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segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Setor de petróleo e gás está mais aquecido do que nunca



A produção brasileira de petróleo nos campos da camada pré-sal deverá somar, até 2032, cerca de 7,7 bilhões de barris de petróleo dentro do regime de partilha, com a destinação de 1,9 bilhão de barris para a União. A estimativa da Pré-Sal Petróleo (PPSA), empresa ligada ao Ministério de Minas e Energia, foi mostrada no dia 29 de novembro pelo diretor-presidente da estatal, Eduardo Gerk, durante a abertura do 5º Fórum Técnico Pré-Sal Petróleo. O polígono do pré-sal vai do litoral norte de Santa Catarina até o sul do Espírito Santo, com uma área exploratória de 149 mil quilômetros quadrados (km²), a uma profundidade de até 7 mil metros.

Nos contratos de partilha, os custos da operação de exploração de petróleo são descontados do valor total extraído e o excedente de óleo que ultrapassar esse valor de custo é partilhado entre a empresa ou consórcio vencedor da licitação da área e a União. Segundo a Gerk, o palpite se baseia nos 19 contratos somados aos campos que estão próximos a entrar em operação, e 80% desse volume vêm de campos que já têm declaração de comercialidade.

“Nós temos uma impressionante subida na produção dos poços do petróleo, saindo em 2023 da ordem de 800 mil barris por dia e atingindo perto de 3 milhões de barris por dia lá por volta de 2029, 2030. Já tínhamos apresentado isso no ano passado e estamos ratificando esses números. Fizemos a segmentação entre o que já tem declaração de comercialidade e o que não tem, mas 80% da produção já está praticamente garantida”. O diretor ainda destacou que a estimativa de produção total de petróleo no Brasil para o ano de 2029 é de 5,4 milhões de barris de petróleo por dia, sendo mais da metade disso proveniente do regime de partilha do pré-sal. “No próprio ano de 2029, dos 5,4 milhões de barris nós temos 4,3 milhões vindo de todo o pré-sal. Então, quando a gente chega no ponto máximo, há uma produção de petróleo de 2,9 milhões nos contratos de partilha de produção, dos quais a PPSA é responsável por gerir e comercializar esse petróleo. Desse petróleo todo, a parcela da União chega a um patamar perto de um milhão de barris por dia em 2031”. 

Segundo Eduardo, esse fato fará a União ter uma produção de petróleo diária comparável a países como China, Colômbia, Reino Unido e Venezuela. Ele informou, ainda, que a arrecadação prevista com a venda do óleo da União pode chegar a US$ 29,4 bilhões em 2031, acumulando US$ 157 bilhões até 2032. “O recolhimento com royalties acumulados será da ordem de RS$ 100 bilhões até 2032 e com tributos sobre o lucro das empresas a cifra é da ordem de RS$ 87 bilhões”, completa o executivo. Com isso, as receitas destinadas aos cofres públicos serão de US$ 344 bilhões na próxima década.

Os investimentos previstos para os anos são de US$ 72,5 bilhões, com a necessidade de 21 navios-plataforma (FPSO - Floating Productions Storage and Offloading) e 319 poços, entre produtores, injetores e de exploração.

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