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domingo, 18 de novembro de 2007

PMDB já articula nomes para suceder Renan na presidência do Senado

O PMDB já se articula nos bastidores para garantir a indicação de um nome do partido para substituir o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência do Senado Federal. Alvo de vários processos por quebra de decoro parlamentar, Renan se licenciou da presidência do Senado por 45 dias. Essa licença vence no dia 26. As lideranças do PMDB começaram a estudar nomes viáveis para substituir Renan e assim evitar que o PT, ou a oposição, decida entrar na corrida pelo comando da Casa. Os peemedebistas estudam lançar um nome capaz de unir forças na Casa para evitar a disputa pelo cargo. A idéia do partido é conseguir, por consenso, eleger o sucessor de Renan. Entre os nomes articulados pelo partido estão os dos senadores Edison Lobão (MA), Garibaldi Alves (RN), Pedro Simon (RS) e José Sarney (AP). A cúpula do partido avalia que os quatro senadores poderão obter o respaldo de grande parte do Senado, o que reduz a possibilidade de um candidato externo à legenda vencer a disputa. Os quatro nomes, porém, enfrentam resistências dentro da própria bancada e do governo Lula. Lobão é recém-filiado ao PMDB. Ingressou no partido em outubro. É um nome articulado por Sarney, mas não tem o aval de todo o partido. Sarney, também cotado na disputa, afirma nos bastidores que só aceita entrar na corrida pela presidência da Casa se tiver o apoio integral da bancada. Garibaldi Alves é um nome visto sem ressalvas pela legenda, enquanto Simon tem como principal entrave a pressão contrária do governo Lula. Já Renan Calheiros defende o nome do senador José Maranhão (PB) para o cargo. Renan já informou as principais lideranças do Senado que pretende renunciar à presidência do Senado antes do dia 26. Em troca, ele quer preservar seu mandato. Está previsto para quinta-feira o julgamento do processo por quebra de decoro parlamentar em que Renan é acusado de usar "laranjas" para comprar um grupo de comunicação em Alagoas.

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