sexta-feira, 24 de abril de 2015

Bomba atômica: presidente da OAS entrega Lula

Léo Pinheiro, presidente da OAS, preso na Operação Lava Jato, está pronto a entregar Lula à Justiça. Praticamente já entregou. É a capa da Veja. Em 2 de março, O Antagonista antecipou que a OAS poderia explodir, dado o desespero de seu dono e fundador, César Mata Pires.Leiam o que escrevemos: "César Mata Pires, fundador da OAS, é um homem desesperado. A sua empreiteira está afundando depois de deflagração da Operação Lava Jato. Desesperado e amargurado com a Odebrecht, com quem mantinha, digamos, acordos bastante lucrativos. Ele foi aconselhado a ameaçar Lula, como contaremos a seguir. No dia 20 de fevereiro, reproduzimos aqui que César Mata Pires procurou Marcelo Odebrecht, diretor-presidente da dita-cuja, para saber como era possível que a empreiteira comandada pelo menino não tivesse ninguém preso. Na mesma conversa, ele disse que não estava preocupado em salvar a própria pele, mas que não deixaria os seus herdeiros pagarem por "erros cometidos em equipe" -- menção a lambanças cometidas pela OAS com a cumplicidade da Odebrecht, que até agora vem se safando. A informação foi tirada de uma reportagem publicada pelo Estadão, cujo tema principal eram os encontros de Lula e Paulo Okamotto com empreiteiros à beira de um ataque de nervos. Ao jornal, a Odebrecht negou o encontro e a OAS saiu-se com uma evasiva. O Antagonista resolveu apurar os desdobramentos dessa história e descobriu que César Mata Pires procurou também Emílio Odebrecht, pai de Marcelo e presidente do Conselho de Administração da empresa. O encontro foi na ilha de Kieppe, na baía de Camamu, no sul da Bahia, de propriedade dos Odebrecht. O dono da OAS formulou a mesma pergunta a Emílio: como era possível que a empreiteira dele não tivesse ninguém preso, ao passo que a sua estava com toda a diretoria em cana. E acrescentou: o que eu posso fazer para salvar a OAS? A resposta de Emilio Odebrecht foi: "Procure Lula". Emílio contou-lhe então que, temendo pela prisão de Marcelo, foi direto ao ponto com o petista. Emílio Odebrecht disse a Lula o seguinte: "Se for preso, o Marcelo não aguentará a pressão: ele vai abrir a boca e contará tudo o que sabe sobre as suas relações com a Odebrecht." O Antagonista revelou que Lula interferiu para que Renato Duque fosse solto, depois de ser ameaçado pela mulher do ex-diretor da Petrobras, operador do PT na estatal. Não se sabe se Lula moveu um dos seus tentáculos para manter, até o momento, graúdos da Odebrecht fora da prisão. Não se está insinuando, aqui, nada contra a Justiça. O empenho dos procuradores da Lava Jato em incriminar a empreiteira é grande, assim como o do juiz Sergio Moro. A nossa impressão é de que a Odebrecht será pega no momento certo pelos bravos paranaenses. O único fato da nossa apuração -- e fato assombroso, por mais que conheçamos as relações promíscuas entre a Odebrecht e Lula -- é que Emilio Odebrecht ameaçou Lula e recomendou a César Mata Pires que fizesse o mesmo com o petista se quisesse salvar a sua empresa." Léo Pinheiro, por determinação de César Mata Pires, explodiu no colo de Lula. O impeachment de Dilma Rousseff parece iminente.

LIXO EM LIMA - PERU - Designan a fiscal de lavado de activos para el Caso Comunicore


Entre las importantes decisiones que tiene que tomar la fiscal Villar, está la de citar al alcalde de Lima, Luis Castañeda, en calidad de testigo.

Luego de siete meses de estar paralizado, el Caso Comunicore ya cuenta con una fiscal a cargo de la investigación. Se trata de Manuela Villar Ramírez, de la Primera Fiscalía de Lavado de Activos. Fuentes de El Comercio señalaron que el jueves de la semana pasada se le informó a Villar que iba a asumir la investigación, la cual había sido vista desde el 2011 por la Fiscalía de Crimen Organizado. Dicha magistrada fue designada a ese despacho el pasado 25 de marzo por el fiscal de la Nación, Pablo Sánchez. Ahora tendrá que reanudar las diligencias pendientes. El Caso Comunicore también es investigado por una fiscalía especializada en corrupción de funcionarios. Pero es en la Fiscalía de Lavado de Activos que no se contaba con un fiscal a cargo de las indagaciones desde hace siete meses, según advirtió el portal LaMula.pe. Este caso trata sobre el sospechoso pago de S/.35,9 millones que la Municipalidad de Lima, entonces dirigida por Luis Castañeda Lossio, hizo a favor de la empresa Comunicore, en el 2006. La investigación comenzó en julio del 2011. Hasta agosto del año pasado, eran 25 empresas y 76 las personas investigadas. Entre ellas están: Ángel Pérez Rodas, Juan Blest García, Carlos Chávez Málaga, Ulises Merino Rojas, Carlos Asmat Dyer, Daniel Arias Donayre y Sergio Guerra Castillo. Ellos fueron altos funcionarios de la gestión de Castañeda. 
¿CITARÁN AL ALCALDE?
Entre las importantes decisiones que tiene que tomar la fiscal Villar, está la de citar al burgomaestre de Lima en calidad de testigo. La procuradora Julia Príncipe hizo ese pedido en agosto del 2014.

Bandido petista mensaleiro José Dirceu fecha consultoria que recebeu dinheiro de empresas envolvidas na Lava-Jato


O ex-ministro da Casa Civil, o bandido petista mensaleiro José Dirceu, comunicou o juiz Sérgio Moro que encerrou as atividades da JD Assessoria e Consultoria Ltda, de sua propriedade e de seu irmão Luiz Eduardo de Oliveira e Silva. Desde dezembro de 2014, a empresa já estaria inoperante, segundo correspondência encaminhada ao juiz por seu advogado Roberto Podval. A JD faturou de 2006 a 2012 um total de R$ 29 milhões em serviços pagos por mais de 50 empresas, entre elas empreiteiras que estão sendo investigadas pela Operação Lava-Jato. Essas construtoras pagaram R$ 3,7 milhões à JD. A suspeita é de que a JD jamais tenha prestado serviços de consultoria e que os recibos sejam uma fachada para encobrir repasses de dinheiro desviado da Petrobras. Por essa razão, a Justiça decretou a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico da empresa do ex-ministro. Na correspondência enviada ao juiz Moro, o advogado de Dirceu diz que a JD já demitiu todos os funcionários, à exceção de um, que fica no imóvel da avenida Indianópolis para a coleta de correspondência e para mostrar o imóvel a eventuais interessados na compra ou aluguel do prédio. A empresa tinha 15 funcionários em 2013, que foram reduzidos para 8 em 2014. O bandido petista mensaleiro José Dirceu também desligou todos os telefones e informa que não tem mais nenhum crédito a receber. Podval informa ainda que José Dirceu se coloca à disposição de Moro para eventuais esclarecimentos, mas pede que o juiz o informe com certa antecedência, para que ele possa solicitar ao juiz de Brasília deslocamentos para Curitiba, já que ele cumpre pena em regime aberto no Distrito Federal por conta do mensalão e não pode deixar a cidade sem ordem expressa do juiz federal. Depois que saiu do governo, o bandido petista mensaleiro José Dirceu planejou viver de palestras. Mas, diante da repercussão negativa na imprensa dos eventos que fazia passou a atuar no mercado com a JD Assessoria e Consultoria. A função de Dirceu, segundo pessoas próximas, seria “abrir portas”, o que incluiria a intermediação de encontros entre autoridades estrangeiras e empresas brasileiras que pretendiam fazer negócio no exterior. Costumava fazer levantamentos de conjuntura política, jurídica e econômica dos países em que os empresários pretendiam investir. Para construir relações no Exterior, o ex-ministro se utilizava de suas antigas relações do período de militância de esquerda. Para a UTC Engenharia, José Dirceu teria prospectado negócios na Espanha e no Peru. Já OAS e Galvão Engenharia tinham interesses em países da América Latina. A empresa de José Dirceu abriu uma filial no Panamá no mesmo endereço da Truston International, proprietária do hotel St. Peter, de Brasília, que lhe ofereceu um emprego de R$ 20 mil em novembro, dez dias após ser preso, condenado no processo do mensalão. JD Assessoria e Consultoria fez o registro da filial em 2008 no escritório da Morgan & Morgan, que tem sede no paraíso fiscal e é conhecido por disponibilizar testas de ferro para abertura de empresas estrangeiras. A filial foi aberta três anos depois de Dirceu ter saído do governo em meio ao escândalo do mensalão. Ao abrir a filial panamenha, o ex-ministro fez um aporte em dinheiro de R$ 90 mil para aumentar o capital da JD de R$ 5 mil para R$ 100 mil. 

