A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, disse nesta quinta-feira (19) que os líderes financeiros globais podem precisar se sentir mais à vontade para combater as múltiplas pressões inflacionárias.

Georgieva disse que está ficando mais difícil para os bancos centrais reduzirem a inflação sem causar recessões, diante das crescentes pressões sobre os preços da energia e dos alimentos devido à guerra da Rússia na Ucrânia, às políticas da covid-19 zero da China - que prejudicaram a indústria - e à necessidade de reordenar as cadeias de abastecimento para torná-las mais resilientes.Ela afirmou que a forte demanda dos Estados Unidos, as interrupções na cadeia de suprimentos e os efeitos da guerra na Ucrânia apontam para uma inflação mais duradoura. A pandemia da covid-19 não acabou e pode haver outra crise, acrescentou durante reunião de ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais do G7 na Alemanha. A política de covid-19 zero da China, que levou a lockdowns generalizados nas principais cidades, é impraticável por causa de variantes altamente contagiosas, mas as autoridades de Pequim “se recusam” a alterá-la, disse ela, acrescentando que seus efeitos serão discutidos na reunião.
Ela afirmou que "na verdade não está muito preocupada" com a economia chinesa porque o governo de Pequim tem espaço de política fiscal e monetária para sustentar o crescimento. Georgieva disse que os esforços dos países para mudar suas cadeias de suprimentos de eficiência máxima para maior resiliência aumentarão alguns custos, pois será necessário haver redundância.
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