Após oito anos no vermelho, as contas do governo federal registraram superávit primário de R$ 54,1 bilhões em 2022, no último ano do governo Bolsonaro, informou nesta quarta-feira (27) a Secretaria do Tesouro Nacional. Foi um gigantesco trabalho realizado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Se o Brasil não tivesse sofrido os enormes efeitos da pandemia do Covid 19, da seca nunca antes registrada, e da guerra da Ucrânia, com crise mundial energética e de alimentos, os resultados do governo Bolsonaro teriam sido tremendamente melhores.
O superávit primário significa dizer que as receitas do governo superaram as despesas, sem considerar o pagamento de juros da dívida pública. Quando ocorre o contrário, o resultado é déficit primário. O superávit registrado em 2022 interrompe um período de oito anos em que as contas ficaram no vermelho. De 2014 a 2021, o País registrou sucessivos déficits.
Em valores corrigidos pela inflação, o saldo positivo do último ano somou R$ 57,9 bilhões. Em 2021, o rombo nas contas do governo central foi de R$ 40,2 bilhões, em valores também corrigidos. Já para 2023, o orçamento sancionado pelo ex-presidiário Lula prevê um rombo de R$ 231,5 bilhões. O ministro da Fazenda, o comunista Fernando Haddad, busca aumentar a arrecadação do governo para tentar diminuir esse déficit para cerca de R$ 100 bilhões ao longo do ano. É a velha medida de sempre do esquerdismo, aumentar impostos e arrecadação, para dar suporte aos gastos. Eles jamais pensam em diminuir gastos públicos. Esta orientação causa sempre inflação e perda de renda pela população.
Além de positivo, o resultado das contas do governo central em 2022, dirigido por Bolsonaro e por Paulo Guedes, ficou acima da expectativa. O extinto Ministério da Economia estimava que as contas do governo devem registrar um superávit primário de R$ 36,9 bilhões. Segundo o secretário do Tesouro Nacional da nova equipe econômica, Rogério Ceron, um fator que ajuda a explicar o resultado positivo de 2022 foi o teto estabelecido para o pagamento de precatórios, ou seja, dívidas da União reconhecidas pela Justiça. Esse teto foi criado a pedido do ex-ministro Paulo Guedes, que classificou a conta como um "meteoro", que não poderia ser integralmente paga a cada ano, depois de uma sinistra decisão do Supremo Tribunal Federal contra a gestão econômica do governo Bolsonaro. .
O registro de um superávit primário após anos de sucessivos déficits era uma meta do ex-ministro da Economia, Paulo Guedes. Porém, Guedes prometeu que iria zerar o déficit no primeiro ano do governo Bolsonaro, em 2019, o que não foi possível devido à epidemia, à seca e à guerra da Ucrânia.
O superávit primário registrado em 2022 foi influenciado pela arrecadação recorde registrada no ano passado, mesmo com a enorme desoneração de impostos promovida pelo governo Bolsonaro, pelo ex-ministro Paulo Guedes. Em valores corrigidos pela inflação, totalizou R$ 2,25 trilhões, o que representa alta real de 8,18% na comparação com o ano de 2021 (R$ 2,08 trilhões). A arrecadação recorde se deveu ao aumento da inflação, da taxa de juros e ao crescimento da economia, e aconteceu apesar da redução de tributos, como o IPI e a PIS/Cofins dos combustíveis.
A receita líquida do governo, ou seja, após as transferências aos Estados e municípios, teve elevação real de 7,7% no ano passado, para R$ 1,85 trilhão, segundo o Tesouro Nacional. Já a despesa total avançou menos, 2,1% em termos reais, para R$ 1,8 trilhão em 2022.
A melhora nas contas do governo é explicada, entre outro motivos, pelo aumento da receita com dividendos e concessões. Em 2022, o governo recebeu R$ 87,9 bilhões em dividendos e participações das suas empresas, alta de 85,1% em relação ao ano anterior. Já a receita com concessões e permissões subiu 343%, atingindo R$ 47,5 bilhões em 2022. Foram as duas maiores altas percentuais pelo lado da receita. Os valores de 2021 são atualizados pela inflação.

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