JUSTIÇA BLOQUEIA R$ 153,9 MILHÕES DA ENGEVIX

A juíza Gisele Lemke, da 2ª Vara Federal de Curitiba, determinou hoje (24) o bloqueio dos bens da empreiteira Engevix, investigada na Operação Lava Jato, até o valor de R$ 153,9 milhões, ao deferir pedido liminar do Ministério Público Federal para bloquear o valor a fim de garantir o ressarcimento pelos prejuízos causados com desvios de recursos na Petrobras. A cobrança dos valores é feita em ações de improbidade de administrativa, que correm paralelamente às ações penais, a cargo do juiz Sérgio Moro. O bloqueio também atinge o vice-presidente da Engevix, Gerson Almada, que está preso desde novembro do ano passado. Na decisão, a juíza explicou que o bloqueio é uma garantia do ressarcimento, sem atingir o capital de giro da empresa, a ponto de prejudicar as atividades. "Na verdade, não há nesse momento processual como saber precisamente se o valor a ser devolvido atinge o montante indicado pelo Ministério Público Federal, pois consta da própria petição inicial que não foram ainda localizadas todas as operações financeiras relativas ao total dos valores que teriam sido desviados", esclareceu Gisele Lemke. Para calcular o valor do bloqueio, o Ministério Público considerou o depoimento de delação premiada do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Segundo ele, a propina era cobrada no percentual de 1% dos contratos da estatal com as empreiteiras, entre elas, a Engevix. 

PRESO NA LAVA JATO, ALMADA É INVESTIGADO POR CORRUPÇÃO


Preso na Lava Jato desde novembro do ano passado acusado de participar do esquema de desvio de dinheiro na Petrobras, o vice-presidente da Engevix, Gerson de Mello Almada, também entrou na mira do Ministério Público do Rio Grande do Sul, que conduz duas investigações contra o executivo por suspeitas de corrupção. As investigações da promotoria gaúcha correm em sigilo, mas o juiz Sérgio Moro, responsável pelas ações da Lava Jato, autorizou que os promotores do Ministério Público estadual tomem o depoimento do executivo na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, onde ele está preso. Não é a primeira vez que promotores de outros Estados, que não o Paraná, pedem apoio ao juiz Sérgio Moro para apurar eventuais irregularidades envolvendo os réus investigados na Lava Jato. Em março, o magistrado acatou ao pedido do Ministério Público de São Paulo e autorizou o compartilhamento de provas da suposta atuação do doleiro Alberto Youssef em obras da Linha 15 - Prata do Monotrilho de São Paulo com o Ministério Público estadual, que abriu um inquérito para investigar o empreendimento. Na Lava Jato, Almada é acusado de participar do cartel de empreiteiras que atuava nas licitações da Petrobras e pagava propinas nas diretorias da estatal que seriam utilizadas, segundo as investigações, para abastecer o caixa de partidos políticos. Ele é réu por formação de quadrilha, corrupção e lavagem de dinheiro e uma das cinco ações penais propostas contra os executivos envolvidos no esquema. Segundo o Ministério Público Federal, a diretoria de Abastecimento, sob comando de Paulo Roberto Costa até 2012, era responsável por destinar recursos aos parlamentares do PP, partido que o indicou. Já a Diretoria de Serviços, comandada pelo indicado do PT, Renato Duque, até 2012, segundo os procuradores da Lava Jato, recolhia propinas para o Partido dos Trabalhadores por meio de vários operadores, dentre eles, João Vaccari Neto, ex-tesoureiro da sigla e que também foi preso na Lava Jato. 

TCU MULTA EX-DIRETORES DA VALEC POR IRREGULARIDADES NA FERROVIA NORTE-SUL


O Tribunal de Contas da União multou dois ex-diretores da estatal Valec, por causa de irregularidades cometidas na contratação de obras para o trecho sul da Ferrovia Norte-Sul, extensão de 682 quilômetros que sai de Ouro Verde de Goiás (GO) e avança até Estrela D'Oeste (SP). O tribunal aplicou multa individual de R$ 49 mil contra a Luiz Carlos Oliveira Machado, então diretor de engenharia da Valec; e Jorge Antonio Mesquita Pereira de Almeida, que respondia pela superintendência de projetos da estatal. As irregularidades encontradas referem-se a problemas ligados ao projeto executivo das obras aprovado por eles em 2010, quando a estatal ainda era comandada por José Francisco das Neves, o Juquinha, ex-presidente da Valec, que chegou a ser preso em ações da Polícia Federal e deixou a estatal em 2011, quando Dilma Rousseff promoveu a chamada "faxina dos Transportes". Além da punição financeira, o TCU determinou que Jorge Antônio Mesquita Pereira de Almeida e Luiz Carlos Oliveira Machado sejam declarados inabilitados para exercer cargo em comissão ou função de confiança em órgãos públicos, pelo período de cinco anos. Paralelamente, a corte de contas deu 60 dias de prazo para que a Valec apresente sua apuração conclusiva sobre a responsabilidade das empresas supervisoras e projetistas que atuaram no trecho. A origem das irregularidades detectadas pelo TCU está nas deficiências do projeto básico utilizado na licitação das obras da Norte-Sul. "A precariedade do projeto básico resultou em uma alta demanda de termos aditivos nos lotes da Extensão Sul da Ferrovia Norte-Sul, visando corrigir falhas, além da demanda de novos estudos para solucionar interrupções de traçado que não estavam previstas, o que culminou no aumento do valor do contrato e no comprometimento do adequado andamento da obra, ocasionando prejuízo ao erário e ao interesse público", declarou em seu voto o ministro relator Augusto Sherman. As determinações do tribunal foram tomadas após colher os argumentos dos dois ex-diretores da Valec. A estatal tem expectativa de concluir o trecho da ferrovia no primeiro trimestre do ano que vem.

Chineses no Açu

Eike:  caixa vazio
Eike: chineses interessados
Depois de financiar a Petrobras em troca do fornecimento de equipamentos, os chineses buscam no Brasil oportunidades de faturar com as crises. Há algumas semanas, executivos da ZPMC, uma das maiores fabricantes de guindastes da China, estiveram no porto do Açu para visitar as instalações da OSX, o estaleiro de Eike Batista que está em recuperação judicial. No local, a empresa X e a Mendes Júnior estavam construindo duas plataformas para a Petrobras. Mas o consórcio formado pelas duas, o Integra, vai de mal a pior. A ideia agora é passar o pepino adiante. Por Lauro Jardim

Itália extradita o mensaleiro Pizzolato direto para a Papuda


A Itália autorizou a extradição ao Brasil do ex-diretor do Banco do Brasil, o bandido petista mensaleiro Henrique Pizzolato, condenado por envolvimento no Mensalão do PT. A decisão foi tomada pelo governo de Mateu Renzi e marca o fim de quase dois anos de disputa legal e tratativas políticas em relação ao brasileiro. A transferência de Pizzolato, que está em uma cadeia de Modena, poderá ocorrer já nos próximos dias e o Brasil tem 20 dias para organizar a viagem de volta ao País. A informação é dos representantes da Interpol na Itália. O governo em Roma, porém, ainda mantém oficialmente um silêncio sobre o assunto, já que a decisão primeiro precisa ser dada a Pizzolato e ao governo brasileiro. Em fevereiro, a instância máxima do Judiciário italiano havia revertido uma decisão do tribunal de Bolonha e havia dado o sinal verde para que Pizzolato fosse devolvido ao Brasil. A decisão na Justiça não cabe recurso, mas faltava ainda o posicionamento do Ministério da Justiça, que ainda poderia negar a extradição. Pela decisão da Corte, "existem condições para a extradição", numa referência à situação das prisões no Brasil, e das garantias dadas pelo governo. "Sempre confiei na Justiça italiana", afirmou Miqueli Gentiloni, advogado contratado pelo Brasil para defender o caso. Ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, o corrupto petista Pizzolato foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão. Mas, há um ano e oito meses, fugiu do País covardemente, com um passaporte falso, e declarou que confiava que a Justiça italiana não faria um processo político contra ele, como acusa a Justiça brasileira de ter realizado. Ele acabou sendo preso na cidade de Maranello e, em setembro do ano passado, a Corte de Bolonha negou sua extradição argumentando que as prisões brasileiras não têm condições de recebê-lo. Ao sair da prisão, declarou que havia fugido para "salvar sua vida". Para conseguir reverter a decisão, os advogados contratados pelo Brasil insistiram na tese de que a Itália não poderia generalizar a condição das prisões no País. Os advogados de Pizzolato chegaram a usar o tema da extradição do terrorista Cesare Battisti - italiano que recebeu asilo no Brasil - na argumentação e tentaram convencer a Corte que o ex-diretor do Banco do Brasil não poderia ser extraditado por conta da recusa do governo brasileiro em cooperar no caso de Battisti. O argumento não foi acatado. "O Brasil mostrou que não há uma reciprocidade", indicou o advogado de Pizzolato, Emmanuelle Fragasso, em fevereiro. O advogado Miqueli Gentiloni rejeitou o argumento da defesa. "Isso não tem nenhuma influência nesse processo", insistiu. Battisti foi condenado na Itália por terrorismo. Mas, no Brasil, o então ministro da Justiça, Tarso Genro, o concedeu asilo, o que gerou fortes protestos por toda a Itália e ameaças de suspender certos acordos de cooperação. O Brasil conseguiu a vitória judicial graças às garantias diplomáticas dadas de que Pizzolato teria sua proteção assegurada na prisão. As garantias foram apresentadas pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Para a defesa contratada pelo Brasil, isso "demonstra inequivocadamente não apenas que (Pizzolato) não corre perigo de tortura, mas é garantia de que receberá um tratamento melhor em respeito a dos demais presos". Os advogados contratados pelo Brasil indicaram ainda que Pizzolato faria parte, assim como os demais condenados no mesmo caso, de "uma categoria de presos aos quais está assegurado o total respeito da lei e de seu conforto".Para dar provas disso, o Brasil explicou a estrutura do Complexo da Papuda, penitenciária para onde Pizzolato seria enviado, e deu garantias de que ele ficaria "isolado do resto da população carcerária". 
CONDENAÇÃO DE HENRIQUE PIZZOLATO
CRIMES Corrupção passiva, peculato (desvio de dinheiro público) e lavagem de dinheiro
PENA 12 anos e 7 meses de prisão em regime fechado, mais uma multa de R$ 1,3 milhão

A transparência de Sergio Moro

A CPI da Petrobras terá acesso a todos os documentos sigilosos da Lava Jato. Foi uma decisão do juiz Sergio Moro, depois de se reunir com onze deputados da comissão de inquérito. Antonio Imbassahy disse: "O compartilhamento de informações, ele praticamente nos disponibilizou tudo, inclusive procedimentos administrativos e também a questão das audiências, dos depoimentos que faremos aqui em Curitiba". É assim que se faz. Transparência.

