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domingo, 31 de julho de 2022

Ditadura comunista de Cuba anuncia apagões na capital para evitar colapso no sistema


A capital de Cuba, Havana, iniciará apagões de eletricidade em agosto à medida que a crise energética do país se agrava, segundo informou a mídia estatal no sábado, 30. Por enquanto, segundo o cronograma de cortes de energia, cada um dos seis municípios de Havana terá sua eletricidade cortada a cada três dias durante o horário de pico, de acordo com o jornal local do Partido Comunista, Tribuna de la Habana. A capital, que abriga um quinto da população de mais de 11 milhões de habitantes e é o centro da atividade econômica de Cuba, tinha sido poupada dos cortes diários de energia de quatro ou mais horas que o resto da ilha sofre há meses. 

Os apagões refletem uma crise econômica cada vez mais profunda, que começou com novas sanções dos Estados Unidos à ilha em 2019 e piorou com a pandemia que destruiu o turismo e, em seguida, a invasão da Ucrânia pela Rússia. O aumento dos preços de alimentos, combustíveis e transporte expôs a dependência de importação e vulnerabilidades, como uma infraestrutura decadente. A economia do país caiu 10,9% em 2020, recuperando apenas 1,3% no ano passado. O chefão do Partido Comunista de Havana, Luis Antonio Torres, anunciou também outras medidas, como férias em massa para fechar empresas estatais, trabalho remoto e um corte de 20% nas alocações de energia para empresas privadas com alto consumo.

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