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terça-feira, 20 de novembro de 2007

Empresário tentou encomendar morte de petistas no Pará

O ex-policial civil Sebastião Cardias Alves, que está sendo julgado pelo Tribunal do Júri de Belém por assassinato, disse nesta segunda-feira, em depoimento, que um empresário pediu a ele que matasse o deputado federal Paulo Rocha (PT-PA) e o deputado estadual, e secretário dos Transportes do Pará, Valdir Ganzer (PT-PA). Em seu depoimento, Alves disse que o empresário João Batista Ferreira Bastos, o Chico Ferreira, queria matar os políticos porque doou dinheiro para suas campanhas eleitorais e não teve retorno. Nas prestações de conta tanto de Rocha como de Ganzer ,feitas à Justiça Eleitoral na eleição de 2006, não há registro de doações aos dois candidatos nem de Ferreira, nem de sua empresa, a Service Brasil. Alves disse ter recusado o trabalho. Em seu depoimento de hoje, no entanto, ele disse ter cometido um dos dois assassinatos (dos irmãos Ubiracy e Uraquitan Novelino) dos quais é acusado. O empresário Chico Ferreira, que também está sendo julgado sob a acusação de ter sido o mandante do assassinato dos irmãos, negou o envolvimento no crime. Mas ele disse que pegou emprestado R$ 4 milhões com os irmãos Novelino e repassou o dinheiro aos deputados para financiar suas respectivas campanhas eleitorais. Rocha e Ganzer, segundo Ferreira, teriam assinado promissórias. Segundo Alves, também foi encomendada a morte da presidente do Iasep (Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado do Pará), Sandra Leite, em retaliação a um rompimento de contrato do órgão com a Service Brasil.

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