O dirigente explica que o inventário participativo possibilita agilidade e otimização de processos de licenciamento. Nessa ação, o órgão ambiental participa diretamente dos estudos, dando mais segurança ao empreendedor, pois pode antecipar algumas questões críticas para obtenção da licença. Com o inventário finalizado, é possível indicar onde poderão ou não ser feitos os barramentos para a implantação das usinas e o tamanho desses empreendimentos.
André Pepitone detalha que o rio Camaquã tem 430 quilômetros de extensão, percorre 28 municípios e desemboca na Lagoa dos Patos, entre São Lourenço do Sul e Camaquã. O secretário do Meio Ambiente e Infraestrutura, Artur Lemos Júnior, adianta que, após a publicação do termo firmado com a Aneel no Diário Oficial da União, o que deve ocorrer nos próximos dias, levará, no mínimo, 12 messes para fazer todos os estudos e o inventário do rio.
Sobre a geração de energia no Rio Grande do Sul, Artur Lemos Junior frisa que o Estado possui quase 80% da sua capacidade de produção constituída por fontes renováveis. Além de estar bem colocado quanto à produção eólica, o Estado figura entre o que mais possui empreendimentos na área de geração distribuída, que se difundiu pelo País, especialmente, através da energia solar, com a instalação de painéis fotovoltaicos em comércios e residências. Conforme dados de junho da Aneel, o Rio Grande do Sul tem uma potência instalada de 476,3 MW em geração distribuída, sendo superado apenas por Minas Gerais, com 787,6 MW, e São Paulo, com 476,9 MW.
Quanto à matriz elétrica nacional, atualmente, o Brasil conta com uma capacidade instalada de 176 mil MW, sendo 83% desse total formado por fontes renováveis. A geração hidráulica é a que possui maior participação, com 58%. O restante da matriz é constituído por 11% de biomassa (matéria-orgânica), 9% eólica, 7% gás natural, 4% Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), 2% solar e 9% outros. Conforme o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2029, em nove anos o percentual de renováveis na matriz deverá ser de 80%, com a queda da hidráulica (42%) sendo compensada pelo crescimento da eólica (16%) e da solar (8%).

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