Sergio Moro afirmou hoje que a decisão da comissão mista do Congresso de retirar o Coaf de sua alçada não é “favorável”, mas não atrapalhará a atuação do órgão. O texto da MP 870, da reforma administrativa, ainda pode sofrer alterações nos plenários da Câmara e do Senado – ou seja, a volta do Coaf à pasta da Economia poderá ser revertida. “A intenção de trazer o Coaf para o Ministério da Justiça foi sempre a intenção de fortalecer o Coaf. Independentemente do que aconteça, vai ser essa a política do governo: sempre fortalecer o Coaf porque sabe que ele é um órgão estratégico”, disse o ministro da Justiça. “Hoje, de fato houve uma decisão não muito favorável a essa proposta do governo, mas (…) podem ter certeza de que a postura do governo vai ser sempre de fortalecimento desse órgão”, acrescentou. Na verdade, a retirada do Coaf do Ministério da Justiça é resultado de um acordão praticado pelo governo de Jair Bolsonaro, por meio de Onyx Lorenzoni, com a turma rapinante do Centrão, liderada por Rodrigo Mais, legítimo sucessor de Eduardo Cunha. Representa uma vitória da grande corja corrupta que continua a dominar o Congresso Nacional, apesar do grande esforço praticado pelo eleitorado, com a gigantesca mudança de nomes. Mas a bandidagem continua imperando no Congresso Nacional.
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