Morreu no sábado, 29 de outubro, o ex-terrorista ultraesquerdista Diógenes de Oliveira, o principal protagonista do maior escândalo de corrupção investigado e confirmado por CPI da Assembleia do Rio Grande do Sul, envolvendo diretamente o governo do Exterminador do Futuro, Olívio Dutra, do PT. Diógenes de Oliveira foi o fundador do famigerado Clube da Cidadania, que contava com a participação de quase toda a alta nomenklatura do petismo gaúcho, inclusive o filho do próprio governador petista. Essa entidade visava formar caixa 2 para o PT e foi denunciada e estourada na CPI da Segurança Pública. Essa CPI foi convocada cinco pessoas que se encarregaram de redigir seu requerimento inicial: o jornalista Luis Milman, o advogado e juiz de Direito aposentado Luiz Francisco Correa Barbosa, os delegados Wilson e Newton Muller Rodrigues e o presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul, Jair Krischke. Esse grupo tomou a iniciativa de solicitar a formação da CPI tão logo saiu do gabinete do então governador Olivio Dutra, onde havia ido para denunciar a existência de corrupção e de um esquadrão da morte na Brigada Militar atuando na região metropolitana de Porto Alegre. As denúncias foram repelidas pelo então vice-governador petista trotskista Miguel Rosseto, o qual foi na lata chamado de corrupto pelo advogado Luiz Francisco Correa Barbosa, que o acusou de receber dinheiro do jogo do bicho.
Durante a CPI, o ponto alto foi o depoimento de Diógenes de Oliveira, presidente do famigerado Clube da Cidadania. A denúncia original desse clube e de suas atividades tinha sido levada ao Movimento de Justiça e Direitos Humanos pelo jornalista Vitor Vieira, editor de Videversus. No passo seguinte, a denúncia foi apresentada para equipe do jornalismo da RBS TV. Esta equipe comunicou dias depois que havia sido autorizada pela alta direção da RBS a prosseguir nas investigações. Mas todo o material foi engavetado. A RBS acabou sendo altamente beneficiada com verbas públicas nesse governo. Quando explodiu a CPI da Segurança Pública, a RBS não teve outra maneira de continuar escondendo o material das investigações que já havia realizado.
O ponto alto da CPI foi o dia do depoimento de Diógenes de Oliveira, que durou cerca de 12 horas, no Plenarinho da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, sendo retransmitido ao vivo por rádios e televisões. O último deputado a interrogar o ex-terrorista Diógenes de Oliveira foi Francisco Appio. Como já era tarde, ele propôs ao depoente que respondesse apenas com "sim" ou "não" ao conjunto de perguntas que havia elaborado. Lá pelas tantas, uma das perguntas, ao ser respondida, implicaria na culpabilização de Diógenes de Oliveira. Então ele simulou um mal estar, foi levado a uma sala lateral do plenarinho e dali conduzido ao Hospital de Cardiologia. A CPI ganhou impulso, fez uma operação de busca e apreensão na casa e agência de viagens de Diógenes de Oliveira e encontrou suas cadernetas pessoais com anotações, contendo o apelido de políticos petistas e de empresários e doleiros. Também foi detonador o surgimento da uma gravação feita pelo delegado Luiz Fernando Tubino, já falecido, que tinha sido chefe de Polícia do governo petista, de conversa com Diógenes, na qual o ex-terrorista dizia com todas as letras que era o arrecadador mensal do governo Olívio, com autorização do governador petista, do dinheiro dos bicheiros, que deveria ser arrecadado mensalmente pelos delegados de polítcia. Isso acabou definitivamente com o manto de probidade do petismo gaúcho, que passou a ser visto como totalmente corrupto.
O tribunal "revolucionário" decidiu ordenar a execução de Charles Chandler porque precisava de publicidade para seus atos terroristas. O brazilianista Thomas E. Skidmore afirma que o militar americano estava no Brasil se preparando para dar aulas de português em West Point, a academia militar americana.
Em setembro de 1968, Marco Antônio Braz de Carvalho, o “Marquito”, homem de confiança de Carlos Marighella – que dirigia o Agrupamento Comunista de São Paulo (AC/SP), futura Ação Libertadora Nacional (ALN) -, e que fazia a ligação com a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), levou para Onofre Pinto (“Augusto”; “Ribeiro”; “Ari”; “Bira”; “Biro”), então coordenador geral da VPR, a possibilidade de realizar uma ação de "justiçamento". No início de outubro, um “tribunal revolucionário”, integrado por três dirigentes da VPR, Onofre Pinto como presidente e João Carlos Quartim de Moraes e Ladislau Dowbor como membros, condenou o Capitão Chandler à morte.
Através de levantamentos realizados pela terrorista Dulce Maia, apurou-se, sobre a futura vítima, seus horários habituais de entrada e saída de casa, costumes, roupas que costumava usar, aspectos de sua personalidade e dados sobre os familiares e sobre o local em que residia, numa casa da Rua Petrópolis, nº 375, no tranqüilo e bucólico bairro do Sumaré, em São Paulo. Foi escolhido o grupo de execução, integrado por Pedro Lobo de Oliveira, Diógenes José Carvalho de Oliveira e Marco Antônio Braz de Carvalho, o Markito. Esse era o queridinho das esquerdas do Rio Grande do Sul, um tipo que também andou envolvido com guerrilhas e governos comunistas corruptos da África.
Curiosamente, e ironicamente, um dia depois da morte de Diógenes de Oliveira, morreu também em Porto Alegre o ex-deputado Francisco Appío, que foi o ultimo interrogador do ex-terrorista na CPI da Segurança Pública e que fez desmoronar o castela de cartas do petismo gaúcho, o qual até aquele momento se apresentava como incorruptível. Não só era corrupto, como era muito corrupto, o que ficou também comprovado com roubo no Orçamento Participativo na prefeitura de Porto Alegre, e também no roubo de milhões de reais nos contratos do lixo da capital gaúcha.

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