José Dirceu admite

José Dirceu fechou o seu escritório de consultoria. O Antagonista não pode imaginar uma admissão de culpa maior do que essa.

Dilma Rousseff assumiu

À sua maneira torta, Dilma Roussef disse sobre a Petrobras que: "Ao concluir e registrar o seu balanço, ela mostra também que superou todos os problemas de gestão ligados à questão da Lava Jato que porventura ainda estivessem pesando, justamente no fato da necessidade de se fazer o registro das perdas". À sua maneira reta, O Antagonista diz que Dilma Rousseff, ex-presidente do Conselho de Administração da Petrobras, assumiu explicitamente ser má gestora.

Prejuízo igual a lucro, a lógica petroleira

Apesar do prejuízo de 21,6 bilhões de reais em 2014, a Petrobras deverá pagar um total de 856 milhões de reais aos seus funcionários por participação nos lucros e resultados. Para resumir, como o acordo interno tem por medida as " atividades operacionais" dos funcionários, e não há como negar que eles foram operacionais, lá vai a empresa gastar o que não tem - a menos que haja uma renegociação ou a Petrobras recorra à Justiça e ganhe a parada. Seja como for, O Antagonista acha que, por respeito à lógica, é melhor mudar o nome da coisa para "prêmio por produtividade" ou qualquer outra expressão do gênero, menos participação nos lucros e resultados. Porque jamais entrará na cabeça de um acionista estrangeiro que, no Brasil, uma empresa que deu um tremendo prejuízo desembolsará quase um bilhão de reais como recompensa por lucro. 

SITUAÇÃO FINANCEIRA DO INTERNACIONAL É DESESPERADORA. CLUBE TEVE PREJUÍZOS DE R$ 49,1 MILHÕES EM 2014

O Internacional faturou R$ 205,1 milhões no ano passado, 20% menos do que no ano anterior. Seu prejuízo foi 50 vezes maior, já que somou R$ 49,1 milhões. O balanço que o clube publicou hoje reflete uma posição financeira desesperadora. (Polibio Braga)

GOVERNO FEDERAL RECUA E LIBERA R$ 48,9 MILHÕES DA LEI KANDIR AO RIO GRANDE DO SUL

O governo federal foi surpreendido pelo governador José Ivo Sartori (PDB), do Rio Grande do Sul, e um dia depois da negativa do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, foi feito, hoje a tarde, o repasse de R$ 48 milhões referentes à Lei Kandir É uma compensação para as perdas dos Estados exportadores com a isenção de ICMS. Os R$ 150 milhões devidos do Fundo de Exportação não foram depositados. Publicada na edição desta sexta-feira do Diário Oficial da União, a portaria 208 de 22 de abril de 2015 atualizou os valores que serão entregues aos Estados, Distrito Federal e municípios relativos ao primeiro quadrimestre do ano na Lei Kandir. Ao Rio Grande do Sul caberão R$ 65,28 milhões, sendo R$ 48,9 milhões para o governo do Estado e R$ 16,3 milhões aos municípios. O governo, ontem, tinha dito que não faria isto, mas recuou depois de saber que Sartori anunciou o que faria hoje. Agora, Sartori quer o restante do dinheiro. O recuo do ministro Levy mostra que o governo é um tigre de papel e pode ser peitado para a mudança do pacto federativo. Em nota, o Ministério da Fazenda explicou que, como o orçamento de 2015 só foi sancionado no dia 20 de abril, a União estava impedida de fazer os repasses. Com a sanção presidencial, os pagamentos mensais começaram. A Fazenda não informou se os valores destinados ao Rio Grande do Sul já foram depositados ou qual a previsão para os pagamentos. Levy aprendeu rapidinho que, se os Estados e municípios questionarem as suas dívidas, na Justiça ou não, o pacote fiscal do governo federal irá para o vinagre. 

Bloqueios de caminhoneiros por frete mínimo chegam a rodovias de São Paulo

Um grupo de caminhoneiros bloqueou nesta sexta-feira (24) parte do km 89 da Fernão Dias sentido São Paulo, na região de Guarulhos, São Paulo. Mais cedo, 25 caminhoneiros interditaram o km 222 da Rodovia Presidente Dutra no sentido Rio de Janeiro, também em Guarulhos. Pneus chegaram a ser incendiados pelos manifestantes na altura do km 89 da Fernão Dias. A rodovia Dutra foi liberada por volta das 15h50 e a Fernão Dias teve o tráfego normalizado por volta das 17h20. As manifestações atingem nesta sexta-feira seis Estados. Na Fernão Dias, apenas caminhões foram impedidos de seguir viagem. Outros veículos tiveram passagem liberada. Os protestos começaram por volta das 16h. Segundo a Arteris, que administra a rodovia, a lentidão foi de 5 km, do km 84 até o km 89. É o segundo dia seguido em que a categoria protesta pela criação de uma tabela com valores mínimos para fretes. A reivindicação pela tabela ocorre desde os protestos de fevereiro e março deste ano, quando caminhoneiros interditaram parcialmente 129 trechos em 14 Estados. Ela voltou a se tornar pauta nesta quarta-feira (22), diante da falta de um acordo com o governo sobre o tema. Os caminhoneiros fecharam a Presidente Dutra às 15h30 com cerca de 20 pneus. A passagem era liberada apenas para carros pequenos e alguns ônibus. Caminhões eram parados, mas alguns seguiram trajeto passando por cima dos pneus. Segundo a assessoria de imprensa da concessionária CCR Nova Dutra, o grupo gerou um trânsito de 1 km. O protesto foi interrompido por duas viaturas da Polícia Rodoviária Federal. Os policiais conseguiram convencer os caminhoneiros a liberarem a pista. Às 15h55 negociavam com o grupo às margens da via.

Paraná também vai à Justiça para rever dívida com a União

Depois dos municípios de São Paulo e Rio de Janeiro, o governo do Paraná também anunciou, nesta sexta-feira (24), que irá à Justiça para obrigar a União a corrigir as dívidas que ele tem com o governo federal. Com problemas financeiros, a gestão de Beto Richa (PSDB) tem "contado os centavos", segundo já admitiu o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo, para pagar salários e fornecedores. Agora, o Estado pretende fazer valer a lei federal, aprovada no final do ano passado, que alterou o indexador das dívidas de Estados e municípios com a União. Com isso, a parcela mensal da dívida será reduzida, e o Paraná vai economizar R$ 3,1 bilhões até 2028 – ou cerca de R$ 12 milhões por mês. Além disso, como a mudança dos juros é retroativa, o Estado também deve receber R$ 282 milhões pagos a mais à União nos últimos dois anos. O governo de Dilma Rousseff tem resistido a aplicar a lei, por causa da perda de receita que ela representa à União – que também está com o "cobertor curto", em ano de ajuste fiscal. Por isso, pretende fazê-la valer apenas a partir do ano que vem. "A presidente sancionou a lei, e agora não quer cumprir? Esse dinheiro faz falta", afirmou Mauro Ricardo: "Não dá para Estados e municípios ficarem financiando o ajuste fiscal do governo; é incabível". Para o secretário, governos estaduais e prefeituras são mais fracos e precisam de mais ajuda financeira do que o governo federal: "A União tem muito mais gordura pra queimar". A Procuradoria-Geral do Estado do Paraná deve entrar com a ação na Justiça Federal na semana que vem. No Rio de Janeiro, o município conseguiu uma decisão favorável, e passou a pagar as parcelas devidas à União de acordo com as novas regras. A dívida do Paraná com a União, hoje, é de R$ 9,3 bilhões, o equivalente a cerca de 30% da receita estadual.

