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quinta-feira, 4 de julho de 2019

O muito corrupto emedebista Sérgio Cabral admite pagamento de US$ 2 milhões em propina para Rio de Janeiro sediar Jogos Olímpicos

O ex-governador muito corrupto e ladrão emedebista Sérgio Cabral admitiu que pagou US$ 2 milhões para que o Rio de Janeiro fosse sede dos Jogos Olímpicos de 2016. O dinheiro foi pago ao então presidente da Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAFF), Lamine Diack. Embora já houvesse suspeitas sobre a compra de votos pelo Brasil, a primeira vez que Sérgio Cabral admitiu oficialmente o pagamento de propina foi durante audiência realizada nesta quinta-feira (4), na 7ª Vara Federal Criminal. Logo na abertura do interrogatório, Sérgio Cabral foi perguntado pelo juiz Marcelo Bretas se ele tinha conhecimento dessas negociações “espúrias”. O ex-governador passou a contextualizar a campanha do País para sediar as Olimpíadas e contou que um dia foi procurado pelo então presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, e o diretor de operações do COB, Leonardo Griner, que disseram ser necessário pagar uma quantia para garantir os votos sob influência de Diack. Segundo Sérgio Cabral, eles disseram que seria necessário US$ 1,5 milhão pagos a Diack, que dizia ter oito votos entre os membros da IFAA, incluindo o do ucraniano Sergei Bubka, ex-recordista mundial do salto com vara, e do nadador russo Alexander Popov. Para conseguir o dinheiro, Sérgio Cabral relatou que recorreu ao empresário do setor de serviços, Arthur Soares, conhecido como Rei Arthur, atualmente foragido, que tinha inúmeros contratos com o Estado do Rio de Janeiro. Arthur fez o repasse da primeira parte da propina para Diack, depois complementado com o aporte de US$ 500 mil.

De acordo com o ex-governador, o dinheiro pago a Diack pelos votos era de sua propriedade e que o motivo foi deixar legados ao estado do Rio de Janeiro, o que poderia, futuramente, ainda que de forma indireta, beneficiá-lo em sua carreira política. Sérgio Cabral disse que o ex-deputado estadual Carlos Roberto Osório, que era funcionário do COB, sabia de toda a transação. Disse que o ex-prefeito Eduardo Paes também ficou sabendo do pagamento de propina, embora não tenha participado diretamente da ação ilegal. O ex-governador revelou ainda que o então presidente bandido corrupto petista Lula ficou sabendo, de forma indireta, logo após a vitória do Brasil na votação, mas ressaltou que ele não se envolveu na negociação. O advogado de Nuzman, João Francisco Neto, disse que seu cliente é inocente e que não participou das operações de pagamento de propina envolvendo a compra de votos.

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