sábado, 11 de abril de 2015

UM TEXTO MUITO IMPORTANTE E ELUCIDATIVO DE OLAVO DE CARVALHO, LEIAM - APRENDENDO COM O POVÃO


A queda abrupta na audiência da TV Globo ilustra algo que venho dizendo aqui há semanas: a revolta popular não é só contra meia dúzia de políticos ladrões, nem só contra a sra. Dilma Rousseff, o PT ou mesmo o Foro de São Paulo: é contra toda a elite que os protegeu e os legitimou no poder à força de mentiras e desconversas. Sempre de joelhos ante as modas estrangeiras mais idiotas, e manipulados por intelectuais ativistas que, a despeito da sua mediocridade, sempre deslumbraram as suas mentes ainda mais medíocres, os donos dos nossos meios de comunicação puseram todos os seus formidáveis recursos a serviço de uma “revolução cultural” cuja simples existência ignoravam e que foi, aliás, concebida precisamente para ser levada a cabo por idiotas úteis que a ignoravam. Antonio Gramsci é bastante explícito quanto a esse ponto: não se trata de “conquistar corações e mentes”, como afirmou esse asno pomposo que ocupa o Ministério da Educação, mas, bem ao contrário, de fazer com que “todos sejam socialistas sem sabê-lo”, de dominar o “senso comum” a tal ponto que massas inteiras da população repitam chavões e slogans sem ter a menor idéia da sua origem e da sua função num plano estratégico de conjunto. A diferença entre o antigo militante proletário conquistado para a causa do comunismo e o moderno servidor da revolução cultural é tão imensurável que, por si, basta para ilustrar a elasticidade psicopática da mente revolucionária, sempre pronta a trocar de atitude, de discurso e de valores cada vez que julga isso necessário para o aumento do seu poder. O primeiro decorava manuais de marxismo-leninismo, era hipersensível ao menor desvio da ortodoxia partidária e proclamava orgulhosamente sua condição de comunista militante, sacrificando bens, vida, honra e liberdade, tudo pela causa. Em volta dele existiam, é claro, alguns idiotas úteis sem cultura marxista, que se associavam à luta por motivos subjetivos totalmente estranhos ao marxismo, que levavam o militante genuíno às gargalhadas Na militância gramsciana, as proporções inverteram-se: o grosso da contingente compõe-se de idiotas úteis, os militantes doutrinados reduziram-se a uma discreta elite dirigente que não faz a menor questão de que seus seguidores saibam por que a seguem. Os motivos subjetivos, que antes eram apenas acréscimos acidentais ao corpo da luta revolucionária, tornaram-se a propaganda oficial, que na mesma medida perdeu toda unidade e coerência, estilhaçando-se numa poeira alucinante de chavões e cacoetes mentais desencontrados, bons para todos os temperamentos e preferências, incluindo a expressão histérica das insatisfações mais fúteis que o marxista puro-sangue de antigamente desprezava como “pequeno-burguesas”. A pessoa e os feitos do sr. Jean Wyllys ilustram esse estado de coisas da maneira mais didática que se pode imaginar. Na sua ânsia de juntar num front comum tudo quanto lhe pareça anti-ocidental e anticristão, ele exige que as escolas esmigalhem de vez os cérebros das crianças com aulas simultâneas de gayzismo e de islamismo. Cada pequeno brasileiro será portanto informado de que ele deve fazer aquilo que, se ele fizer, será punido com pena de morte. Às vezes as pessoas clamam contra a “doutrinação marxista” nas escolas, mas “doutrinação” é eufemismo: os tempos da doutrinação já passaram. O que ali se faz é infinitamente mais destrutivo do que qualquer doutrinação. Pascal Bernardin, no livro Maquiavel Pedagogo (v.https://www.facebook.com/maquiavel.pedagogo/videos), descreveu em minúcias como as técnicas adotadas na educação das crianças hoje em dia são calculadas para induzir mudanças de comportamento sem passar pela aprovação consciente. Não se trata de “conquistar corações e mentes”, mas de adestrar os corpos no aprendizado da macaquice. O apelo à consciência é cada vez mais reduzido, ao ponto de que aquele que passou por esse treinamento se torna incapaz de perceber as mais grotescas incoerências no seu discurso, mesmo quando elas tornam irrealizável na prática aquilo que ele proclama como seu sonho e ideal. O sr. Jean Wyllys é o produto perfeito e acabado de um sistema de ensino montado para produzir idiotas úteis em escala industrial. É evidente que, abolido o confronto ideológico explícito, dissolvida a ortodoxia marxista num farelo de esterótipos para todos os gostos, cada freguês podendo escolher à vontade os “direitos humanos”, a “anti-homofobia”, o “anti-racismo”, o culto de uma lendária superioridade espiritual do Oriente, a mitologia indigenista, a liberação das drogas, os delírios da New Age, o ressentimento feminista, o islamismo ou tudo isso de uma vez, o mero fato de um sujeito ser pessoalmente um bilionário capitalista, e eventualmente o dono de uma rede de canais de TV, não o torna imune, no mais mínimo que seja, à contaminação de uma lepra mental que assume todas as formas e o assalta por todos os lados. Foi assim que os donos da mídia, sem percebê-lo nitidamente, e até mesmo negando-o peremptoriamente, se tornaram servidores da “revolução cultural” que os abomina e despreza ao ponto de imaginá-los – pasmem! – responsáveis pelos movimentos de protesto anti-PT. O sr. João Pedro Stedile proclamando “A Globo fez tudo isso”, ao mesmo tempo que os manifestantes escorraçavam os repórteres da Globo a cusparadas – eis uma cena representativa da confusão monstruosa que o gramscismo produziu na mente brasileira. Enquanto os “intelectuais” e “formadores de opinião" mostravam cada vez mais nada entender do que estava acontecendo, exemplificando eles próprios o estado de turva inconsciência reinante, o povão, quase por milagre, apreendeu a unidade oculta por trás dos rostos cambiantes e inumeráveis do seu inimigo, e se voltou contra ele com uma determinação e uma coragem admiráveis. Domingo ele vai nos dar mais uma lição a respeito.

