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quinta-feira, 21 de julho de 2022

Médicos levam calote da prefeitura de Santana do Livramento


O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) anunciou na noite desta quarta-feira, 20, a decisão dos médicos que prestam serviços na Santa Casa de Misericórdia de Livramento de manter a rescisão de contrato e paralisações aos atendimentos na instituição. Os médicos afirmam que após ter tido seus salários do mês de abril e maio em atraso, além do mês de dezembro de 2020, decidiram que entregariam a sua carta de rescisão de contrato e cumpririam o aviso prévio de 30 dias, que se encerra a partir do dia 20 de julho e dias subsequentes de acordo com a entrega da carta de rescisão das especialidades.

A administração da Santa Casa alegou falta de recursos para cumprir com os seus compromissos e pagamento dos salários dos médicos. Nos últimos 30 dias, conseguiu quitar o salário dos profissionais do mês de abril. No entanto, no último dia 20, veio a somar a falta de quitação integral do mês de junho.

Na última semana, em audiência mediada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, a Santa Casa e a prefeitura apresentaram uma proposta do pagamento do salário de maio dividido em sete parcelas, e o de junho integralmente até o final do mês de julho. Este pagamento seria possível mediante um adiantamento do valor repassado da prefeitura para a administração hospitalar nesta semana. 

Em nenhum momento, a administração da Santa Casa e prefeita, Ana Tarouco, fez menção às dívidas passadas da categoria, referente aos anos de 2016, 2017, 2018 e 2019. A prefeita alega que não irá debater e assumir dívidas passadas, desconsiderando os passivos dos profissionais dos anos anteriores. Ou seja, ela consagrou o calote da administração municipal nos médicos. 

Em assembléia geral, os médicos afirmaram que mais uma vez não foram respeitados como profissionais e que cumprem os seus compromissos de prestação de serviço, acrescentando que permanecerão com a decisão de encerrar o aviso prévio nesta quarta-feira (20) e quinta-feira (21). No entanto, a categoria apresenta nova proposta para que os serviços não sejam paralisados:
1. Pagamento integral do mês de maio e junho do corrente ano.
2. Confissão de dívida dos anos passados, começando com o pagamento de dezembro de 2020, em até 6 parcelas com o primeiro pagamento até 25/08/2022.
A decisão foi deliberada em assembleia geral extraordinária, que contou com a presença de 20 profissionais, na noite de terça-feira, 19. 

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