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domingo, 18 de novembro de 2007

Goldman Sachs diz que a crise do crédito pode retirar do mercado US$ 2 trilhões

A crise de crédito (imobiliário) nos Estados Unidos atualmente em curso, causada pelo agravamento da situação de inadimplência no segmento de hipotecas de risco, pode retirar do sistema de empréstimos do país (entre bancos, fundos de investimentos e outras entidades) cerca de US$ 2 trilhões, segundo o economista Jan Hatzius, do banco norte-americano de investimentos Goldman Sachs. "Estimativas das perdas prováveis com hipotecas a receber aumentaram de modo expressivo nos últimos meses. Um cálculo rápido, usando a experiência passada em diferentes ambientes de preços, sugere perdas ao redor de US$ 400 bilhões", explica Hatzius. O economista destaca, no entanto, que os bancos e outras instituições de crédito, se vissem uma perda que chegasse a metade dessa estimativa, reagiriam de modo agressivo. "Se os investidores virem uma perda de US$ 200 bilhões desses US$ 400 bilhões, eles podem reduzir seus empréstimos em US$ 2 trilhões. Esse é um choque enorme. Corresponde a 7% da dívida total nas mãos dos setores não-financeiros dos Estados Unidos (domicílios, empresas fora do setor financeiro e do governo)", disse Hatzius, em um comunicado, acrescentando: "Nossa conclusão é de que as perdas prováveis com a crise das hipotecas colocam um risco macroeconômico significativamente maior que o geralmente admitido”.

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