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quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Juiz federal Luiz Antonio Bonat condena ex-dirigentes das empreiteiras Queiroz Galvão e Iesa

O juiz federal Luiz Antonio Bonat condenou hoje cinco ex-executivos da Queiroz Galvão e da Iesa Óleo e Gás por corrupção, lavagem, cartel, fraude a licitações e organização criminosa na Lava Jato. Foram condenados os seguintes executivos: Petrônio Braz Júnior, ex-residente da Queiroz Galvão, com pena de 10 anos e 9 meses de prisão; Othon Zanóide de Moraes Filho, ex-diretor da Queiroz Galvão, a 23 anos e 3 meses de prisão; André Gustavo de Farias Pereira, ex-diretor da Queiroz Galvão, a 10 anos e 9 meses de prisão; Valdir Lima Carreiro, ex-presidente da Iesa, a 17 anos 2 meses de prisão; e Otto Garrido Sparenberg, ex-diretor da Iesa, a 10 anos e 9 meses de prisão.

Eles foram acusados de pagar mais de R$ 6,3 milhões em propina para Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, e a políticos do PP — já condenados pelo STF — em troca de contratos na refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e no Comperj, no Rio de Janeiro. Luiz Antonio Bonat fixou o cumprimento das penas em regime fechado, mas eles poderão recorrer em liberdade. “A prova revela sofisticação do mecanismo de pagamento dos valores oferecidos e prometidos, com participação de intermediadores e operadores financeiros, havendo dedução da propina repassada a agentes políticos do acerto havido com Paulo Roberto Costa”, firmou o juiz na sentença. 

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