Itamaraty reforça pedido de clemência contra execução de traficante brasileiro

O Itamaraty segue tentando, junto ao governo indonésio, evitar a execução do traficante brasileiro Rodrigo Muxfeldt Gularte, de 42 anos. O encarregado de negócios indonésio em Brasília, Mochammad Rizki Safary, foi convocado pelo Itamaraty para uma conversa na tarde desta sexta-feira (24). A defesa do brasileiro também disse que entrará, na segunda-feira (27), com um outro recurso para evitar a execução, desta vez sob o argumento de que o brasileiro sofre de esquizofrenia e que, por isso, não pode ser executado. Gularte foi condenado à morte em 2005 por tráfico de drogas. Na Indonésia, a execução se dá por fuzilamento. O subsecretário para comunidades brasileiras no Exterior, Carlos Alberto Simas Magalhães, reforçou o pedido de clemência feito anteriormente pela presidente Dilma Rousseff, destacando razões humanitárias e o estado de saúde de Gularte. O diplomata indonésio disse apenas que transmitiria o pedido a Jacarta. O encarregado de negócios do Brasil no país, Leonardo Carvalho Monteiro, que já está em Cilacap, também manteve conversas com diplomatas indonésios nesta sexta-feira, pedindo que a vida de Gularte seja poupada. Não há previsão, no entanto, de que a presidente Dilma procure mais uma vez, por telefonema ou carta, o colega indonésio, Joko Widodo, para interceder por Gularte. O pedido de clemência feito a Widodo por Dilma no início do ano já era em nome de Gularte e de outro brasileiro, Marco Archer, que foi executado em 18 de janeiro. O sentimento no governo brasileiro, desde a recusa indonésia à clemência e a morte de Archer, é de que não há disposição por parte de Widodo para revogar a decisão. No entanto, se houver algum sinal de abertura do lado indonésio até a próxima terça-feira (28), um contato entre Dilma e Widodo não está descartado.

Capitalizar BNDES com fundo de garantia é "pedalada fiscal", diz Força

A Força Sindical, segunda maior central sindical do País, classificou como "insensibilidade social" o desejo do governo de usar recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para capitalizar o BNDES. "Trata-se, na verdade, de uma nova pedalada fiscal da equipe econômica, que coloca em risco dinheiro dos trabalhadores, podendo até mesmo resultar em enormes prejuízos", afirmou a entidade em nota divulgada nesta sexta-feira (24). Para a central sindical, a equipe econômica deseja fazer o ajuste fiscal à custa dos trabalhadores. A presidente Dilma Rousseff defendeu a medida e negou que ela possa trazer prejuízos aos trabalhadores. Em conversa com jornalistas nesta sexta, Dilma afirmou que nenhuma instituição é mais importante que o BNDES na concessão de financiamentos de longo prazo no País. O governo deseja viabilizar um empréstimo de cerca de R$ 10 bilhões ao banco público por meio do FI-FGTS (fundo de investimento em infraestrutura do FGTS). O BNDES já solicitou à Caixa, que administra o fundo, a análise do financiamento. A operação será apresentada ao Comitê de Investimento do FI-FGTS na semana que vem. A idéia do governo é garantir parte da necessidade de capitalização do banco este ano sem que o Tesouro tenha de fazer aportes - o que poderia prejudicar o cumprimento da meta fiscal. Contrária à medida, a Força Sindical afirmou que estuda protocolar no Supremo Tribunal Federal uma ação direta de inconstitucionalidade para impedir a transferência dos recursos do FI-FGTS. O fundo, criado em 2007 para financiar projetos de infraestrutura, tem autorização para investir R$ 12,9 bilhões em empreendimentos de energia, aeroportos, rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e saneamento. Para Luiz Fernando Emediato, membro do Comitê de Crédito do FI-FGTS pela bancada dos trabalhadores, repassar o dinheiro ao BNDES ou a qualquer outro fundo é "ilógico". "Se temos no momento em torno de R$ 12 bilhões em caixa para projetos e enviamos R$ 10 bilhões para o BNDES, melhor mandar a totalidade dos recursos e fechar o FI, o que seria bastante inadequado", diz. Para ele, foi um "erro" o empréstimo feito ao banco em 2008, quando o FI-FGTS transferiu R$ 7 bilhões ao BNDES. "O que parece estar acontecendo é que o BNDES está com dificuldades de caixa e, como a nova equipe econômica não quer mais injetar recursos do Tesouro no banco, está tentando recorrer ao FI. Nesse caso, o fundo entraria não investindo em obras de infraestrutura, mas cobrindo rombos do BNDES, o que seria ilegal ao meu ver", afirmou Emediato.

Polícia italiana prende terroristas que planejavam atacar o Vaticano

A polícia antiterrorista da Itália prendeu hoje (24), na Sardenha, a Oeste do país, 18 suspeitos de participação em uma célula terrorista que planejava atacar o Vaticano em 2010. O grupo, composto por afegãos e paquistaneses, teria ligações com a organização terrorista Al-Qaeda. As buscas são resultado de uma investigação conduzida desde 2005. Entre os detidos estão homens que, segundo a polícia italiana, tiveram participação no ataque terrorista que, em 2009, resultou na morte de 100 pessoas em um bazar na cidade de Peshawar, no Paquistão. Alguns deles atuavam na segurança do terrorista Osama bin Laden antes de sua morte, em maio de 2011. O promotor italiano Mauro Mura disse, em entrevista à imprensa na cidade de Cagliari, capital da Sardenha, que escutas telefônicas indicam que os suspeitos planejavam um ataque ao Vaticano em 2010, e que um homem-bomba chegou a desembarcar em Roma para se juntar ao grupo. Não há informações sobre os motivos pelos quais o plano foi abortado. Por meio de nota, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, demonstrou que não há preocupação com a ameaça: “Pelo que parece, isso (a suspeita) se refere a uma hipótese que data de 2010 e que não aconteceu".

PSDB na Câmara quer apresentar pedido de impeachment na semana que vem


A bancada do PSDB na Câmara pretende apresentar na próxima semana o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff por crime de responsabilidade, com base nas chamadas pedaladas fiscais e omissão no esquema de corrupção da Petrobras. O líder do partido na Câmara, Carlos Sampaio (SP), disse que apresentará o parecer dos deputados ao presidente da legenda, senador Aécio Neves (MG), mas entende que já há elementos suficientes para conseguir o impedimento da presidente. Derrotado nas eleições presidenciais do ano passado, Aécio Neves ainda aguarda estudos para anunciar a posição do partido. Um parecer sobre o tema foi encomendado ao professor Miguel Reale Jr. Tucanos como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso se posicionaram contrários ao pedido de impeachment. Fernando Henrique Cardoso é um sujeito de esquerda, que se sente envergonhado em combater o petismo criminoso e seu líder Lula X9 (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações"). No entanto, Sampaio afirma que o protagonismo da decisão é da bancada na Câmara. "Respeitamos a posição do ex-presidente Fernando Henrique e dos ex-senadores que discordam, mas a Casa que decide é a Câmara", disse. "As motivações dadas tanto no Petrolão, com a omissão dela (presidente Dilma), como nas pedaladas fiscais, são os elementos necessários", disse Sampaio, que afirma ter apoio de 95% da bancada. "A decisão foi tomada, o impeachment é cabível e não precisamos aguardar mais nenhum parecer", disse. Além do processo de convencimento interno, a bancada tucana também terá de convencer o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que diz não haver elementos para a abertura de um processo. O tucano confia que também irá convencê-lo: "Uma coisa é o Eduardo Cunha afirmar por tudo que ele ouviu na imprensa que ele é contrário ao impeachment. Outra coisa é ele ter que se debruçar sobre uma peça que tem um raciocínio lógico e jurídico, com respaldo na doutrina e na jurisprudência", disse.

Governador do Rio Grande do Sul anuncia atraso do pagamento de dívida com a União para preservar pagamento do funcionalismo público


O governo do Rio Grande do Sul vai atrasar o pagamento de uma parcela de 280 milhões de reais de sua dívida com a União. O anúncio foi feito nesta sexta-feira pelo governador Ivo Sartori. Ele garantiu que o atraso é uma medida excepcional. A parcela mensal de abril, explicou Sartori, será paga entre os dias 10 e 11 de maio. Segundo o governador, o atraso é necessário para que o Estado mantenha em dia a folha de pagamento dos servidores. "Não aplicamos calote, não demos um golpe, porque sabemos que isso não é uma atitude correta sob o ponto de vista de relacionamento republicano e de entendimento das questões que devemos ter pela frente", disse Sartori. Para o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, é preciso aguardar e acompanhar a questão. "Tenho certeza que o governador do Rio Grande do Sul se esforçou de todas as maneiras para tentar equacionar a situação financeira", disse o ministro, no Palácio do Planalto. Para ele, é necessário ter calma. "Não vamos nos precipitar. Eu sei que o está fazendo um esforço extraordinário", completou. Na quinta-feira, o governador se encontrou com o ministro da Fazenda em Brasília, e solicitou o repasse de recursos atrasados, desta vez, por parte da União. O Estado informa ter crédito de 200 milhões de reais com o governo federal, em repasses de ressarcimentos referentes a exportações. Após o entendimento em Brasília, o governo gaúcho divulgou o calendário do pagamento dos servidores públicos referentes ao mês de abril, que começará na próxima terça-feira e terminará na quinta-feira.