Governo Dilma finaliza documento para concluir extradição do bandido petista mensaleiro Henrique Pizzolato

O governo brasileiro fechou na manhã deste sábado (11) a carta de compromissos que enviará ao Estado italiano na tentativa de conseguir a extradição do ex-diretor do Banco do Brasil e bandido mensaleiro Henrique Pizzolato, condenado no processo do Mensalão do PT. O texto foi finalizado em reunião entre o ministro da Justiça, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o embaixador Carlos Alberto Simas Magalhães, que é subsecretário-geral das Comunidades brasileiras no Exterior.  O Ministério da Justiça não divulgou o teor do documento, o que só deve acontecer na segunda-feira, quando vencerá o prazo para enviá-lo à Itália. O bandido petista mensaleiro Henrique Pizolatto está preso na cidade italiana de Módena. Em fevereiro deste ano, o Judiciário daquele país decidiu pela extradição do réu. A defesa do ex-diretor do Banco do Brasil, porém, argumenta que a estrutura penitenciária brasileira não oferece condições mínimas de segurança ao bandido petista mensaleiro Henrique Pizzolato. A tendência é que a correspondência, finalizada neste sábado, contenha compromissos relativos a esse tema, com o objetivo de convencer as autoridades italianas de que Pizzolato pode cumprir pena no Brasil, possivelmente no presídio da Papuda, em Brasília, sem riscos para sua integridade física.


Em novembro do ano passado, a Corte de Apelação de Bolonha recusou o pedido de extradição, sob justificativa de que o Brasil não ofereceu garantias de segurança ao condenado. Três meses depois, no entanto, a Corte de Cassação da Itália acatou o recurso que beneficiava o governo brasileiro, revertendo a decisão anterior, e decidiu pela extradição.

