
O ministro aposentado Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta quinta-feira, 27, que votará em Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições. Ele anunciou o voto em artigo intitulado "Por Que Bolsonaro?", enviado a veículos de imprensa. Mello relembrou o caso do ex-presidiário Lula e disse que, como ex-juiz, não pode “subscrever o nome de quem durante oito anos foi presidente da República e teve o perfil político manchado pelos célebres casos Mensalão e Lava Jato”. O ministro aposentado explicou que o entendimento dos colegas sobre a incompetência de foro — se o petista devia ser julgado em Brasília ou no Paraná — levou à anulação dos processos que Lula respondia por acusação de corrupção e lavagem de dinheiro. Mello foi voto vencido. “Mas o Supremo, na voz da sempre ilustrada maioria, bateu o martelo, vindo a ressuscitar, politicamente, o candidato Lula, gerando polarização que inviabilizou terceira via. O absolveu? A resposta é desenganadamente negativa”.
No primeiro turno, Mello diz que votou em Ciro Gomes. “Nestas eleições, anunciei que votaria em quem estivesse, nos levantamentos, em terceiro lugar. O voto foi, no primeiro turno, em Ciro Gomes, candidato que tão bem conhece, como poucos, as entranhas brasileiras”, diz o ministro em seu artigo.
Ainda, o ex-ministro destacou o bom resultado nas urnas de ex-ministros que trabalharam durante o governo Bolsonaro e que conseguiram se eleger para a Câmara dos Deputados e para o Senado. “Eis as razões pelas quais, no domingo, 30 de outubro de 2022, embora aos 76 anos de idade o voto não seja obrigatório, cumprirei o direito-dever de eleger o representante maior, sufragando o nome do candidato Jair Messias Bolsonaro, que vem de obter expressiva vitória nas eleições para a Câmara dos Deputados e Senado da República, com vários ex-ministros eleitos, destacando-se a figura ímpar do vice-presidente Mourão, senador pelo brioso Estado do Rio Grande do Sul”, diz o ministro aposentado.
O ministro Paulo de Tarso Sanseverino, do Tribunal Superior Eleitoral, censurou uma fala do ex-ministro Marco Aurélio Mello usada pela propaganda do presidente Jair Bolsonaro. No trecho suprimido pela Corte, Marco Aurélio Mello diz que Lula não foi inocentado. A declaração foi concedida ao Jornal da Band.
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