Documento comprova que o poeta Federico García Lorca foi assassinado pela ditadura do ditador Franco


Federico García Lorca, poeta e dramaturgo espanhol, foi morto na cidade de Granada, Espanha, em 1936, por ordem de oficiais da ditadura do general Francisco Franco. A informação foi confirmada por documentos de 1965 obtidos pelo jornal britânico The Guardian. O escritor é uma das mais conhecidas vítimas da Guerra Civil espanhola, que matou mais de 1 milhão de pessoas. Até então, acreditava-se que o autor de "A Casa de Bernarda Alba" (1933) e "Bodas de Sangue" (1936) havia sido executado por um esquadrão de fuzilamento ligado ao regime, mas sem conexão direta com oficiais do General Franco. Em agosto de 1936, apenas um mês após a guerra civil ter estourado, oficiais invadiram a casa onde García Lorca se escondia em Granada. Prenderam-no e o levaram de carro para uma área conhecida como Fuente Grande. De acordo com os documentos escritos pela polícia, ele foi "imediatamente executado após ter confessado, e enterrado neste local, em uma cova rasa". Nada foi escrito sobre o que ele teria confessado. A publicação dos documentos é resultado de um pedido feito em junho de 1965 pela autora francesa Marcelle Auclair, que pedia informações sobre a morte de García Lorca, seu amigo. A requisição passou por diversos ministros, que debateram o caso, até que foi encomendado à polícia de Granada um relatório sobre o caso, 29 anos depois do ocorrido. Os documentos indicam que García Lorca era descrito como "socialista e maçom, que participava de práticas homossexuais e anormais". Desde 2009, arqueólogos e legistas tentam encontrar o local onde ele foi enterrado, mas ainda não conseguiram. Quando vivo, Franco negou as denúncias de envolvimento do seu regime com a morte de García Lorca: "O escritor morreu ao se misturar com os rebeldes, acidentes comuns em guerra". Ao jornal espanhol El País, Ian Gibson, biógrafo do poeta, afirmou: "Os documentos mostram que não foi uma morte de rua, ele foi preso pelo governo e morto. Eles mesmos dizem isso". Garcia Lorca é autor, entre outros, do magnífico poema abaixo:
Romance sonâmbulo
Verde que te quero verde.
Verde vento. Verdes ramas.
O barco vai sobre o mar
e o cavalo na montanha.
Com a sombra pela cintura
ela sonha na varanda,
verde carne, tranças verdes,
com olhos de fria prata.
Verde que te quero verde.
Por sob a lua gitana,
as coisas estão mirando-a
e ela não pode mirá-las.
Verde que te quero verde.
Grandes estrelas de escarcha
nascem com o peixe de sombra
que rasga o caminho da alva.
A figueira raspa o vento
a lixá-lo com as ramas,
e o monte, gato selvagem,
eriça as piteiras ásperas.
Mas quem virá? E por onde?...
Ela fica na varanda,
verde carne, tranças verdes,
ela sonha na água amarga.
— Compadre, dou meu cavalo
em troca de sua casa,
o arreio por seu espelho,
a faca por sua manta.
Compadre, venho sangrando
desde as passagens de Cabra.
— Se pudesse, meu mocinho,
esse negócio eu fechava.
No entanto eu já não sou eu,
nem a casa é minha casa.
— Compadre, quero morrer
com decência, em minha cama.
De ferro, se for possível,
e com lençóis de cambraia.
Não vês que enorme ferida
vai de meu peito à garganta?
— Trezentas rosas morenas
traz tua camisa branca.
Ressuma teu sangue e cheira
em redor de tua faixa.
No entanto eu já não sou eu,
nem a casa é minha casa.
— Que eu possa subir ao menos
até às altas varandas.
Que eu possa subir! que o possa
até às verdes varandas.
As balaustradas da lua
por onde retumba a água.
Já sobem os dois compadres
até às altas varandas.
Deixando um rastro de sangue.
Deixando um rastro de lágrimas.
Tremiam pelos telhados
pequenos faróis de lata.
Mil pandeiros de cristal
feriam a madrugada.
Verde que te quero verde,
verde vento, verdes ramas.
Os dois compadres subiram.
O vasto vento deixava
na boca um gosto esquisito
de menta, fel e alfavaca.
— Que é dela, compadre, dize-me
que é de tua filha amarga?
— Quantas vezes te esperou!
Quantas vezes te esperara,
rosto fresco, negras tranças,
aqui na verde varanda!
Sobre a face da cisterna
balançava-se a gitana.
Verde carne, tranças verdes,
com olhos de fria prata.
Ponta gelada de lua
sustenta-a por cima da água.
A noite se fez tão íntima
como uma pequena praça.
Lá fora, à porta, golpeando,
guardas-civis na cachaça.
Verde que te quero verde.
Verde vento. Verdes ramas.
O barco vai sobre o mar.
E o cavalo na montanha.

Juro do cheque especial atinge inacreditáveis 220,4% ao ano, conforme o Banco Central


Os juros do cheque especial voltaram a subir em março deste ano e atingiram 220,4% ao ano, de acordo números divulgados pelo Banco Central, nesta sexta-feira. Com isso, a taxa atingiu o maior patamar desde dezembro de 1995, quando ficou em 242,2% ao ano. Em fevereiro, havia ficado em 214,2% ao ano. O cheque especial é uma das mais contratadas, apesar de mais cara modalidade de crédito. Os números são de crédito no segmento de recursos livres, que, ao contrário do direcionado, não têm destino específico. No geral, a taxa média de juros no crédito livre subiu de 40,6% ao ano em fevereiro para 40,9% ao ano em março, Já o spread bancário médio, também no segmento livre, caiu de 28,3 pontos porcentuais em fevereiro para 28,2 pontos em março. O spread é a diferença entre o custo desembolsado pelos bancos para captar dinheiro e o custo para quem o toma emprestado. Entre outras linhas de crédito livre, o movimento foi de queda ou estabilidade. Para o crédito pessoal, por exemplo, a taxa total caiu de 47% em fevereiro para 46,1% em março. No caso de consignado, a taxa ficou estável em 26,8%. Em relação à aquisição de veículos para pessoas físicas, os juros passaram de 24,8% ao ano para 24,7% ao ano de um mês para outro. Ainda de acordo com o Banco Central, a inadimplência geral não sofreu alteração sobre fevereiro, permanecendo em 2,8% em março, também o mesmo patamar visto em janeiro. No segmento de recursos livres, a inadimplência também não muda desde o início do ano, ficando em 4,4%. No total, estoque de operações de crédito do sistema financeiro cresceu 1,2% em março sobre fevereiro, para 3,06 trilhões de reais. No primeiro trimestre, o crédito cresceu 1,4%. Em 12 meses até março avançou 11,2%. Segundo o BC, o total de operações de crédito em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) passou de 54,4% em fevereiro para 54,8% no mês passado. Segundo a autoridade monetária, a evolução mensal refletiu a recuperação sazonal da demanda de crédito pelas empresas, em um mês que contou também com mais dias úteis.

Itália autoriza extradição do bandido petista mensaleiro foragido Henrique Pizzolato


O governo da Itália autorizou nesta sexta-feira a extradição do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, o bandido petista mensaleiro foragido Henrique Pizzolato. Condenado no julgamento do Mensalão do PT, Pizzolato fugiu do Brasil e se escondeu na Europa por ter cidadania italiana. A decisão foi tomada pelo governo de Mateu Renzi e marca o fim de quase dois anos de tratativas jurídicas e diplomáticas em relação ao mensaleiro. A decisão do Ministério da Justiça italiano foi confirmada por um representante da Interpol na Itália. O governo em Roma, porém, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto, já que a decisão primeiro precisa ser comunicada a Pizzolato e ao governo brasileiro. A transferência de Pizzolato, que está preso em uma cadeia de Módena, no norte da Itália, poderá ocorrer já nos próximos dias. O governo brasileiro tem prazo de vinte dias para organizar a transferência do condenado ao País. A Itália autorizou a extradição depois que o Ministério da Justiça, em conjunto com o Supremo Tribunal Federal e Procuradoria-Geral da República, enviou ao governo Mateu Renzi um documento com garantias de que as penitenciárias brasileiras têm condições de receber o mensaleiro. Também foi garantido que ele terá um tratamento diferenciado e ficará isolado dos demais detentos. Pizzolato deve ser acompanhado por agentes da Polícia Federal brasileira e da Interpol. O mais provável é que Pizzolato passe a cumprir pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Ele também pode requerer a transferência para Santa Catarina, onde mantém laços familiares. Em fevereiro, a instância máxima do poder Judiciário italiano deu aval para a extradição, ao reverter uma decisão contrária do tribunal de Bolonha, para o qual o mensaleiro recorreu, solicitando que fosse submetido a um novo julgamento na Itália. Ele alegava que o julgamento no STF havia sido "político". No entanto, a decisão final dependia de autorização do Ministério da Justiça da Itália. Pela decisão da Corte, "existem condições para a extradição", numa referência à situação das prisões no Brasil. "Sempre confiei na Justiça italiana", afirmou Miqueli Gentiloni, advogado contratado pelo Brasil para defender o caso. O "coração valente" Pizzolato foi condenado a doze anos e sete meses de prisão pelo STF. Mas, há um ano e oito meses, fugiu do Brasil com passaporte falso, usando a identidade de um irmão morto. Ele acabou sendo preso na cidade de Maranello e, em setembro do ano passado, a Corte de Bolonha negou sua extradição argumentando que as prisões brasileiras não têm condições de recebê-lo. Ao sair da prisão, declarou que havia fugido para "salvar sua vida". Para conseguir reverter a decisão, os advogados contratados pelo Brasil para atuar na Justiça italiana insistiram na tese de que a Itália não poderia generalizar a condição das prisões brasileiras. Os advogados de Pizzolato chegaram a usar como argumento contra a extradição o fato de o governo Lula ter dado asilo político ao terrorista Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua em seu país. "O Brasil mostrou que não há uma reciprocidade", indicou o advogado de Pizzolato, Emmanuelle Fragasso, em fevereiro, sem sucesso na argumentação.

Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra tem mal-estar e é internado em UTI no Distrito Federal


O coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, de 82 anos, foi internado em Brasília na noite desta quinta-feira (23) após um mal-estar. Ele foi encaminhado à UTI do Hospital das Forças Armadas (HFA) com suspeita de infarto, de acordo com funcionários da unidade. Ustra é apontado como responsável por torturas ocorridas em órgãos de repressão durante a ditadura militar. Segundo boletim médico divulgado pelo hospital às 16h30 desta sexta (24), o coronel "está clinicamente estável, sob observação clínica e investigação cardiológica". O documento é assinado pelo médico intensivista do HFA Sérgio Ricardo Lobo Loureiro. De 29 de setembro de 1970 a 23 de janeiro de 1974, Ustra foi chefe do Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), do II Exército, órgão utilizado pela ditadura para reprimir manifestações políticas contrárias ao regime de exceção. Em depoimento à Comissão Nacional da Verdade em 2013, o coronel afirmou que a presidente Dilma Rousseff participou de "organizações terroristas" para implantar o comunismo no Brasil nas décadas de 1960 e 1970. Segundo Ustra, se os militares não tivessem lutado, o Brasil estaria sob uma "ditadura do proletariado". “Inclusive nas quatro organizações terroristas que nossa atual presidenta da República, hoje está lá na Presidência da República, ela pertenceu a quatro organizações terroristas que tinham isso, de implantar o comunismo no Brasil. Então estávamos conscientes de que estávamos lutando para preservar a democracia e estávamos lutando contra o comunismo. (...) Se não fosse a nossa luta, se não tivéssemos lutado, hoje eu não estaria aqui porque eu já teria ido para o 'paredon'. Hoje não existiria democracia nesse País. O senhores estariam em um regime comunista tipo de Fidel Castro (ex-ditador de Cuba]”, afirmou Ustra à época. Nos anos 1960, a presidente Dilma Rousseff integrou as organizações clandestinas Política Operária (Polop), Comando de Libertação Nacional (Colina) e Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), dedicadas a combater a ditadura militar por meio do terrorismo, com ações armada. Condenada por "subversão", ela passou três anos presa no presídio Tiradentes, em São Paulo (entre 1970 e 1972). No final dos anos 1970, no Rio Grande do Sul, ajudou a fundar o PDT, de Leonel Brizola. Em 1990, filiou-se ao PT. Convocado para depor sobre supostos crimes contra os direitos humanos no DOI-Codi, o ex-chefe conseguiu na Justiça o direito de permanecer calado. A defesa de Ustra sugeriu o envio de uma cópia do livro "Verdade sufocada", em que o militar descreve sua atuação no órgão, mas o coronel aceitou comparecer e falar sobre o período. Em dezembro, o relatório final da Comissão da Verdade incluiu o nome de Brilhante Ustra entre os 377 responsabilizados por mortes na ditadura. Durante o comando do militar no DOI-Codi, o relatório cita registros de ao menos 45 mortes e desaparecimentos políticos. 

Bandido petista mensaleiro Henrique Pizzolato deve cumprir pena na Papuda ou em Santa Catarina

O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, o bandido petista mensaleiro Henrique Pizzolato, deverá ficar preso no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, ou em outro presídio localizado em Santa Catarina, Estado de origem dele, se a defesa assim optar. Pizzolato teve a extradição para o Brasil autorizada hoje (24) pelo governo italiano. De acordo com a Procuradoria-Geral da República, o Brasil terá 20 dias para definir a logística para transferir Pizzolato. A data de início para a contagem do prazo será informada pelo governo italiano à representação brasileira em Roma. O prazo foi definido no tratado de extradição entre os dois países. Pizzolato, que tem cidadania italiana, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 12 anos e sete meses de prisão, por lavagem de dinheiro e peculato no processo do Mensalão do PT, mas, valente como é todo esquerdopata, fugiu para a Itália com passaporte falso. Ele foi detido em fevereiro de 2014, em Maranello, por causa da documentação irregular. Em fevereiro último, a Corte de Cassação de Roma reverteu uma decisão do Tribunal de Bolonha e autorizou a extradição do brasileiro. A decisão final coube ao Ministério da Justiça da Itália. A Procuradoria Geral da República confirmou que, além de pedir a garantia de que Pizzolato ficará preso em um presídio que lhe garanta condições dignas, o governo italiano pediu que ele tenha direito à assistência consular. Por ser cidadão italiano, a embaixada da Itália no Brasil poderá monitorar se as garantias serão cumpridas. Outros condenados no processo do Mensalão do PT também ficaram presos no Presídio da Papuda. A procuradoria, o Ministério da Justiça, a Advocacia-Geral da União e o Ministério das Relações Exteriores atuaram de forma conjunta para conseguir a extradição. O caso do ex-diretor é a primeira extradição de um nacional, autorizada pelo governo italiano, para o Brasil. O secretário de Cooperação Internacional da Procuradoria Geral da República, Vladmir Aras, considerou a autorização da extradição uma decisão histórica, que frustrou a expectativa de juristas brasileiros. Antes da decisão do governo italiano, especialistas avaliaram que a Itália não poderia extraditar Pizzolato, devido à dupla cidadania. "O Estado italiano compreendeu as razões apresentadas pelo Brasil, de que nós tínhamos condições de receber o extraditando para que aqui ele cumprisse a pena determinada pelo STF", declarou.

O petista Haddad recorre à Justiça contra o governo da petista Dilma. A boa notícia: é o PT se desmanchando

Pois é… Até petista já está tentando tirar uma casquinha da impopularidade da presidente Dilma Rousseff. É o caso, por exemplo, do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Não que ele esteja, digamos, de bem com o povo, mas sabem como é… Brigar com a governanta, hoje em dia, pode render alguns pontinhos de admiração. Por que digo isso? Haddad — petista como Dilma, prefeito da maior cidade do País e eleito com o apoio da presidente — decidiu recorrer à Justiça contra o governo federal para obrigá-lo a cumprir lei aprovada pelo Congresso no ano passado que renegocia — e reduz drasticamente — a dívida de Estados e municípios. A ação foi protocolada nesta quinta na Justiça Federal de Brasília. Muito bem! O imbróglio é dos bons. O PLC (Projeto de Lei Complementar) 99/2013, que muda o indexador, é, originalmente, de inciativa do Executivo. O relator da proposta na Câmara foi o então líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), hoje presidente da Casa. Depois de sólido entendimento celebrado com o governo, ficou estabelecido que a indexação da dívida seria feita pelo IPCA ou pela taxa Selic (o que for menor) mais 4% ao ano, não pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) mais juros de 6%, 7,5% ou 9% ao ano (a depender do caso), como se faz desde 1997, quando as dívidas foram renegociadas pelo governo federal. Dilma sancionou a lei em novembro do ano passado. Sancionou, mas não pôs em prática. Há exatamente um mês, a Câmara aprovou um projeto que dava 30 dias para o governo regulamentar e executar a nova lei. O texto seguiu para o Senado. Joaquim Levy entrou na parada e convenceu boa parte dos senadores de que o prudente seria pôr em prática a lei só a partir de 2016. A matéria continua parada na Casa. Muito bem! Haddad vai disputar a reeleição no ano que vem. Precisa de dinheiro. Já percebeu que as generosidades com que Dilma acenou para a cidade de São Paulo não se cumprirão. Então fez o quê? Seguiu os passos do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), e também recorreu aos tribunais. Se for bem-sucedido, o prefeito espera economizar R$ 1,3 bilhão neste ano. O estoque da dívida da cidade também seria drasticamente reduzido: de R$ 62 bilhões para R$ 36 bilhões. A Prefeitura vinha negociando com Levy alguma forma de diminuir o impacto da dívida, mas as conversas não prosperaram. É evidente que, em outros tempos, um petista que administra a maior cidade do País não recorreria à Justiça contra o governo federal, estando lá um “companheiro” — no caso, companheira. O petismo, no entanto, está se desconstituindo. Se, a exemplo do Rio de Janeiro, a cidade de São Paulo também for bem-sucedida, outros entes baterão às portas dos tribunais. Haddad está pensando na disputa eleitoral do ano que vem. Sua popularidade não é muito melhor do que a de Dilma, e ele não tem tempo para pensar nela. Sabe, ademais, que os cofres do governo federal estão vazios. Decidiu apelar à Justiça em busca de dinheiro. Isso que vocês estão vendo é o PT se desmanchando. Essa é a boa notícia. Por Reinaldo Azevedo

Polícia Federal apura suspeita de terrorismo e apreende documentos de advogado muçulmano

