogado Julio Cesar Ausani, Paulo de Tarso Lorenzoni do Amaral negou tudo, inclusive que tivesse ocorrido o convite pela Direção Geral. Não negou o convite, mas negou a existência de registros a respeito. Nada consta. Todas as condutas foram objeto de informação à instância superior do Banco, a Ajure, mas esta ratificou as condutas de Paulo de Tarso. Afinal, ele foi nomeado por ser de confiança da Chefia em Porto Alegre. Depois disso, o advogado Ausani, professor com larga experiência e com bom desempenho funcional, candidatou-se em uma seleção para instrutor do banco, e sequer constou da lista dos selecionados. Passados alguns meses da seleção, o advogado Ausani participou de um “curso de imersão”, promovido pelo Banco do Brasil, em Gramado (RS). Lá ele conheceu os responsáveis pela seleção, Normélio e Luiz Antonio, sendo o primeiro cunhado de Carlos Alberto Oliveira, o poderoso chefe da Ajure (Assessoria Jurídica Regional do Banco do Brasil no Rio Grande do Sul), e o outro tendo sido estagiário no escritório particular de advocacia de Carlos Alberto Oliveira, pois cursava a Faculdade de Direito. Os dois disseram desconhecer a razão pela qual o advogado Ausani sequer havia sido classificado para a seleção, quando um seu colega, jovem, recém formado, e que nunca havia lecionado, estava selecionado. Por insistência de Ausani, este acabou sendo admitido para a seleção. Não sem antes ser censurado por Normélio, pois Ausani, em uma das atividades do curso de imersão, fez comentários sobre a sua não nomeação e a não abertura de concorrência para o cargo de chefe do Nujur, atingindo o cunhado de Normélio, Carlos Alberto Oliveira. Normélio advertiu-o de que era seu cunhado, chefe da Ajure e futuro chefe do jurídico do banco. Coincidência ou não, após o retorno de Ausani a Santa Maria, foi advertido por Paulo de Tarso Lorenzoni do Amaral quanto a seus comentários. Imagine, a atividade era “curso de imersão”, imagine se não fosse. Apesar de tudo, Ausani foi a Porto Alegre, em setembro de 2000, participou da seleção para instrutor e passou, foi aprovado, apesar das advertências de Normélio Dengo, “o cunhado”, o qual havia avisado que ele jamais passaria na exame. Ausani passou, mas não levou. Foi escolhido José Pedro da Broi, adjunto do “chefão” Carlos Alberto Oliveira, que já havia rodado duas, e que ainda rodaria uma terceira vez no exame. Está aí um exemplo pronto e acabado de capitania hereditária dentro de uma empresa estatal. Esse é o caldo de cultura em que aconteceu o processo de assédio contra o advogado Julio Cesar Ausani. Agora, com um inquérito aberto na Polícia Federal, por causa do affair Minuzzi, ela tem tudo para desvendar esta poderosa conspiração para promoção de assédio moral contra o advogado Julio Cesar Ausani, que acabou resultado em sua demissão do Banco do Brasil, já reconhecida como injusta pela Justiça trabalhista. Esta história terá sequência. Videversus volta a avisar a seus leitores que gostaria de receber comunicações e relatos de casos de assédio moral.
2 comentários:
O caso mais recente e escabroso de assédio moral no Banco do Brasil ocorreu em Natal (RN), onde todos os advogados da Assessoria Jurídica local foram sumariamente demitidos porque recusaram-se a pedir desistência em uma ação reclamatória ajuizada pelo Sindicato dos Bancários, na qual os advogados figuravam apenas como substituídos processuais, ou seja, eles sequer manifestaram o interesse em serem incluídos na ação e tudo foi feito por exclusiva iniciativa do Sindicato. Como não renunciaram a seu direito na ação, TODOS os advogados da AJURE foram demitidos sem direito a qualquer esclarecimento a respeito. Mas como o mundo é muito pequeno e o brasileiro é um povo latino, em seguida veio a público o verdadeiro motivo da demissão dos advogados.
Pior para nós contribuintes (o BB é uma empresa de economia mista), pois todos os demitidos serão incontinentemente reintegrados pela honrada Justiça do Trabalho e seguramente abrir-se-á uma gigantesca janela para ajuizamento de milionárias ações de indenização por assédio moral contra o Banco. Se a despesa saísse do bolso desses administradores incompetentes, tenho certeza de que pensariam duas vezes antes de cometerem tais abusos. Eita administração desastrada!
Quem conhece e trabalhhou com o Doutor Julio Cesar Ausani, sabe que onde ele estiver sempre estará a verdade e alguém que afronta a injustiça e a corrupção. Eu tenho orgulho de ser amigo e conhcer o Dr. Julio C Ausani.
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