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terça-feira, 13 de novembro de 2007

Analista diz que produção plena do campo petrolífero Tupi só deve começar em 2014

O campo de Tupi, na Bacia de Santos, poderá estar em testes em 2011, mas que só deverá atingir a produção plena a partir de 2014. A opinião é do analista Matthew Shaw, da consultoria Wood Mackenzie. Ele acredita que a produção deva levar por volta de oito anos para atingir o pico e, entre 2020 e 2022, poderá atingir 1 milhão de barris por dia. Segundo ele, trata-se de uma descoberta muito "significante", de grande impacto para o setor petrolífero e que representa uma nova fronteira tecnológica para a indústria do setor como um todo. "É uma descoberta de nível mundial em todos os aspectos. Uma descoberta gigantesca. Mesmo que seja de apenas 5 bilhões de barris, é de longe a maior descoberta em águas profundas e a maior descoberta desde 2002, no Cazaquistão", afirmou ele. O campo de Tupi equivale a três quartos do campo Kashagan, do Cazaquistão, com 12 bilhões de barris de petróleo recuperável, e que foi a maior descoberta dos últimos 30 anos. Para Shaw, com a descoberta do campo de Tupi, na Bacia de Santos, as companhias petrolíferas internacionais devem renovar seu interesse no Brasil, mesmo que algumas delas já tenham perdido "muito dinheiro" no País, conforme fez questão de ressaltar. Shaw disse ainda que a nova fronteira de exploração pré-sal tem gerado um grande interesse. "Existe um movimento semelhante ocorrendo nos Estados Unidos, com a exploração de novas fronteiras, em águas profundas no Golfo do México. Há novas fronteiras sendo exploradas e campos semelhantes estão sendo encontrados, não com o mesmo tamanho, mas com a mesma característica, pré-sal, em águas profundas", explicou ele. Segundo Matthew Shaw, os Estados Unidos estão aprendendo com essas novas descobertas e a Petrobras recentemente descobriu novos campos pré-sal no Golfo do México. Ele disse: “As exportações de petróleo e derivados do Brasil tendem a crescer. A produção brasileira de petróleo vai aumentar muito rapidamente nos próximos três a cinco anos e as exportações continuarão subindo. Tupi permitirá que o Brasil continue exportando e aumente suas vendas no longo prazo".

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