Exportações para a China têm uma queda espetacular de 35% apenas no primeiro trimestre


A queda nos preços das commodities fez as exportações brasileiras para a China despencarem 35,4% no primeiro trimestre do ano. Entre janeiro e março, as vendas do Brasil para o gigante asiático somaram 6,190 bilhões de dólares, ante 9,582 bilhões de dólares exportados no mesmo período do ano passado. A retração para a China foi a mais intensa no primeiro trimestre entre os principais destinos dos produtos brasileiros - ao todo, as exportações brasileiras caíram 13,7% para todos os parceiros comerciais. A economia chinesa é uma grande importadora de produtos básicos, e o crescimento mais fraco do País tem prejudicado o valor das commodities no mercado internacional. Neste ano, o governo da China anunciou que a meta de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB) é de 7%. Se confirmado, será um resultado bastante inferior ao dos últimos anos. No auge do avanço chinês, os preços das commodities subiram, transformando o país no principal parceiro comercial do Brasil e garantindo elevados superávits para a economia brasileira. "O crescimento da China está mais fraco, logo a pressão sobre a demanda de commodities é menor. Além disso, o comércio mundial está crescendo menos do que antes da crise internacional. Tudo isso colabora, em parte, para a queda do preço das commodities", afirma Lia Valls Pereira, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). Em março, a soja e o minério de ferro ficaram, respectivamente, 20% e 50% mais baratos do que no mesmo mês de 2014. O resultado do comércio exterior brasileiro é dependente do desempenho econômico chinês porque a pauta de produtos vendidos para a China é concentrada. No ano passado, 41% da exportação brasileira para a China foi de soja, 30% de minério de ferro e 8,5% de óleo bruto de petróleo. Em 2011, no auge do preço das commodities no mercado internacional, a lista de produtos exportados era a mesma para a China - a diferença era a maior participação do minério de ferro, que respondeu por 45% do total. Em seguida, apareceram a soja (25%) e o óleo bruto de petróleo (11%)

Datafolha aponta que 63% dos brasileiros querem abertura de processo de impeachment de Dilma já


Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, véspera de mais um protesto nacional contra a presidente petista Dilma Rousseff, indica que 63% dos brasileiros são favoráveis à abertura de um processo de impeachment contra ela. A justificativa são as revelações do escândalo do petrolão pela Operação Lava Jato da Polícia Federal. Para 57% dos entrevistados, Dilma sabia do esquema de corrupção na Petrobras e deixou que ele acontecesse; 26% acham que ela sabia, mas nada poderia ter feito para impedir. Conforme VEJA revelou, um dos delatores do petrolão, o doleiro Alberto Youssef declarou em acordo de delação premiada com o Ministério Público que Dilma e seu antecessor, o ex-presidente Lula X9, tinham conhecimento do esquema de corrupção e desvio de verbas da Petrobras que abasteceu cofres do PT, PMDB e PP. Outro delator, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, afirmou aos investigadores que o ex-ministro Antônio Palocci pediu a ele uma contribuição de 2 milhões de reais para a campanha de Dilma em 2010. Além disso, doações oficiais ao PT e registradas na Justiça Eleitoral eram na verdade uma forma de dissimular o pagamento de propinas, conforme revelaram à Polícia Federal executivos presos na Lava Jato. Nesta semana, Dilma negou que sua campanha tenha recebido dinheiro de subornos da estatal. "Eu tenho certeza que não", afirmou a presidente em entrevista à rede de TV CNN, na versão em espanhol: "Se dinheiro de suborno chegar a alguém, essa pessoa deve ser responsabilizada. É assim que tem que ser. Estou absolutamente segura de que a minha campanha não tem dinheiro de suborno". Entre os que apoiam a abertura do impeachment, que pode resultar na cassação de Dilma, só 37% dos entrevistados sabem que o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), assumiria o cargo em caso de afastamento dela. A maioria dos entrevistados (63%) respondeu que não sabe quem é o vice-presidente. A pesquisa foi realizada nesta semana e concluída na sexta-feira. O Datafolha entrevistou 2.834 pessoas. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. Segundo o instituto, a maioria (64%) dos entrevistados acha que Dilma não será afastada por causa das investigações da Lava Jato. Mas se fossem realizadas novas eleições, 33% votariam no senador Aécio Neves (PSDB), candidato derrotado no segundo turno das eleições presidenciais do ano passado, e 29% votariam no ex-presidente Lula (PT). A situação é de empate técnico, no limite da margem de erro. As manifestações de rua neste domingo, a favor da saída de Dilma do cargo de presidente, têm o apoio de 75% dos entrevistados pelo instituto. Pela primeira vez, a corrupção (22%) aparece relacionada como o principal problema do País, posição tradicionalmente ocupada pela saúde (23%) - também há um empate neste quesito. O levantamento também indicou que a popularidade da presidente parou de cair. Para 13%, ela faz um governo bom ou ótimo, mesmo patamar da pesquisa anterior, realizada em março. Agora, 60% classificam sua administração como ruim ou péssima, dois pontos percentuais a menos que o índice apurado no mês passado. Segundo o Datafolha, a reprovação a Dilma é superior a 50% em todos os segmentos pesquisados: mulheres e homens, de todas as idades, padrões de renda e graus de escolaridade, em todas as regiões do País. Quando foi afastado por um processo de impeachment em 1992, o ex-presidente Fernando Collor tinha a pior avaliação já registrada pelo instituto: 9% de bom ou ótimo. A expectativa com a evolução da economia brasileira também é pessimista - 58% acham que a situação deve piorar, 78% acham que a inflação vai aumentar e 70% acreditam que o desemprego vai subir.

Surge o Marcos Valério do Petrolão, o publicitário gaúcho Ricardo Hoffman, dono da agência Borghi/Lowe, que lavava dinheiro para o petista André Vargas


