Estima-se que sejam descartadas em torno de 6 bilhões de cascas de ovo por ano no mundo, o que é um grande desperdício. Os pesquisadores realizaram uma série de testes e estudos e comprovaram que o novo fertilizante é tão eficaz, e chega a ser superior, a marcas que já são usadas nas lavouras hoje em dia. Saiba mais sobre essa invenção nacional.
A técnica para produzir o fertilizante é inédita e utiliza um processo de moagem mecanoquímico, no qual os materiais são moídos e promovem uma reação entre si a partir dos compostos gerados por meio da fricção e energia do movimento. Os moinhos são compostos de esferas de alta energia com fosfatos de potássio que vão promover as reações químicas com a movimentação para produzir o fertilizante. A quebra do fosfato de cálcio com os componentes da casca do ovo conseguem fornecer fósforo, potássio e cálcio ao solo, estimulando o crescimento da planta de modo sustentável e econômico. Isso pode beneficiar as lavouras de milho, soja e outras do agronegócio de uma forma nunca vista.
“O principal constituinte do amianto é o carbonato de cálcio (CaCO3), que por sua vez também é o principal constituinte das cascas de ovos. Então, pensamos que por apresentar composição química parecida, as cascas de ovos também poderiam ser aproveitadas para produção de fertilizantes ecológicos inteligentes. Ou seja, fertilizantes que sejam produzidos a partir de resíduos ou rejeitos e apresentem maior eficácia agronômica quando comparados com fertilizantes convencionais”. O pesquisador responsável pelo estudo aponta que o método usado é sustentável não só pelo uso da casca de ovo para reaproveitamento, mas também porque o processo economiza água e evita formação de resíduos indesejáveis ao final do processo. Ele explica que o processo de moagem diferenciado não emprega água, tornando a produção mais rápida e econômica.
Além disso, tudo que é produzido durante a reação química é natural e não tóxico ao ser humano ou às plantas, evitando assim a necessidade de purificação. Dessa forma, um ciclo de reaproveitamento se fecha, usando subprodutos de grandes empresas descartados, para produzir um novo composto aplicado em lavouras e no agronegócio. Isso tudo sem prejudicar o meio ambiente na produção, tornando sustentável. O novo produto é menos solúvel em água, o que o torna ainda mais eficiente.

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