O objetivo é ressarcir não só a Fecomércio, mas também o Sesc e o Senac do Rio de Janeiro, que eram controlados por Orlando Diniz e de onde a maior parte dos recursos saíram, segundo as investigações da Lava Jato do Rio de Janeiro, no Ministério Público Federal.
O valor cobrado de Zanin servirá, segundo a decisão de Marcelo Bretas, não só para reparar os cofres das entidades, mas também como indenização por danos morais. “Nada mais coerente que designar o montante da reparação tomando por base os valores, em tese, recebidos por cada advogado (escritório) nas supostas contratações irregulares efetivas pela Fecomércio, bem como aqueles repassados indevidamente a sujeitos responsáveis, em tese, por influenciar em julgamentos no STJ e TCU”, escreveu Marcelo Bretas na sua decisão, cujo sigilo foi retirado nesta sexta-feira (18).
O juiz também mandou bloquear mais R$ 546,8 milhões de outros 22 advogados que igualmente teriam se beneficiado do esquema. Depois de Zanin, o maior valor bloqueado é de Eduardo Martins, filho do presidente do STJ, Humberto Martins: R$ 171,3 milhões. Adriana Ancelmo, mulher do muito corrupto ex-governador emedebista Sérgio Cabral, teve R$ 70,8 milhões bloqueados.


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