A nova fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta sexta-feira pela Polícia Federal, revela um duto de desvio de dinheiro público para partidos políticos até então desconhecido. Se antes as investigações apuravam irregularidades nos negócios da Petrobras com empreiteiras, agora o alvo são contratos com agências de publicidade suspeitas de lavar dinheiro. Um dos presos na nova fase é Ricardo Hoffmann (FOTO), ex-vice-presidente da agência Borghi Lowe e investigado por ajudar a operar o esquema de corrupção do ex-deputado petista André Vargas dentro da filial da agência em Brasília. Vargas também foi preso nesta sexta-feira, junto com seu irmão Leon e o ex-deputado Luís Argôlo. Hoffmann é personagem mítico em Brasília. Gaúcho natural de Cachoeira do Sul, mudou-se para Curitiba no fim dos anos 1970, onde trabalhou como jornalista freelancer antes de dar uma guinada na carreira para o ramo publicitário. Começou como redator de agências de publicidade do Paraná e, devido à facilidade em transitar entre os clientes, passou para a área de atendimento - onde aprendeu os meandros das licitações públicas de empresas estaduais. O talento peculiar em se relacionar com governos lhe rendeu o cargo de diretor da agência catarinense Máster em sua filial de Brasília, para onde se mudou em 1994. Não demorou muito para que, instalado na capital federal, o publicitário se tornasse referência para quem que quisesse angariar contratos com órgãos públicos. "Ele era especialista em combinar contatos políticos com bons resultados em licitações. Agia, sobretudo, nos bastidores", afirma o sócio de uma agência em Brasília que preferiu não ter sua identidade revelada. Nos anos que separaram sua chegada à capital de sua entrada na Borghi Lowe (à época, o nome era Borghierh Lowe), Hoffmann foi executivo de diversas agências, como a DM9, a Newcomm e a Fischer. Também partiu para o marketing político ao assessorar o ex-governador paranaense Roberto Requião (PMDB) em duas eleições. Em 2007, um ano depois de a multinacional Lowe comprar a pequena agência Borghierh, o publicitário foi indicado pela diretoria da Lowe para assumir a chefia do escritório de Brasília. Entre 2008 e 2009, a agência passou do 14º para o 4º lugar em faturamento e o número de clientes saltou de 12 para 25. Um deles, em especial, trazia consigo um contrato de 260 milhões de reais: a Caixa Econômica Federal. Na briga ferrenha das agências responsáveis pelo atendimento do banco público, sempre causou estranheza que Hoffmann conseguisse sempre as melhores campanhas - entenda-se, as mais polpudas - como as da Loteria, consideradas o 'filet mignon' da Caixa Econômica Estadual porque são constantes e veiculadas nacionalmente. Executivos de agências concorrentes, que ainda guardam certo ranço do talento de Hoffmann em conseguir contratos, contam que a avaliação para escolher a agência nem sempre era o menor preço. Dizem que havia "critérios subjetivos" da comissão de seleção do banco. A competência técnica de Hoffman, tudo indica, estava longe de ser seu principal atrativo. O Ministério Público Federal apurou que, em troca de um bom cliente, a agência se dispunha a ajudar seus benfeitores valendo-se de artifícios ilegais, como a lavagem de dinheiro. Segundo a decisão do juiz Sergio Moro, a Borghi Lowe solicitava a empresas subcontratadas que realizassem pagamentos vultosos sem contrapartida de serviços. Tais repasses eram feitos às firmas LSI e Limiar, controladas pelos irmãos Vargas. "Os fatos caracterizam, em princípio, crimes de corrupção, com comissões devidas à Borghi Lowe sendo direcionadas como propinas e sem causa lícita a André Vargas e aos irmãos deste por intermédio do estratagema fraudulento", afirmou o juiz. Hoffmann é apontado como 'apadrinhado' de Vargas. Coincidentemente, o Superintendente de Marketing da Caixa,o petista Clauir Luiz Santos, também nutre laços com o ex-deputado preso. Um executivo do mercado publicitário disse, com certo ar de estupefação, que Hoffmann conseguia fazer Vargas, quando era vice-presidente da Câmara dos Deputados, defender pessoalmente seus interesses e interferir em licitações. ​Depois de abocanhar a conta da Caixa, a agência levou o Ministério da Saúde - outro feudo de Vargas -, a Apex-Brasil e, mais recentemente, a BR Distribuidora e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES). Os contratos publicitários da Borghi Lowe com a Caixa ganharam musculatura: dos 260 milhões de reais em 2008 passaram a 1 bilhão de reais em 2013. Hoffmann deixou a agência no final do ano passado, quando as investigações da Lava Jato estavam adiantadas e empreiteiros eram conduzidos à carceragem da Polícia Federal, em Curitiba. Michael Wall, CEO da Lowe and Partners, holding que controla a agência brasileira, disse que o grupo foi notificado nesta sexta-feira sobre a investigação. "Nós estamos trabalhando em conjunto com a Borghi Lowe enquanto cooperamos com as investigações, e continuaremos a cooperar juntos", afirmou. Apesar de viver em Brasília, Hoffmann mantinha laços saudosos com sua cidade-natal. Entre 2009 e 2011, escreveu uma coluna no Jornal do Povo, principal veículo de comunicação de Cachoeira do Sul. Nas páginas do diário, publicava crônicas curiosas de seu cotidiano, como a que descreve seu primeiro encontro com Dilma Rousseff, então ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata à Presidência. "Estar com a ministra Dilma Rousseff, ver de perto um verdadeiro exemplo de luta contra o câncer, comprovar que ainda existe gente bem-intencionada nesse país, constatar que o Brasil avança, se moderniza, se torna menos desigual e que poderá, sim, pela primeira vez, ter uma mulher na presidência da República foi o melhor presente que eu poderia ganhar no meu aniversário", escreveu. Hoffmann é figura conhecida na cidade, que amanheceu espantada com a notícia de sua prisão. A revelação de seu envolvimento com o maior escândalo de corrupção no país contrastou ferozmente com sua imagem de filantropo. Desde a morte de sua mãe, a parteira Dora Hoffmann, o publicitário se tornou doador de diversas obras sociais do município. Em 2008, ele chegou a devolver o carro que ganhou em uma rifa organizada pelo asilo com o qual contribuía mensalmente. Disse que não precisava do veículo. O publicitário deve ficar preso por cinco dias na carceragem da Polícia Federal. Pessoas de seu convívio profissional o caracterizam como 'briguento' e 'truculento'. Em seus 20 anos em Brasília, passaram por suas mãos ao menos uma dezena de clientes do governo - entre eles, o Banco do Brasil. Isso faz do executivo uma espécie de Ricardo Pessoa do mercado publicitário. Pessoa, dono da construtora UTC, é considerado a chave dos segredos mais sórdidos envolvendo o petrolão e os desvios de dinheiro da Petrobras para partidos políticos. Está preso na Penitenciária Estadual do Paraná e ainda não assinou acordo de delação premiada. Se o fizer, Brasília pode se tornar um barril de pólvora. Avesso aos holofotes, Hoffmann sempre preferiu a sombra. Diferentemente dos diretores de criação de agências, cujo ego muitas vezes transborda os limites da autopromoção, ele só ia a eventos se a necessidade fosse urgente. Na articulação política, porém, agia com extrema desenvoltura. "Ele não é o típico cara que vai para o Festival de Cannes. Ao que parece, ele é agora o que vai em cana', ironizou o sócio de uma grande agência que o conhecia no âmbito profissional. Segundo esse publicitário, o setor temia que, cedo ou tarde, as gestões de Hoffmann na Caixa Econômica Federal dessem errado. A preocupação da classe, diz ele, é que o estigma de corrupção seja atrelado a todas as agências que prestam serviços para o governo.

