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sábado, 24 de novembro de 2007

Petrobras diz que GNL é alternativa contra desabastecimento de gás


A diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, disse nesta sexta-feira que se o Brasil já importasse GNL (Gás Natural Liquefeito) seria "quase impossível" que houvesse problemas de fornecimento de gás como os ocorridos no fim do mês passado. Ela citou o desabastecimento de gás às distribuidoras do Rio e de São Paulo para ressaltar o GNL. Lembrou que no dia 30 de outubro, a Petrobras deixou de entregar 490 mil metros cúbicos à CEG. A executiva voltou a acusar a distribuidora fluminense de não ter se preparado para o desabastecimento, o que acarretou a não-entrega do combustível a indústrias e postos de combustíveis do Estado. Maria das Graças Foster garantiu que há gás para atender os contratos com as distribuidoras. "Para o que nós temos de compromisso, há gás para todo mundo", afirmou. Apesar de reconhecer a forte demanda no mercado de GNL, a executiva afirmou que o suprimento para os dois terminais que estão sendo construídos no Rio de Janeiro (14 milhões de metros cúbicos/dia) e no Ceará (6 milhões de metros cúbicos/dia) está garantido. Segundo a diretora, o GNL será um complemento à oferta de gás do País para o atendimento da demanda. O GNL é usado preferencialmente para o abastecimento de usinas termelétricas, e poderá ser um instrumento da Petrobras para garantir o combustível às usinas. A Petrobras recebeu do governo do Rio de Janeiro a licença de instalação para o terminal de regaseificação de GNL, que será erguido na Baía de Guanabara. A previsão é que o terminal esteja em operação a partir da metade do ano que vem. Maria das Graças ressaltou que a empresa vem dando prioridade para que o projeto seja concluído conforme o previsto.

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