
Controlada pelo governo russo, a Gazprom, uma das maiores empresas de gás natural do mundo, anunciou nesta segunda-feira, 25, que está desacelerando outra turbina no Gasoduto Nord Stream 1 para a Alemanha e que os fluxos de gás cairão para o equivalente a apenas um quinto da capacidade normal. O novo golpe no fornecimento ocorre em um momento de alta tensão, em que a Alemanha está à beira da recessão e os países europeus estão preocupados com os atuais gastos energéticos de armazenamento para o inverno. A União Europeia acusou a Rússia de recorrer à chantagem energética, enquanto o Kremlin diz que a interrupção do gás foi causada por problemas de manutenção e efeito das sanções ocidentais.
No anúncio desta segunda-feira, a Gazprom disse que estava interrompendo a operação de outra turbina a gás da Siemens, na estação de compressão de Portovaya, do Gasoduto Nord Stream 1, levando em consideração a condição técnica do motor. Com isso, conforme a estatal, a partir das 4 horas da quarta-feira, 27, o fornecimento cairá para 33 milhões de metros cúbicos por dia. Isso é apenas metade dos fluxos atuais, já com apenas 40% da capacidade normal. A Alemanha foi forçada, na semana passada, a resgatar a Uniper, sua maior empresa importadora de gás da Rússia.
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