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domingo, 23 de setembro de 2007

Governo Lula desiste de recorrer da decisão que mandou abrir arquivos da guerrilha do Araguaia

O governo Lula decidiu não recorrer mais da decisão judicial que determinou a abertura dos arquivos militares sobre todas as operações na guerrilha do Araguaia. A Advocacia Geral da União deverá definir nesta semana como será cumprida a sentença que manda a União informar, em 120 dias, onde estão os restos mortais dos familiares dos 22 autores de uma ação movida em 1982. O anúncio é feito depois de o governo Lula ter tentado, durante quatro anos, rever sentença em ação movida há 25 anos para garantir o traslado das ossadas e o sepultamento de pessoas mortas há 33 anos. Em 1974, as Forças Armadas liquidaram a guerrilha do PCdoB na região do Bico Papagaio (entre Tocantins, Pará e Maranhão). A partir da decisão da juíza federal Solange Salgado, autorizando a quebra dos sigilos em 2003, o governo Lula emitiu sinais contraditórios, ora confortando as famílias, ora tentando reduzir resistências militares. A AGU admite que "a probabilidade de localização dos restos mortais dos familiares dos autores da ação é mínima". Em março deste ano, relatório de Comissão Interministerial registrou que as Forças Armadas informaram ter destruído, com base na legislação, todos os documentos das operações militares. O ministro Paulo Vanucchi (Direitos Humanos) afirmou, na ocasião, que a comissão "não aceitava" aquela informação como definitiva.

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