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quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Operação encontra carvoarias ilegais em terra indígena
Agentes da Funai, do Ibama e da Polícia Rodoviária Federal descobriram nesta terça-feira cerca de duas mil estacas de madeira extraídas ilegalmente e uma carvoaria clandestina dentro de uma fazenda de 200 alqueires, localizada entre as terras indígenas Araribóia e Governador, no Maranhão. O proprietário da Fazenda Ouro Preto, Antônio José Alves de Souza, foi multado em R$ 6,6 mil por fiscais do Ibama. A madeira será recolhida e ficará sob a custódia da Funai. O valor da multa poderá ser acrescido e chegar a R$ 120 mil, caso a contagem, na retirada da madeira, aponte maior quantidade do que a estimada e depois de feita a medição da área desmatada sem autorização do Ibama. A conduta ilegal ainda pode gerar pena de 3 meses a 4 anos de reclusão aos responsáveis. "O fazendeiro tem 20 dias para fazer a defesa junto ao Ibama. Ele pode pedir parcelamento da multa ou até conseguir a madeira de volta, mas isso será avaliado pelo procurador, dependendo de documentos que forem apresentados", explicou o agente de fiscalização do Ibama, Mauro Lélis. As toras de madeira que estavam estocadas no local são de Aroeira, Itaúba Preta, Candeia e Pau Santo. Segundo as autoridades, imagens de satélite mostram que elas só são encontradas dentro da reserva indígena. A ocorrência faz parte da Operação Araribóia, planejada para combater a extração ilegal de recursos naturais na terra indígena de Araribóia, localizada no estado do Maranhão. Segundo o chefe do posto indígena da Funai na Terra Araribóia, Hélio Sotero, durante as investigações da operação, vários índios apontaram o fazendeiro como um dos maiores compradores de madeira extraída ilegalmente na região.
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