O Conselho de Ética do Senado Federal aprovou o relatório do senador Jefferson Péres (PDT-AM), recomendando a cassação do mandato do presidente licenciado do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL) por quebra de decoro parlamentar. Nesse processo, Renan é acusado de usar "laranjas" para comprar um grupo de comunicação em Alagoas. Com 11 votos favoráveis e três contrários, o relatório foi aprovado e o processo segue agora para o plenário do Senado. O presidente interino da Casa, Tião Viana (PT-AC), disse que a votação pode ocorrer na quarta-feira da próxima semana. Em seu voto, Jefferson Péres apontou sete indícios de que Renan teria firmado sociedade oculta com o usineiro João Lyra para a compra de veículos de comunicação em Alagoas. A denúncia surgiu depois de Lyra dizer que eles teriam usado "laranjas" na suposta sociedade oculta para comprar empresas de comunicação em Alagoas. Entre os indícios citados pelo relator está o fato de que Lyra apresentou documentos que comprovam as suas acusações. "Os documentos apresentados por Lyra ratificam o que diz em respeito a data, nomes e valores", disse o relator. Outro elemento contrário a Renan, segundo o relator, é o fato do presidente licenciado do Senado nunca ter interpelado Lyra judicialmente para contestar suas acusações. O relator disse que, para concluir seu parecer, levou em conta principalmente as afirmações de todos os supostos envolvidos no episódio. Na opinião do relator, o fato da sociedade oculta ter ocorrido antes de Renan assumir a cadeira no Senado não livra o peeemedebista da quebra de decoro parlamentar. Dos três processos que tramitam contra Renan, esse era o único que ele temia. Por nove votos favoráveis e cinco abstenções, o conselho aprovou na quarta-feira o relatório do senador João Pedro (PT-AM), que recomendou o arquivamento das denúncias de que Renan teria trabalhado para reverter dívida de R$ 100 milhões da Schincariol junto ao INSS depois da cervejaria comprar uma fábrica de seu irmão, Olavo Calheiros (PMDB-AL), por um preço acima do mercado. O relator do terceiro processo, Almeida Lima (PMDB-SE), aliado de Renan, sinaliza que também deve sugerir o arquivamento da denúncia em que o peemedebista é acusado de participar de um esquema de desvio de recursos em ministérios controlados pelo PMDB. O Conselho de Ética ainda não escolheu relator para o quinto processo. Nesse caso, Renan é acusado de montar um dossiê para chantagear os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Marconi Perillo (PSDB-GO). A espionagem teria sido feita pelo ex-assessor especial de Renan, o ex-senador Francisco Escórcio. Veja o resultado da votação: a favor da cassação - Adelmir Santana (DEM-DF), Augusto Botelho (PT-RR), Demóstenes Torres (DEM-GO), Eduardo Suplicy (PT-SP), Jefferson Péres (PDT-AM), João Pedro (PT-AM), Heráclito Fortes (DEM-PI), Marconi Perillo (PSDB-GO), Marisa Serrano (PSDB-MS), Renato Casagrande (PSB-ES), Romeu Tuma (PTB-SP); contra a cassação - Almeida Lima (PMDB-SE), Valdir Raupp (PMDB-RO), Wellington Salgado (PMDB-MG).Assine Vitor Vieira Jornalismo
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Conselho de Ética recomenda cassação de Renan Calheiros por uso de "laranjas"
O Conselho de Ética do Senado Federal aprovou o relatório do senador Jefferson Péres (PDT-AM), recomendando a cassação do mandato do presidente licenciado do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL) por quebra de decoro parlamentar. Nesse processo, Renan é acusado de usar "laranjas" para comprar um grupo de comunicação em Alagoas. Com 11 votos favoráveis e três contrários, o relatório foi aprovado e o processo segue agora para o plenário do Senado. O presidente interino da Casa, Tião Viana (PT-AC), disse que a votação pode ocorrer na quarta-feira da próxima semana. Em seu voto, Jefferson Péres apontou sete indícios de que Renan teria firmado sociedade oculta com o usineiro João Lyra para a compra de veículos de comunicação em Alagoas. A denúncia surgiu depois de Lyra dizer que eles teriam usado "laranjas" na suposta sociedade oculta para comprar empresas de comunicação em Alagoas. Entre os indícios citados pelo relator está o fato de que Lyra apresentou documentos que comprovam as suas acusações. "Os documentos apresentados por Lyra ratificam o que diz em respeito a data, nomes e valores", disse o relator. Outro elemento contrário a Renan, segundo o relator, é o fato do presidente licenciado do Senado nunca ter interpelado Lyra judicialmente para contestar suas acusações. O relator disse que, para concluir seu parecer, levou em conta principalmente as afirmações de todos os supostos envolvidos no episódio. Na opinião do relator, o fato da sociedade oculta ter ocorrido antes de Renan assumir a cadeira no Senado não livra o peeemedebista da quebra de decoro parlamentar. Dos três processos que tramitam contra Renan, esse era o único que ele temia. Por nove votos favoráveis e cinco abstenções, o conselho aprovou na quarta-feira o relatório do senador João Pedro (PT-AM), que recomendou o arquivamento das denúncias de que Renan teria trabalhado para reverter dívida de R$ 100 milhões da Schincariol junto ao INSS depois da cervejaria comprar uma fábrica de seu irmão, Olavo Calheiros (PMDB-AL), por um preço acima do mercado. O relator do terceiro processo, Almeida Lima (PMDB-SE), aliado de Renan, sinaliza que também deve sugerir o arquivamento da denúncia em que o peemedebista é acusado de participar de um esquema de desvio de recursos em ministérios controlados pelo PMDB. O Conselho de Ética ainda não escolheu relator para o quinto processo. Nesse caso, Renan é acusado de montar um dossiê para chantagear os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Marconi Perillo (PSDB-GO). A espionagem teria sido feita pelo ex-assessor especial de Renan, o ex-senador Francisco Escórcio. Veja o resultado da votação: a favor da cassação - Adelmir Santana (DEM-DF), Augusto Botelho (PT-RR), Demóstenes Torres (DEM-GO), Eduardo Suplicy (PT-SP), Jefferson Péres (PDT-AM), João Pedro (PT-AM), Heráclito Fortes (DEM-PI), Marconi Perillo (PSDB-GO), Marisa Serrano (PSDB-MS), Renato Casagrande (PSB-ES), Romeu Tuma (PTB-SP); contra a cassação - Almeida Lima (PMDB-SE), Valdir Raupp (PMDB-RO), Wellington Salgado (PMDB-MG).
Nenhum comentário:
Postar um comentário