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sábado, 19 de setembro de 2020

Juiz federal Marcelo Bretas bloqueia R$ 237 milhões de Cristiano Zanin, advogado do corrupto petista Lula

O juiz federal Marcelo Bretas, da Lava Jato do Rio de Janeiro, determinou o bloqueio de até R$ 237,3 milhões em bens de Cristiano Zanin e de seu escritório de advocacia com o "compadre" Roberto Teixeira, seu sogro. A medida foi determinada no início do mês no âmbito da Operação E$quema S, que investiga desvios de ao menos R$ 151 milhões da Fecomércio do Rio de Janeiro para bancas de advocacia que, segundo as investigações, vendiam a Orlando Diniz influência  junto ao STJ e ao TCU.

O objetivo é ressarcir não só a Fecomércio, mas também o Sesc e o Senac do Rio de Janeiro, que eram controlados por Orlando Diniz e de onde a maior parte dos recursos saíram, segundo as investigações da Lava Jato do Rio de Janeiro, no Ministério Público Federal.

O valor cobrado de Zanin servirá, segundo a decisão de Marcelo Bretas, não só para reparar os cofres das entidades, mas também como indenização por danos morais. “Nada mais coerente que designar o montante da reparação tomando por base os valores, em tese, recebidos por cada advogado (escritório) nas supostas contratações irregulares efetivas pela Fecomércio, bem como aqueles repassados indevidamente a sujeitos responsáveis, em tese, por influenciar em julgamentos no STJ e TCU”, escreveu Marcelo Bretas na sua decisão, cujo sigilo foi retirado nesta sexta-feira (18).

O juiz também mandou bloquear mais R$ 546,8 milhões de outros 22 advogados que igualmente teriam se beneficiado do esquema. Depois de Zanin, o maior valor bloqueado é de Eduardo Martins, filho do presidente do STJ, Humberto Martins: R$ 171,3 milhões. Adriana Ancelmo, mulher do muito corrupto ex-governador emedebista Sérgio Cabral, teve R$ 70,8 milhões bloqueados.

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