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sábado, 19 de setembro de 2020

Justiça aceita denúncia contra executivos da Maersk por contratos com Petrobras

A Justiça Federal de Curitiba aceitou denúncia do Ministério Público Federal contra dois executivos da empresa dinamarquesa de logística Maersk acusados de corrupção ativa em contratos com a Petrobras. De acordo com a Procuradoria, as investigações da Lava Jato apontaram participação dos réus em esquema de corrupção em contratos de afretamento de navios entre a Maersk e a Petrobras de 2006 a 2014, com prejuízos estimados em 31,7 milhões de dólares para a petroleira. Em comunicado na sexta-feira o órgão informou que foram denunciados no âmbito da Operação Lava Jato um representante contratado da Maersk no Brasil, Wanderley Saraiva Gandra, e um executivo, Viggo Andersen. 

Além disso, a 13ª Vara da Justiça Federal na capital paranaense também aceitou denúncia contra Eduardo Autran, então subordinado ao ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, por corrupção passiva e peculato. “A denúncia apresentada pelo MPF é resultado do aprofundamento das investigações relacionadas aos anexos de vários acordos de colaboração celebrados e às provas adicionais produzidas a partir dessas informações”, disse o órgão público, mencionando as delações premiadas de Paulo Roberto Costa e Eduardo Autran. 

No período do alegado esquema, Viggo Andersen acertou com a Maersk comissão de 2,5% sobre os valores pagos pela Petrobras pelos afretamentos, repassando metade para uma empresa de Wanderley Gandra, que repassaria propina a Paulo Roberto Costa em troca de informações privilegiadas sobre as demandas de estatal. Já Autran atuou para o recebimento dos valores por Paulo Roberto Costa, afirmam os procuradores, que ainda citam descobertas da estatal em “apuração interna” como fonte de informações.

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