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sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Defesa de Marcos Valério diz que não há relação entre esquemas do PT e do PSDB

O advogado Marcelo Leonardo, que defende o publicitário Marcos Valério de Souza, disse nesta quinta-feira que não há relação entre os esquemas de Caixa 2 do PT e o do PSDB, denunciados pela Procuradoria-Geral da República. A ação penal do "mensalão petista" se refere à compra de apoio de parlamentares da base aliada do presidente Lula. Já a denúncia oferecida nesta quinta-feira relata o desvio de recursos para favorecer a campanha eleitoral ao governo de Minas Gerais, de Eduardo Azeredo (PSDB-MG), em 1998. Entre os denunciados no chamado "mensalão tucano" estão Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais), Azeredo, atualmente senador, e mais 13 pessoas, inclusive Marcos Valério, que está entre os denunciados nos dois casos. Eles foram denunciados pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. "Uma coisa foi o que aconteceu no governo Lula e outra em 1998", afirmou o advogado. De acordo com o procurador-geral, a campanha de Azeredo foi financiada com o desvio de recursos públicos e empréstimos fictícios obtidos pela empresa de Marcos Valério. O dinheiro era lavado por meio de eventos esportivos. O advogado Hermes Guerrero, que defende o empresário Ramon Hollerbach, sócio de Marcos Valério, e também denunciado nesta quinta-feira, classificou a denúncia como um "mal-entendido". Segundo ele, o dinheiro recebido pela agência de publicidade SMP&B foi, de fato, usado em eventos esportivos. "Já conversei com o Ramon Hollerbach e ele tem documentos que provam a realização dos eventos. Existem documentos que provam que todo o dinheiro foi gasto no enduro esportivo", afirmou Guerrero, referindo-se ao Enduro Internacional da Independência.

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