Popularidade de Lula caiu de forma "devastadora"

Os petistas prometem que os protestos de amanhã serão um fracasso. Ao mesmo tempo, analisam as pesquisas de opinião encomendadas pelo partido e dizem, segundo a Veja, que a popularidade de Lula caiu de forma "devastadora". Um dirigente do PT disse à revista que a corrosão da imagem de Lula revelou-se "bem maior do que a esperada" e que não se trata apenas de um "fenômeno paulista". Lula, hoje, tem medo de sair às ruas e ser vaiado. Amanhã você pode sair às ruas e vaiá-lo. (O Antagonista)

Se Pedro Corrêa falar, Lula pode ser preso

O advogado de Pedro Corrêa, preso ontem pela Lava Jato, disse: "Não tem como fugir da Justiça, as provas são contundentes. Defendo que ele faça a delação premiada para contribuir com o aperfeiçoamento do processo democrático". E acrescentou: "Ele sabe de muita coisa, inclusive como foi a nomeação de Paulo Roberto Costa junto ao Lula". Se a delação premiada de Pedro Corrêa se confirmar, Lula pode ser preso.

BALADA SEGURA FLAGRA MARIA DO ROSÁRIO NA NOITE DE PORTO ALEGRE. ELA DIRIGIA SEM CARTEIRA. FOI MULTADA E TEVE O CARRO RECOLHIDO, MAS NÃO FOI ALGEMADA E NEM PRESA


