A Justiça do Rio de Janeiro aceitou, na tarde desta quinta-feira, 19, o pedido de recuperação judicial do gigante do varejo Americanas. O juiz Paulo Assed Estefan, da 4ª Vara Empresarial do Rio, deu 48 horas para que a empresa apresente a lista completa de credores e os detalhes da dívida. Devido a esse pedido de recuperação judicial, conforme a legislação brasileira, a Bolsa de Valores expurgou as ações do grupo e elas já não serão comercializadas no pregão desta sexta-feira. Ou seja, as ações micaram, não valem mais nada.
A Americanas declarou dívidas de R$ 43 bilhões, com um total de 16,3 mil credores. Até o terceiro trimestre de 2022, data do balanço financeiro mais recente, a empresa informava ter um endividamento bruto de R$ 19,3 bilhões. Esse comunicado ocorreu antes da revelação do gigantesco rombo financeiro.
A partir de agora, nenhuma dívida pode ser executada no prazo de 180 dias. A varejista tem a obrigação de apresentar ao juiz, em até dois meses, uma proposta de recuperação que deverá ser aprovada pelos credores. O pedido é o quarto maior caso já registrado no país, perdendo apenas para as recuperações judiciais da muito corrupta Odebrecht (R$ 80 bilhões), da Oi (R$ 65 bilhões) e da Samarco (R$ 65 bilhões).
Conhecida no mercado, a Americanas é uma das maiores redes varejistas da América Latina. É controlada pelo trio Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira. Estão em curso investigações para saber se houve uma fraude nas contas da companhia.

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