
A Justiça do Rio de Janeiro revogou, nesta quinta-feira, 9, a prisão do ex-governador do Rio de Janeiro, o ultracorrupto emedebista Sérgio Cabral. A medida será substituída por ações cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, apreensão do passaporte e comparecimento mensal à Justiça. A decisão se refere à Operação Calicute, que levou Sérgio Cabral à prisão em 2016. O pedido da defesa foi aceito por quatro dos sete desembargadores que votaram durante a sessão no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). Anteriormente, Sérgio Cabral já havia conseguido uma vitória na Justiça do Paraná, quando recebeu o direito de recolhimento noturno.
O político é acusado de liderar um esquema de corrupção no governo do Rio de Janeiro. Ele passou seis anos preso e acabou solto em 2022, por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa não é a primeira vez que a Justiça concede uma decisão favorável ao ex-governador. Em dezembro do ano passado, a magistrada Gabriela Hardt determinou a expedição do alvará de soltura de Sérgio Cabral.
O político permaneceu preso por seis anos e era o último dos condenados na Operação Lava Jato que ainda cumpria pena em regime fechado. Ele foi condenado em 23 ações penais, que acumulam mais de 400 anos de prisão. A principal acusação é de ter chefiado uma quadrilha responsável por fraudar centenas de licitações públicas no Rio de Janeiro.
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