O Grupo Antibomba da Polícia Federal fez nesta sexta-feira, 24, operação em um prédio da Asa Norte, área nobre de Brasília. Os agentes vasculharam o apartamento de um advogado que atua em defesa das comunidades muçulmanas no Brasil. Conforme agentes a par das investigações, a ação, que mobiliza setores de inteligência da Polícia Federal, apura suspeitas de terrorismo. Homens encapuzados, do Comando de Ações Táticas (COT) da Polícia Federal, fizeram buscas no imóvel com a ajuda de um cão farejador, a partir das 8 horas. No apartamento, moram o advogado Marcelo Salahuddin Bulhões dos Santos, a mulher dele, de origem iraniana, e um filho de colo. Por volta das 10 horas, um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi chamado ao local para acompanhar as buscas. Ele foi acionado porque ali funciona também o escritório do advogado. Por lei, ações nesses locais têm de ser acompanhadas pela entidade. Ao sair do local no início da tarde, o procurador Mauro Lustosa, da Comissão de Prerrogativas da OAB, explicou que os policiais tinham em mãos um mandado para apreensão de documentos. A suspeita, explicou, é de que o advogado guardava no local papéis falsos. Por volta das 14 horas, a equipe do COT deixou o imóvel com três malotes de documentos. O advogado foi intimado e terá de comparecer à Polícia Federal para prestar depoimento. Agentes da Polícia Federal explicaram que a legislação brasileira não tipifica o crime de terrorismo. Por isso, nas investigações que envolvem suspeitas desse tipo de prática, são apontados delitos previstos no Código Penal Brasileiro. Marcelo e a mulher moram no apartamento há cerca de um ano, segundo vizinhos. Os dois são da religião muçulmana. Em 2013, em um documento enviado à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Espionagem no Senado, o advogado denunciou supostos excessos de serviços secretos contra cidadãos de origem ou que professam a fé islâmica. “Há fortes indícios de que vários cidadãos brasileiros de origem árabe e/ou de confissão islâmica tenham sido objetos de investigação por parte de serviços de inteligência nacionais e estrangeiros, sendo que nem sempre haveria motivo plausível para tal”, escreveu, em setembro daquele ano, em um ofício endereçado à senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). O advogado entregou um pacote de documentos à CPI, entre os quais relatórios de órgãos americanos sobre a atividade de cidadãos muçulmanos. No comunicado, ele se intitula ex-servidor da Polícia Federal e explica que em diversas ocasiões presenciou a “interferência” de serviços estrangeiros na atuação de órgãos do governo federal – no entanto, não deu exemplos. “Posso destacar o Departamento de Polícia Federal”, afirmou. Com a proximidade das Olimpíadas de 2016, o Brasil reforçou o alerta contra o terrorismo. Dois órgãos de inteligência do governo elaboraram relatórios apontando tentativas de o Estado Islâmico cooptar brasileiros para sua causa, a do terrorismo islâmico. As mesquitas no Brasil estão repletas de clérigos que pregam a guerra religiosa contra o Ocidente todos os dias. 

Má-fé esquerdista impede o Brasil de votar uma lei que puna o terrorismo

Agentes do núcleo antibomba da Polícia Federal cumpriram um mandado de busca e apreensão em um apartamento da Asa Norte, em Brasília, nesta sexta-feira. A operação está ligada a uma ação de inteligência de combate ao terrorismo. No apartamento moram um advogado que atua em defesa das comunidades muçulmanas no Brasil, Marcelo Salahuddin Bulhões dos Santos, sua mulher, de origem iraniana, e um filho de colo. Não vou aqui condenar ninguém em princípio. Ainda não sabemos a natureza da operação. Mas de uma coisa sabemos: o Brasil não tem uma lei antiterror. Já tratei desse assunto aqui várias vezes. Somos a única democracia relevante do mundo que não prevê pena para ações terroristas. Todas as tentativas de votar um texto com esse conteúdo se mostraram infrutíferas. Em 2009, foi preso no País um libanês identificado como “K”, nada menos do que um homem da Al Qaeda. Era o responsável mundial pelo “Jihad Media Battalion”, uma organização virtual usada como uma espécie de relações públicas online da Al Qaeda, propagando pela internet, em árabe, ideais extremistas e incitando o povo muçulmano a combater países como os Estados Unidos e Israel. Reportagem da VEJA de Abril de 2011 informava que o iraniano Mohsen Rabbani, procurado pela Interpol, entrava e saía do Brasil com frequência sem ser incomodado. Funcionário do governo iraniano, ele usa passaportes emitidos com nomes falsos para visitar um irmão que mora em Curitiba. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) descobriu que Rabbani já recrutou pelo menos duas dezenas de jovens do interior de São Paulo, Pernambuco e Paraná para cursos de “formação religiosa” em Teerã. “Sem que ninguém perceba, está surgindo uma geração de extremistas islâmicos no Brasil”, disse, então, o procurador federal Alexandre Camanho de Assis. Rabbani é acusado de arquitetar atentados contra instituições judaicas que vitimaram 114 pessoas em Buenos Aires, nos anos de 1992 e 1994. Calma, que tem mais! Análise de processos judiciais e de relatórios do Departamento de Justiça, do Exército e do Congresso americanos, como informou VEJA em 2011, expõe laços de extremistas que vivem ou viveram no Brasil com a Fundação Holy Land (Terra Santa), uma entidade que, durante treze anos, financiou e aparelhou o Hamas, o grupo terrorista palestino que desde 2007 controla a Faixa de Gaza e cujo objetivo declarado é destruir o estado de Israel. A Holy Land tinha sede em Dallas, no Texas, e era registrada como instituição filantrópica. Descobriu-se que havia enviado pelo menos 12,4 milhões de dólares ao Hamas e que ajudava o grupo a recrutar terroristas nos Estados Unidos e na América do Sul. Em 2001, a entidade entrou para a lista de organizações consideradas terroristas pela ONU e, em 2008, seus diretores foram condenados na Justiça americana por 108 crimes, entre os quais financiamento de ações terroristas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. A maior pena, de 65 anos de prisão, foi para Shukri Abu Baker, fundador, presidente e diretor executivo da Holy Land, que hoje cumpre a duríssima pena numa cadeia do Texas. Curiosamente, passou despercebido o fato de que Baker é brasileiro. Mais do que isso: durante muitos anos ele manteve operações no Brasil. A Polícia Federal reúne desde 2008 provas de que traficantes ligados ao grupo terrorista Hezbollah, que domina o sul do Líbano, atuam em nosso País em parceria com o PCC. O epicentro dessa ação, em nosso território, é Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai). Há muito os órgãos de segurança dos Estados Unidos consideram essa região infiltrada pelo terror, coisa que o governo brasileiro se nega a admitir. Documentos obtidos pelo jornal “O Globo” apontam que a parceria entre o terrorismo e o crime organizado teve início em 2006. Traficantes libaneses de cocaína, ligados ao Hezbollah, teriam aberto canais para a venda de armas ao PCC. Quando esses traficantes são presos no Brasil, contam com a proteção da facção criminosa nos presídios. E por que o Brasil não tem uma Lei Antiterror? Porque as esquerdas, incluindo os petistas e o MST, não querem. A razão é simples: não seria difícil enquadrar certas práticas de alguns movimentos ditos sociais entre as ações terroristas. Há, sim, um Projeto de Lei no Senado, o 499/2013. Lá se estabelece: “provocar ou infundir terror ou pânico generalizado mediante ofensa ou tentativa de ofensa à vida, à integridade física ou à saúde ou à privação de liberdade da pessoa. Pena de reclusão de 15 a 30 anos ou de 24 a 30 anos, se resultar morte”. Outro projeto de lei, 762/2011, prevê: “provocar ou infundir terror ou pânico generalizado mediante ofensa à integridade física ou privação da liberdade de pessoa, por motivo ideológico, religioso, político ou de preconceito racial, étnico ou xenófobo. Pena de reclusão de 15 a 30 anos”. E por que nada prospera? Porque os ditos “movimentos sociais” consideram que uma lei antiterrorismo tolheria as suas ações. Assim, as esquerdas reivindicam que, caso se vote um texto para punir esse crime, os movimentos sociais sejam considerados, de saída, inimputáveis, isto é: não haveria terrorismo quando os militantes dizem lutar em nome de uma causa. Ora, votar uma lei assim seria o mesmo que estimular a prática de atos terroristas por movimentos sociais. O Inciso XLIII da Constituição define: “XLIII – a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura , o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem;” Pois bem: não existe crime sem uma lei que o defina, estabelecendo uma pena. E o Brasil, por vontade das esquerdas, torna o terrorismo uma prática impune. Por Reinaldo Azevedo

Procuradoria bloqueia no Exterior R$ 1,4 milhão de parentes de Cerveró

A força tarefa da Operação Lava Jato obteve o bloqueio de £ 305,9 mil, valor equivalente a cerca de R$ 1,4 milhão, depositados no exterior em contas de familiares de Nestor Cerveró, ex-diretor da área Internacional da Petrobras investigado pela suposta participação no esquema de corrupção na estatal brasileira de petróleo. Os procuradores da força tarefa suspeitam que recursos movimentados pelos parentes de Cerveró em um país do Reino Unido tiveram origem em desvios de dinheiro da Petrobras. A Procuradoria obteve a informação de que a mulher de Cerveró fez transferências do Brasil para o Exterior para uma conta de uma irmã e de um cunhado. Como entendeu que havia risco de que essa conta fosse fechada em breve, a força tarefa fez o requerimento de bloqueio até que a origem dos recursos seja esclarecida. O criminalista Edson Ribeiro, advogado de Cerveró, afirmou que ainda não teve conhecimento oficial sobre o bloqueio, mas disse que a família de Cerveró não movimentou recursos resultantes de propinas.

