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quinta-feira, 2 de março de 2023

Simers, Amrigs e Cremers cobram do gpvernador tucano Eduardo Leite uma solução para a má gestão do IPE Saúde

Em carta aberta ao povo gaúcho, as três mais importantes entidades médicas do Rio Grande do Sul reclamam que os médicos que atendem os associados ao IPE Saúde "estão sendo atacados de maneira sórdida" e alega que os honorários por procedimentos hospitalares pagos pelo IPE Saúde aos médicos estão sem reajuste desde 2011. A nota esclarece: "Como exemplos, uma visita hospitalar paga menos do que o estacionamento; um médico recebe, por um parto normal ou cesáreo, menos de 250 reais por todo o atendimento à gestante". As entidades culpam o governo estadual, comandado pelo tucano Eduardo Leite, que pretende concorrer à Presidência da República, "que é quem responde pelos problemas do IPE Saúde": 

CARTA ABERTA À SOCIEDADE GAÚCHA
Diante dos últimos fatos que envolvem a categoria médica credenciada ao IPE-Saúde, as três principais entidades médicas no Estado, Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (CREMERS) e Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS), vêm a público esclarecer a verdade sobre a situação dos honorários pagos pelo Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul (IPE-Saúde).

A categoria médica está sendo atacada de maneira sórdida, a partir de situações pontuais, muitas vezes fora de contexto, e que estão sendo generalizadas para atingir aos médicos que vêm, através de seu trabalho, atendendo aos usuários do IPE Saúde.

Os honorários por procedimentos hospitalares pagos pelo IPE Saúde aos médicos estão sem reajuste desde 2011. Como exemplos, uma visita hospitalar paga menos do que o estacionamento; um médico recebe, por um parto normal ou cesáreo, menos de 250 reais por todo o atendimento à gestante.

A exposição da categoria pela mídia joga a população contra os médicos, no momento em que o Estado, que é quem responde pelos problemas do IPE Saúde, deveria cumprir suas obrigações de rever periodicamente os honorários, conforme previsto em lei, e apresentar alternativas para reorganização administrativa e financeira da autarquia.

As entidades médicas do Rio Grande do Sul vêm apresentando propostas para o reajuste dos honorários ao longo dos anos, estando sempre abertas ao diálogo construtivo, sem nunca conseguir uma resposta digna e definitiva. Os gestores do IPE Saúde e do Governo do Estado precisam adotar as medidas necessárias para valorização dos médicos, adequando os honorários em níveis compatíveis com a responsabilidade desses profissionais.

Carlos Orlando Pasqualotto Fett Sparta de Souza
Presidente do CREMERS

Gerson Junqueira Jr.
Presidente da AMRIGS

Marcos Rovinski
Presidente do SIMERS

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