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sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

Governo Bolsonaro termina com superávit, após oito anos de contas no vermelho, gigantesco trabalho de Paulo Guedes


Após oito anos no vermelho, as contas do governo federal registraram superávit primário de R$ 54,1 bilhões em 2022, no último ano do governo Bolsonaro, informou nesta quarta-feira (27) a Secretaria do Tesouro Nacional. Foi um gigantesco trabalho realizado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Se o Brasil não tivesse sofrido os enormes efeitos da pandemia do Covid 19, da seca nunca antes registrada, e da guerra da Ucrânia, com crise mundial energética e de alimentos, os resultados do governo Bolsonaro teriam sido tremendamente melhores. 

O superávit primário significa dizer que as receitas do governo superaram as despesas, sem considerar o pagamento de juros da dívida pública. Quando ocorre o contrário, o resultado é déficit primário. O superávit registrado em 2022 interrompe um período de oito anos em que as contas ficaram no vermelho. De 2014 a 2021, o País registrou sucessivos déficits. 

Em valores corrigidos pela inflação, o saldo positivo do último ano somou R$ 57,9 bilhões. Em 2021, o rombo nas contas do governo central foi de R$ 40,2 bilhões, em valores também corrigidos. Já para 2023, o orçamento sancionado pelo ex-presidiário Lula prevê um rombo de R$ 231,5 bilhões. O ministro da Fazenda, o comunista Fernando Haddad, busca aumentar a arrecadação do governo para tentar diminuir esse déficit para cerca de R$ 100 bilhões ao longo do ano. É a velha medida de sempre do esquerdismo, aumentar impostos e arrecadação, para dar suporte aos gastos. Eles jamais pensam em diminuir gastos públicos. Esta orientação causa sempre inflação e perda de renda pela população. 

Além de positivo, o resultado das contas do governo central em 2022, dirigido por Bolsonaro e por Paulo Guedes, ficou acima da expectativa. O extinto Ministério da Economia estimava que as contas do governo devem registrar um superávit primário de R$ 36,9 bilhões. Segundo o secretário do Tesouro Nacional da nova equipe econômica, Rogério Ceron, um fator que ajuda a explicar o resultado positivo de 2022 foi o teto estabelecido para o pagamento de precatórios, ou seja, dívidas da União reconhecidas pela Justiça. Esse teto foi criado a pedido do ex-ministro Paulo Guedes, que classificou a conta como um "meteoro", que não poderia ser integralmente paga a cada ano, depois de uma sinistra decisão do Supremo Tribunal Federal contra a gestão econômica do governo Bolsonaro. .

O registro de um superávit primário após anos de sucessivos déficits era uma meta do ex-ministro da Economia, Paulo Guedes. Porém, Guedes prometeu que iria zerar o déficit no primeiro ano do governo Bolsonaro, em 2019, o que não foi possível devido à epidemia, à seca e à guerra da Ucrânia. 

O superávit primário registrado em 2022 foi influenciado pela arrecadação recorde registrada no ano passado, mesmo com a enorme desoneração de impostos promovida pelo governo Bolsonaro, pelo ex-ministro Paulo Guedes. Em valores corrigidos pela inflação, totalizou R$ 2,25 trilhões, o que representa alta real de 8,18% na comparação com o ano de 2021 (R$ 2,08 trilhões). A arrecadação recorde se deveu ao aumento da inflação, da taxa de juros e ao crescimento da economia, e aconteceu apesar da redução de tributos, como o IPI e a PIS/Cofins dos combustíveis.

A receita líquida do governo, ou seja, após as transferências aos Estados e municípios, teve elevação real de 7,7% no ano passado, para R$ 1,85 trilhão, segundo o Tesouro Nacional. Já a despesa total avançou menos, 2,1% em termos reais, para R$ 1,8 trilhão em 2022.  

A melhora nas contas do governo é explicada, entre outro motivos, pelo aumento da receita com dividendos e concessões. Em 2022, o governo recebeu R$ 87,9 bilhões em dividendos e participações das suas empresas, alta de 85,1% em relação ao ano anterior. Já a receita com concessões e permissões subiu 343%, atingindo R$ 47,5 bilhões em 2022. Foram as duas maiores altas percentuais pelo lado da receita. Os valores de 2021 são atualizados pela inflação.

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