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segunda-feira, 6 de março de 2023

Assessor de Lula quer manter navios iranianos no Brasil



Chefe da Assessoria Especial do ex-presidiário Lula, o ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, defendeu a permanência dos navios iranianos no Porto do Rio de Janeiro. Ele disse que a decisão é correta e respaldada em normas de Direito internacional. “É uma decisão soberana nossa, do Brasil”, declarou Amorim. O país autorizou, no domingo 26, dois navios da Marinha do Irã a permanecerem no Rio de Janeiro até 4 de março. Diversos países se recusaram a permitir a entrada das embarcações iranianas.

Aliás, o Brasil não apenas deu porto aos navios, como membros do governo brasileiro participaram, na terça-feira 28, de uma solenidade em alusão aos 120 anos de relações diplomáticas entre os dois países. A cerimônia foi a bordo da fragata Iris Dena. 

“O Brasil é uma nação soberana, mas acreditamos firmemente que esses navios não devem atracar em lugar nenhum”, disse a embaixadora americana, Elizabeth Bagley, no dia 15. Na quarta-feira 1º, o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Ned Price, reiterou a crítica. O governo de Israel emitiu nota na qual chamou de “perigosa e lamentável” a ação brasileira e pediu para o Brasil “seguir os passos” dados por União Europeia, Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão e chamar o “regime iraniano pelo que realmente é: uma entidade terrorista”.

A fragata Iris Dena escolta o Iris Makran, considerado um “monstro do mar”, com 230 metros e cerca de 120 mil toneladas. Mais que um petroleiro convertido em porta-helicópteros, a embarcação pode lançar drones de grande porte, armados com mísseis ou de espionagem. Segundo o Departamento de Defesa norte-americano, o Iris Makran abriga a bordo um avançado centro eletrônico de coleta de dados, escuta de comunicações e vigilância de área.

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