Assim como Nadico, Darci da Loja (PSB), prefeito de Carmo de Minas, no Sul, diz que tanto na cidade quanto na região a preferência do eleitorado, inclusive dele, é por Zema e Bolsonaro. “O meu partido está mais próximo a Lula, mas eu não. Sou mais Bolsonaro mesmo. A gente até vai trabalhar mais para os nossos deputados, mas, no particular, na região, seria mais Bolsonaro e Zema mesmo”, admite.
A preferência por Zema, amparada pela regularização dos repasses constitucionais de recursos de ICMS, Fundeb e Saúde aos Municípios até então retidos, supera a por Bolsonaro. “Sou prefeito há cinco anos e meio, e, nossa, foi uma lástima, mas Zema veio e acertou todas as contas que estavam devendo para nós na Prefeitura. Por quê? É na Prefeitura que acontecem as verdadeiras histórias”, afirma o prefeito de Arceburgo, também no Sul, Gilson Mello (PL). Mello observa que “Zema ganha em todas as cidades menores e, nas maiores, há uma divergência entre Zema e Kalil”.
Embora seja correligionário de Bolsonaro, o prefeito de Arceburgo confessa que ainda aguarda por uma pré-candidatura à presidência de terceira via. “Mas que venha com força e propostas”, pontua. “A gente percebe que vai ter pessoas votando em um governador, em um senador e em um presidente diferentes, não vão estar votando em um bloco inteiro. O meu governador é Zema, e o senador é Alexandre Silveira”, diz, em referência ao pré-candidato ao Senado de Kalil, adversário de Zema.
Inclusive o prefeito de Poço Fundo, Rosiel de Lima (PT), admite o capital político já consolidado do governador Romeu Zema (Novo) no Sul de Minas. “Ele não está pagando a dívida do Estado (com a União) e, com isso, está com repasses em dias para os municípios”, avalia. “Acredito que vai polarizar entre Zema e Kalil. E o Kalil precisará mostrar muita coisa para conseguir derrotar o governador. E não acredito que os demais possam crescer muito”, completa. Ainda que o apoio do PT ao ex-prefeito de Belo Horizonte já seja formal, Rosiel não quis declarar apoio a Kalil.
A tendência confirma os números da pesquisa DATATEMPO realizada entre 30 de abril e 5 de maio, quando 2.000 entrevistas domiciliares foram feitas - TRE MG-01720/2022. Zema lidera a preferência do eleitorado das regiões Sul e Sudoeste com 60,78% das intenções de voto. Lá, o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), e o senador Carlos Viana (PL) somam, respectivamente, 4,7% e 4,3% das intenções de voto. A margem de erro é de 2,19 pontos percentuais.
A única certeza para o prefeito de Carbonita, já no Vale do Jequitinhonha, Nico Moraes (PSDB), é por Zema. “Acho que o momento agora não é de troca. A gente tem que pensar sempre pra frente. Não pode voltar atrás para às vezes acontecer o que aconteceu lá atrás. A gente vê que está tendo uma gestão muito sincera, muito honesta e com muita cautela do governador Zema”, justifica, sem lembrar a pré-candidatura de Pestana. Questionado sobre a presidência, Moraes diz que, até o momento, acompanha Bolsonaro, mas está atento a uma candidatura de terceira via.
Já o prefeito de Itaobim, também no Jequitinhonha, Fabiano Fernandes (União Brasil), afirma que vai fazer coro ao “bolsozema”. “Eu apoio o Zena totalmente Zema e Bolsonaro. Não somos desse lado esquerdista. O governador está mostrando trabalho, e os Municípios estão vendo isso”, argumenta.

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