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terça-feira, 7 de maio de 2019

Toffoli comparece a um jantar de desagravo ao Supremo, que deixou evidente o seu desprestigio


O mais cabal exemplo da desmoralização e fraqueza atual do Supremo Tribunal Federal foi a realização do jantar de desagravo à Suprema Corte realizado na noite de sexta-feira, 3, em São Paulo, no qual o presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, disse que o Supremo precisa ser defendido de ataques que vem sofrendo e insinuou que é crime a tentativa da força-tarefa da Lava Jato de usar os R$ 2,5 bilhões ressarcidos à Petrobrás para criar uma fundação. Diante de mais de 300 pessoas, entre eles alguns dos principais advogados do País reunidos em um restaurante no bairro dos Jardins, Toffoli disse que as instituições democráticas estão sob ataque e precisam ser defendidas pela sociedade. “Há quem diga que o STF não precisa ser defendido. Será que a democracia não precisa ser defendida? É preciso que defendamos diuturnamente as instituições responsáveis pelo estado democrático de direito e pela democracia”, afirmou. Ficou evidente que ele tomou a iniciativa de pedir a advogados amigos que providenciassem o jantar de desagravo. Toffoli tem uma gestão completamente desastrosa. O pior ato dele foi a instituição do estapafúrdio inquérito para investigação de supostas fake news que se revelou útil para o estabelecimento da ilegal censura sobre a imprensa. 

O jantar organizado pelo grupo Prerrogativas, que reúne centenas de advogados do País, e pelo site Consultor Jurídico, reuniu especialmente a nata do sindicato da advocacia criminalística que vem atuando na defesa de grandes empreiteiras bandidas e políticos corruptos envolvidos no Mensalão do PT e no Petrolão. Participaram do convescote personsagens como Alberto Zacharias Toron, Lenio Streck, Helio Silveira, Nelson Jobim, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, Augusto Arruda Botelho, Fabio Toffic, Marco Aurélio Carvalho, Marcelo Leonardo, Floriano de Azevedo Marques, e o presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Fernando Marcelo Mendes, além de empresários, naturalmente.

Um dos discursos mais aplaudidos foi o do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o petista Felipe Santa Cruz, que comparou o momento atual à ditadura militar (1964-1985). “Advocacia criminal brasileira talvez tenha passado nos últimos cinco anos tempos que não viveu nem na ditadura. As pessoas nesta sala sabem, o custo do processo que levou à Constituinte de 1988”, disse ele: “Os protocolos das milícias das redes sociais não assustam aos que resistiram aos porões da ditadura”, completou. Os participantes do jantar aplaudiram de pé. O ingresso para o jantar custava R$ 250,00. No cardápio havia salada de entrada, bife de chorizo e salmão como pratos principais e torta de chocolate com sorvete de gengibre de sobremesa. Entre as bebidas servidas, estava o vinho chileno Trofeo, água, Coca-Cola e cerveja Heineken.

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