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domingo, 24 de julho de 2022

Petrobras põe à venda terrenos do Comperj, um dos maiores símbolos da corrupção petista

Foi aberto na última terça-feira (19) pela estatal brasileira Petrobras, uma consulta formal ao mercado, para avaliar o interesse de empresas em adquirir terrenos no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), de propriedade da petroleira em Itaboraí (RJ). De uma área total terraplanada com cerca de 3 km², a estatal possui 2,1 km² disponíveis para potencial negociação e informa que a partir das manifestações de interesse, a companhia vai avaliar os modelos de maior potencial para a oferta dos terrenos disponíveis. 

A Petrobras está empenhada na região no desenvolvimento do Polo GasLub, no qual receberá o Projeto Integrado Rota 3. A construção envolve um gasoduto e infraestrutura de processamento com capacidade para 21 milhões de m³/dia de gás natural do pré-sal da Bacia de Santos. Além do Projeto Rota 3, a Petrobras planeja construir uma termelétrica na região e a integração dos ativos do Polo GasLub à refinaria Reduc, em Duque de Caxias (RJ), para a produção de óleos lubrificantes básicos e combustíveis. O  Comperj foi um dos maiores símbolos de desperdício de recursos e corrupção da história da estatal durante o regime muito corrupto da organização criminosa do PT e seus asseclas. 

O Comperj inicialmente foi concebido como um complexo petroquímico e se tornou posteriormente num projeto de refino. Inicialmente, o plano da Petrobras era construir dois trens de 165 mil barris/dia cada, mas o projeto foi abandonado. Infelizmente a refinaria foi abandonada com mais de 80% das obras executadas e já tendo absorvido investimentos de mais de US$ 13 bilhões. A construção da refinaria do Comperj foi interrompida em 2015, em meio aos desdobramentos da Lava Jato. Depois do escândalo de corrupção e sem dinheiro em caixa a Petrobras decidiu que só retomaria as obras da refinaria se conseguisse uma sócia.

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