O primeiro a votar nesta tarde foi o relator, ministro Gilmar Mendes. Para ele, “tal situação retira dos Estados significativa fonte de receita”. Acrescentou que “a exploração de loterias ostenta a natureza de serviço público”. No voto, Gilmar Mendes ressaltou que o dinheiro arrecadado é destinado às áreas de saúde e de previdência. O ministro frisou que a Constituição dá à União a tarefa de estabelecer os tipos de loterias, mas que a administração não pertence somente a ela. O relator também disse que as atividades lotéricas são serviços públicos.
Um dos autores das ações é a Associação Brasileira de Loterias Estaduais. O grupo argumentava que o Decreto-Lei 204 de 1967, que dispõe sobre a exploração de loterias como serviço público exclusivo da União, impede a criação de loterias estaduais. A associação também reclamava que a norma impede as loterias estaduais de aumentar as suas emissões além das quantidades de bilhetes e séries em vigor na data da publicação do decreto-lei.
Outro autor é o ex-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão. Em 2017, o antigo Ministério da Fazenda ordenou o fechamento da Loterj (Loteria do Estado do Rio de Janeiro). A determinação foi questionada no Supremo. À época, o governo fluminense afirmou que haveria perda de receitas.
Os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Rosa Weber, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio e Luiz Fux concordaram integralmente com Gilmar Mendes.

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