Guilherme Socias Villela, conselheiro da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs), colocou o sigilo telefônico à disposição em depoimento na CPI dos Pedágios, na Assembléia Legislativa do Estado, durante seu depoimento realizado na tarde desta segunda-feira. Villela admitiu que conversou com a diretora de qualidade da agência, Denise Zaion, ao telefone. Ele respondeu a perguntas dos deputados sobre o diálogo que está gravado em uma fita apresentada por Denise à CPI, na semana passada. Na gravação, Villela diz que o deputado Berfran Rosado (PPS), relator da CPI, é uma pessoa de confiança sua, com a qual poderia obter previamente as perguntas que seriam feitas a Denise. Villela alega que procurou Denise porque queria proteger a Agergs. Disse que citou o nome de Berfran na conversa como poderia ter citado o de qualquer um. Villela negou, no entanto, que tenha tido qualquer contato com Berfran. Disse Villela: “Nunca fui lobista. Nunca recebi presente de ninguém”. Villela voltou a pedir desculpas publicamente por ter envolvido o nome do deputado estadual Berfran Rosado e disse que nunca teve nenhum "entendimento" com ele. O conselheiro afirmou também que se alguém provar que ele e Berfran combinaram algum acerto de perguntas, ele colocará o seu mandato na Agergs à disposição. Villela foi chamado para depor depois que a diretora de qualidade da instituição, Denise Zaion, depôs e entregou uma fita ao legislativo, na qual havia uma conversa entre os dois. A gravação era para mostrar que Denise vinha sendo pressionada a dizer na CPI apenas o que convinha a pessoas de dentro da agência. Ocorre que, na audiência na CPI, nesta segunda-feira, ficou comprovado, pelas fitas gravadas do sistema de segurança da Assembléia Legislativa, que Denise Zaion teve um longo preparativo com deputados de oposição para a apresentação de sua denúncia de maneira espalhafatosa. Ela esteve 28 vezes em visita à Assembléia Legislativa para combinar a “denúncia bombástica” que faria com a entrega de gravação de suas próprias conversas que ela realizou. Denise Zaion já foi demitida do cargo de diretora que ocupava na Agergs, por absoluta quebra de confiança com os conselheiros da instituição.
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terça-feira, 2 de outubro de 2007
Conselheiro da Agergs depõe na CPI dos Pedágios e coloca sigilo telefônico à disposição
Guilherme Socias Villela, conselheiro da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs), colocou o sigilo telefônico à disposição em depoimento na CPI dos Pedágios, na Assembléia Legislativa do Estado, durante seu depoimento realizado na tarde desta segunda-feira. Villela admitiu que conversou com a diretora de qualidade da agência, Denise Zaion, ao telefone. Ele respondeu a perguntas dos deputados sobre o diálogo que está gravado em uma fita apresentada por Denise à CPI, na semana passada. Na gravação, Villela diz que o deputado Berfran Rosado (PPS), relator da CPI, é uma pessoa de confiança sua, com a qual poderia obter previamente as perguntas que seriam feitas a Denise. Villela alega que procurou Denise porque queria proteger a Agergs. Disse que citou o nome de Berfran na conversa como poderia ter citado o de qualquer um. Villela negou, no entanto, que tenha tido qualquer contato com Berfran. Disse Villela: “Nunca fui lobista. Nunca recebi presente de ninguém”. Villela voltou a pedir desculpas publicamente por ter envolvido o nome do deputado estadual Berfran Rosado e disse que nunca teve nenhum "entendimento" com ele. O conselheiro afirmou também que se alguém provar que ele e Berfran combinaram algum acerto de perguntas, ele colocará o seu mandato na Agergs à disposição. Villela foi chamado para depor depois que a diretora de qualidade da instituição, Denise Zaion, depôs e entregou uma fita ao legislativo, na qual havia uma conversa entre os dois. A gravação era para mostrar que Denise vinha sendo pressionada a dizer na CPI apenas o que convinha a pessoas de dentro da agência. Ocorre que, na audiência na CPI, nesta segunda-feira, ficou comprovado, pelas fitas gravadas do sistema de segurança da Assembléia Legislativa, que Denise Zaion teve um longo preparativo com deputados de oposição para a apresentação de sua denúncia de maneira espalhafatosa. Ela esteve 28 vezes em visita à Assembléia Legislativa para combinar a “denúncia bombástica” que faria com a entrega de gravação de suas próprias conversas que ela realizou. Denise Zaion já foi demitida do cargo de diretora que ocupava na Agergs, por absoluta quebra de confiança com os conselheiros da instituição.
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Vitor Vieira Jornalismo
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00:23:00
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