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sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Ministério Público pede afastamento de tenente-coronel assistente militar de presidente da Assembléia
O presidente da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado estadual Frederico Antunes (PP), ainda com mais dois meses e meio pela frente de exercício do cargo, foi avisado de que teria um tempo frenético pela frente. Pois já começou. O Ministério Público pediu na terça-feira o afastamento do tenente-coronel Leandro Nazareno dos Reis do cargo de assistente militar da presidência da Assembléia. O tenente-coronel Leandro Nazareno dos Reis é suspeito de ter negócios com o chefe de uma quadrilha que foi denunciada pelo desvio de R$ 150 mil de contas bancárias pela internet. Outro oficial da Brigada Militar, o tenente-coronel José Antônio Carvalho de Medeiros, é acusado de fazer parte da quadrilha e havia sido afastado do Comando de Operações Especiais da Brigada Militar na terça-feira. No caso do tenente-coronel Leandro Nazareno dos Reis, o envolvimento não seria com o desvio de dinheiro dos bancos por meio da internet. Conforme o promotor João Barcelos de Souza Júnior, que pediu o afastamento do tenente-coronel Leandro Nazareno dos Reis da Brigada Militar, o assistente militar da Presidência da Assembléia foi flagrado em interceptações telefônicas negociando com o chefe da quadrilha a compra de um carro clonado. O negócio envolvia um Fox e uma caminhonete Pajero. Segundo o promotor, o tenente-coronel Leandro Nazareno dos Reis era dono de um dos veículos e estava interessado em comprar o outro. No telefonema, o homem apontado pelo Ministério Público como chefe da quadrilha, o paulista Marco Martins, dizia ao coronel Leandro Nazareno dos Reis que não seria fácil trocar um carro com documentos por outro sem documentação. “O oficial está sob forte suspeição por ter uma relação promíscua com um criminoso”, explicou o promotor Barcelos. O promotor localizou as interceptações no processo que tramita contra a quadrilha na 6ª Vara Criminal da Capital. Como estava denunciando o tenente-coronel Medeiros pela prática de três crimes de falsidade ideológica, o promotor quis analisar o processo referente ao outro caso, o de desvio de dinheiro, e encontrou nos autos as interceptações telefônicas feitas em 2005 envolvendo o tenente-coronel Leandro Nazareno dos Reis.
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