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sábado, 24 de novembro de 2007
Novo limite para represas pode antecipar uso de usinas termelétricas
O presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Mauricio Tolmasquim, disse nesta sexta-feira que a elevação do índice que regula o nível de risco dos reservatórios brasileiros poderá se tornar um dilema, à medida em que poderá antecipar o acionamento de usinas termelétricas. Ou seja, esse é o primeiro estágio do apagão elétrico do governo Lula, que está a caminho. Ele se referiu ao fato de a chamada curva de aversão ao risco de janeiro passar para 61%, nível considerado alto até mesmo para o primeiro mês do ano, quando os reservatórios, normalmente, estão cheios. Atualmente, o nível exigido para janeiro é de 38%. "Pode acontecer de no dia 1º de janeiro o nível estar em 58%, e nós sabermos que vai chover mais e esse nível vai subir. Será que deveremos acionar logo as termelétricas, dado que há consequências eventuais sobre outros setores? Esse é o dilema", afirmou ele. Tolmasquim defendeu que, caso a curva de aversão ao risco seja realmente elevada, haja uma definição em relação a um possível limite de tolerância para que se acione as usinas. Classificou ainda como média a probabilidade de os reservatórios estarem com os níveis de enchimento em 61% no início de janeiro. A elevação do nível de segurança nos reservatórios foi sugerida pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). Caso o nível dos reservatórios fique abaixo do limite definido, as termelétricas são acionadas. O cálculo para o novo índice da curva está em audiência pública e será definido pela Aneel até dezembro.
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