A Gol encerrou o mês com aproximadamente R$ 2,1 bilhões em liquidez total. A empresa informou que, desde o final de julho, sua oferta aumentou para uma média de 190 vôos por dia a fim de servir aumento de 20% na demanda por transporte aéreo em agosto. No mês passado, a receita bruta consolidada cresceu 15% ante julho, para R$ 293 milhões. Com incremento de aproximadamente 300 vôos por dia, as operações em setembro devem alcançar 40% do realizado no mesmo mês de 2019, calcula a empresa.
A demanda por seus vôos no mês passado cresceu 19,8% sobre julho, enquanto a oferta subiu em 17,8%, com a taxa de ocupação das aeronaves em 79,4%. Na medição ano a ano, porém, a demanda por assentos em vôos domésticos foi 67,3%, com a oferta recuando 65,6%. Considerando os números totais, a queda foi ainda maior, de 71,8% na demanda e de 70,7% na oferta, já que a Gol não operou vôos internacionais em agosto. No mês passado, a empresa cumpriu suas obrigações quanto ao ‘Term Loan B’, sua principal dívida de curto prazo, no valor de 300 milhões de dólares.
Após essa amortização, o prazo médio da dívida de longo prazo da companhia, excluindo arrendamento de aeronaves e notas perpétuas, é de quase 4 anos. “Não temos vencimentos significativos de dívida até 2024”, afirmou o diretor vice-presidente Financeiro da Gol, Richard Lark, no fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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