Governo quer usar dinheiro do fundo de garantia para financiar BNDES

Sem espaço para fazer repasses ao BNDES num ano em que precisa conter custos, o governo pretende usar recursos do fundo de garantia dos trabalhadores para capitalizar o banco neste ano. O plano é viabilizar um empréstimo do FI-FGTS (fundo de investimento em infraestrutura do fundo de garantia) ao banco público, de cerca de R$ 10 bilhões. O banco já solicitou à Caixa Econômica Federal, que administra o fundo, a análise do financiamento. A medida é defendida no governo como forma de permitir que o BNDES financie, sem a necessidade de repasses do Tesouro, o novo pacote de concessões que a equipe econômica quer lançar nos próximos meses, para criar uma "agenda positiva" em meio às medidas de aumento de impostos e de redução de benefícios fiscais. A operação será apresentado na próxima quarta (29) ao Comitê de Investimento do FI-FGTS, que tem representantes do governo, dos trabalhadores e dos empresários. A reunião da semana que vem não prevê ainda deliberação sobre o desembolso. A proposta é que o BNDES emita títulos de dívida (debêntures), como fez em 2008. Na ocasião, o FI-FGTS injetou R$ 7 bilhões. A taxa de juros deste ano que seria usada ainda não foi definida. Antes mesmo de assumir o cargo, o ministro Joaquim Levy (Fazenda) já defendia um freio nos repasses federais ao BNDES. Nestas operações, o governo se endivida para capitalizar o banco, que então empresta os recursos a taxas subsidiadas. A dívida do BNDES com o Tesouro Nacional supera R$ 400 bilhões. No final do ano passado, o governo autorizou o repasse de R$ 30 bilhões ao banco, mas já antecipava que recursos adicionais seriam necessários em 2015. Caso o financiamento de R$ 10 bilhões seja aprovado, o BNDES consumirá quase 80% dos recursos disponíveis para investimentos no FI-FGTS. O fundo tem hoje R$ 28,1 bilhões aplicados, mas possui autorização para injetar até R$ 41 bilhões. Há, portanto, R$ 12,9 bilhões para projetos de infraestrutura. Na avaliação de um integrante do comitê, a transferência dos recursos significaria a "terceirização" do FI-FGTS, criado para aportar recursos diretamente nas empresas. Pela lei, o fundo está autorizado a financiar projetos de energia, aeroportos, rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e saneamento. Em 2008, o governo justificou a transferência ao BNDES afirmando que, com os recursos, o banco sustentaria empreendimentos nestes segmentos. O questionamento agora é se o dinheiro liberado será usado para financiar novos projetos ou para cobrir compromissos já firmados pelo banco. 

Cinzas de vulcão do Chile afetam Bariloche

Um dos principais destinos turísticos de brasileiros na Argentina, a cidade de Bariloche amanheceu nesta quinta-feira (23) sob uma nuvem de cinzas vulcânicas. Segundo brasileiros que moram na cidade, Bariloche parece estar com tempo nublado e a cinza é fina, como poeira que cai do céu. Juan Schreiber, que é dono do hotel Fazenda Carioca, disse que não é possível avistar o vulcão da cidade e que nem foi possível ouvir as duas explosões que aconteceram nas últimas 24 horas. O vulcão Calbuco fica a 110 quilômetros de Bariloche, do lado chileno da cordilheira dos Andes. O fornecimento de água e eletricidade estão normais, segundo o empresário. O aeroporto está fechado, mas o tráfego nas estradas está liberado. "É uma situação incômoda, mas que não oferece nenhum tipo de perigo", afirmou. "Estamos esperando o restabelecimento dos vôos, porque Bariloche é uma cidade que depende do turismo". Schreiber contou que postos de gasolina e supermercados tiveram filas na noite de quarta-feira (22), com pessoas que procuravam se precaver comprando água e combustível. Mas, acrescentou, não houve desabastecimento. O comércio está parcialmente fechado, e os passeios turísticos ficaram prejudicados. "Não tem sentido fazer passeios se não se pode ver a vista", disse a guia Sabrina Poinho, que trabalha na agência Bariloche Select Travel. Ela afirma, contudo, que a situação de agora é melhor do que a de 2011, quando a erupção do vulcão Puyehue provocou uma nuvem de areia vulcânica que cobriu a cidade. "Pode parecer irônico, mas estou bastante aliviada por não ter sido igual a 2011. Eu estava aqui e me lembro bem", disse. Segundo ela, o dia amanheceu normalmente às 8 horas nesta quinta-feira. A recomendação das autoridades é que as pessoas usem máscaras e evitem sair de casa até que a nuvem se dissipe. Foi suspenso o funcionamento de bancos e repartições públicas na cidade. Veja as imagens da erupção.

Ministério Público dá parecer favorável a partido de Kassab

Foco de um atrito político entre o Palácio do Planalto e o PMDB, o partido que o ministro Gilberto Kassab (Cidades) tenta colocar de pé recebeu parecer favorável do Ministério Público, em uma primeira análise da Procuradoria sobre o caso. Tentando evitar a aplicação de uma lei que inibe a criação de legendas, aliados de Kassab entraram no Tribunal Superior Eleitoral com pedido de registro do Partido Liberal mesmo sem ter conseguido reunir as quase 500 mil assinaturas de apoio necessárias. Os responsáveis pelo PL argumentaram que, apesar da exigência legal, a Justiça Eleitoral têm permitido que esse apoiamento seja apresentado concomitantemente à tramitação do pedido de registro. Em parecer entregue ao TSE nesta quinta-feira (23), o vice-procurador-geral Eleitoral, Eugênio Aragão, afirmou que, embora o Ministério Público veja com preocupação essa brecha, ela deve ser estendida ao PL a título de isonomia. Isso porque o tribunal permitiu que essa manobra fosse usada por outros partidos em formação, entre eles a Rede de Marina Silva. Apesar disso, o Ministério Público registra que o PL apresentou até agora apenas um terço das assinaturas necessárias e "não juntou documentação comprobatória da constituição de órgãos de direção regional em pelo menos um terço dos Estados da federação". Aragão afirma ainda que só após serem cumpridas essas exigências o Ministério Público irá opinar de forma conclusiva sobre o pedido, levando em conta as contestações à criação do PL feitas pelo PMDB e DEM. Essas duas legendas afirmam que Kassab quer criar o PL com o objetivo de atrair integrantes de siglas aliadas e da oposição, criando assim um superpartido governista que rivalize com o PMDB na coalizão de Dilma Rousseff. Kassab diz oficialmente que não participa da criação do PL, embora reconheça que a ação é tocada por aliados. Ele também nega intenção de esvaziar o PMDB ou a oposição.

Governo cancela programa de financiamento para cooperativas

O governo revogou o Programa de Capitalização de Cooperativas de Crédito, o Procapcred, linha de crédito do BNDES que visava fomentar a ação dessas cooperativas. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (23) pelo Conselho Monetário Nacional, composto pelos ministros da Fazenda, Planejamento e Banco Central. Segundo a Fazenda, os recursos desse programa serão absorvidos por outras linhas de financiamento do BNDES.

Dilma está no cargo, mas não no poder, diz a revista inglesa The Economist

A impopularidade da presidente Dilma Rousseff virou notícia da revista inglesa "The Economist", segundo a qual a petista, apesar de ainda permanecer no Planalto, não está mais no poder. De acordo com a publicação, não é mais Dilma ou o PT que toma as decisões do governo. A reportagem cita, por exemplo, que a condução da economia está nas mãos do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, descrito como um economista treinado na escola liberal de Chicago, com perfil agressivamente voltado para a responsabilidade fiscal. Já o controle do Congresso está nas mãos do aliado governista PMDB, ressentido com o PT, que retém o comando dos principais ministérios. A vingança, diz a revista, veio na forma do deputado peemedebista Eduardo Cunha, eleito presidente da Câmara. "Ele conseguiu a cabeça de quatro ministros em dez semanas de cargo", diz o texto. Trata-se de alusão às demissões de Pepe Vargas, que saiu de Relações Institucionais e foi para Direitos Humanos; Ideli Salvatti, ex-ministra de Direitos Humanos; Cid Gomes, que deixou a Educação após um embate direto com Cunha; e Vinicius Lages, que deixou o Turismo para abrir caminho a Henrique Eduardo Alves, aliado de Cunha. A reportagem aponta ainda que Dilma, visando se reaproximar do Legislativo, delegou ao seu vice, Michel Temer (PMDB), a articulação política. Para isso, entregou a ele o poder de nomear o segundo escalão do governo. Até a permanência da presidente no cargo parece incerta, de acordo com o texto. A deterioração da economia, atribuída pela revista aos erros do primeiro mandato, e o escândalo de corrupção na Petrobras acabaram com a popularidade de Dilma. Além de citar os manifestantes, que protestam contra o governo, a "The Economist" faz alusão à pesquisa Datafolha de abril, que indicou que 63% da população quer que a presidente sofra um impeachment.