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sábado, 3 de novembro de 2007

Governo Lula diz que políticas expansionistas para o uso de gás natural só a partir de 2010

O presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Maurício Tolmasquim, afirmou na quinta-feira que o crescimento da frota de veículos movidos a GNV (Gás Natural Veicular) não é sustentável. Segundo ele, o País só poderá voltar a adotar políticas expansionistas de uso do gás a partir de 2010. Tolmasquim criticou as medidas de incentivo ao uso do GNV no Rio de Janeiro e disse que são "populares, mas irracionais". Segundo a EPE, a demanda por gás cresceu em média 14% ao ano desde 2001. "Isso é insustentável para um recurso que temos somente parte, ainda precisamos importar. A indústria deve continuar a usar gás, o problema é a priorização. O GNV para veículos particulares num País que tem álcool e exporta gasolina é um contra-senso", disse ele. Para o presidente da estatal, a saída é estimular o uso do gás nas indústrias com caldeiras bicombustíveis, que poderiam usar óleo. Uma parcela da indústria, no entanto, como a de vidros e de cerâmica, não se adapta a esse modelo. Para a EPE, o problema de abastecimento das térmicas é momentâneo porque o País entra agora no período de chuvas.

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