
Agora, o governo mineiro poderá elaborar uma proposta de ajuste fiscal a ser discutida com o Tesouro Nacional. O Regime de Recuperação Fiscal permitirá o parcelamento de cerca de R$ 30 bilhões da dívida com a União, cujo pagamento está suspenso desde 2018 por liminar do Supremo Tribunal Federal (STF).A adesão de Minas Gerais ao Regime de Recuperação Fiscal só foi possível porque o ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu, no último dia 1º, uma decisão que permite ao governo estadual pedir a inclusão no programa sem a necessidade de uma aprovação de uma lei pela Assembleia Legislativa de Minas. Há anos, o plano de ajuste de gastos está parado no Legislativo local porque os deputados resistem a aprovar aspectos da proposta, como um plano de privatização de estatais mineiras.
Atualmente, Rio de Janeiro e Goiás fazem parte do Regime de Recuperação Fiscal. Goiás está no programa desde dezembro do ano passado. O Rio de Janeiro está no RRF desde 2017 e, no mês passado, fechou acordo com a União para continuar no regime especial, com a promessa de reequilibrar as contas locais nos próximos dez anos.
No mês passado, o governo federal homologou o plano de recuperação fiscal do Rio Grande do Sul. O plano permite que o Estado volte a pagar, de forma escalonada, a dívida da União, cujo pagamento estava suspenso por liminar do Supremo Tribunal Federal desde julho de 2017. Em troca, o governo gaúcho deverá executar um programa de ajuste fiscal que prevê desestatizações e reformas para reduzir os gastos locais.

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