A deputada federal Maria do Rosário (PT) foi flagrada pela Operação Balada Segura, realizada em Porto Alegre para apanhar motoristas bêbados. Ela estava dirigindo sem o documento do carro na madrugada deste sábado, em Porto Alegre. A blitz da Operação Balada Segura era realizada na Avenida Cristiano Fischer, na zona leste da capital gaúcha. O veículo, um Citröen, foi abordado por policiais, que constataram que a deputada federal petista estava sem o Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV) do carro. Por esse motivo, Maria do Rosário foi autuada – o Código Brasileiro de Trânsito prevê multa de R$ 191,00 e sete pontos na carteira e o recolhimento do veículo. Ela também teve que fazer bafômetro, mas não estava bêbada. A polícia soltou a deputada, que não foi presa e nem algemada. O carro, ela só poderá recuperar na semana que vem. No Twitter, a deputada também se pronunciou sobre o assunto. Ela elogiou a operação e esclareceu que se submeteu ao bafômetro – o resultado indicou a não ingestão de bebida alcoólica. (Políbio Braga)

Joaquim Levy defende maior "protagonismo" do crédito sem subsídio na economia

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, defendeu, nesta sexta-feira (10), "um protagonismo cada vez maior do crédito livre", como forma de tornar mais eficaz a política monetária, cujo principal instrumento para controlar a inflação é o uso da taxa básica de juros. Defensor histórico de tal pensamento econômico, Levy referia-se à necessidade de ampliar o efeito da alta de juros, limitada pela farta oferta de crédito direcionado, ou seja, com taxas subsidiadas pelo governo -caso dos empréstimos do BNDES e do crédito à habitação. "Avançar nesse caminho de maior generalização das possibilidades de crédito em suas diversas formas e um protagonismo cada vez maior do crédito livre, com todas as suas consequências para o bom funcionamento da economia e cada vez mais eficaz da política econômica, nos distingue cada vez mais como uma economia madura e equilibrada", disse Levy. O ministro esteve no Rio de Janeiro em cerimônia de comemoração aos 50 anos do Conselho Monetário Nacional), que preside. Participaram da cerimônia Pedro Malan e Armínio Fraga, respectivamente ministro da Fazenda e Presidente do Banco Central durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, além de Henrique Meirelles, presidente do Banco Central nos oito anos do governo Lula. Os três são expoentes do pensamento liberal, que defende maior rigor fiscal e política monetária com base nos juros para controle da inflação, ao qual se alinha Levy. O crédito livre tem seu custo balizado pela taxa básica de juros (Selic) e a inadimplência, além da oferta e da demanda. Já o crédito subsidiado do BNDES tem como balizador a TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) definida pelo CMN. Atualmente, a Selic está em 12,75% ao ano. A TJLP, que não sofre influência da Selic, está em 5,5% ao ano. O BNDES oferece ao mercado grande volume de crédito com taxas balizadas na TJLP, utilizando recursos do Fundo do Amparo ao Trabalhador e aportes do Tesouro -no entanto, o Tesouro capta com taxas balizadas pela Selic. Tal volume excessivo de crédito barato reduz o efeito da política monetária, porque aumenta a demanda por bens e serviços, o que pressiona a inflação, causando, assim, efeito contrário ao perseguido pelo Banco Central quando aumenta a taxa de juros. Para Levy, é "legítimo e indispensável" que essa dualidade seja reduzida. Para isso, defendeu maior participação do mercado de capitais nas operações de crédito às empresas, por meio da emissão de debêntures. O ministro referia-se, desta vez, às medidas para redução do crédito do BNDES via TJLP e da decisão de condicionar o acesso das empresas a tais recursos mediante o compromisso, por parte da empresa, de também emitir debêntures - títulos privados de dívida, negociado via mercado de capitais. Essas medidas foram anunciadas nesta quinta-feira (9), como mais um esforço do governo em prol do ajuste fiscal. O CMN é o órgão máximo de decisão do Sistema Financeiro Nacional. Tem como atribuição formular a política monetária e de crédito, com o intuito de manter a estabilidade da moeda. Além do ministro da Fazenda, compõem o conselho o titular do Planejamento e o presidente do Banco Central -respectivamente Nelson Barbosa e Alexandre Tombini.