Assine Vitor Vieira Jornalismo

quinta-feira, 19 de maio de 2022

Paulo Guedes afirma que o pior da inflação já passou



O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira (19), em um evento em São Paulo, que o Brasil já saiu do "inferno" da inflação e que é "natural" ele continuar no cargo em um eventual segundo mandato do presidente Jair Bolsonaro. O Ministério da Economia projeta inflação de 7,9% para este ano. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação em abril registrou alta de 1,06%, a maior para o mês desde 1996.

"Está faltando manteiga na Holanda, tem gente brigando na fila da gasolina no interior da Inglaterra, que teve a maior inflação dos últimos 40 anos e vai ter dois dígitos já, já. Eles estão indo para o inferno. Nós já saímos do inferno, conhecemos o caminho e sabemos como se sai rápido do fundo do poço", declarou Paulo Guedes em evento da Arko Advice e Traders Club.

Puxado principalmente pela alta dos preços dos combustíveis, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do País, atingiu 12,13% nos últimos 12 meses até abril, maior inflação para o período de 1 ano desde outubro de 2003.

Ainda no evento desta quinta-feira, Paulo Guedes disse ser "natural" continuar no cargo de ministro se o presidente Jair Bolsonaro for reeleito. "Se essa coalizão seguir, é natural que eu ajude, que eu apoie, que eu esteja lá", declarou. "Em um aliança de liberais conservadores, vão apoiar, vão acelerar privatizações, vamos zerar o IPI, vamos aprofundar o choque de energia barata. Se essa for a música, vou correndo atrás. Se a música mudar, estou velhinho, estou cansado, não consigo tirar férias. Mas parece que a banda está tocando bem", acrescentou.

Paulo Guedes considera que, em um segundo mandato de Jair Bolsonaro, a agenda de privatizações do governo vai "decolar". Nesta quarta-feira (18), o Tribunal de Contas da União (TCU) deu aval à privatização da Eletrobras, estatal que atua nas áreas de geração e transmissão de energia.

O ministro da Economia também afirmou ter defendido a democracia brasileira durante encontro com investidores internacionais, o que é considerado por ele um "pré-requisito" para atrair recursos ao País, apesar de ter avaliado que o "pau come entre os poderes". 

Nenhum comentário: